Isabela Neves, OCDS
O livro que ora se apresenta – A Porta do Claustro – é basicamente, como dizia o Pe João Rego, Director das Edições Carmelo, um fórum de partilha de reflexão e conhecimento sobre as mais variadas temáticas na perspetiva do diálogo entre fé e cultura, sob a iluminação que o Evangelho pode dar a temas como a economia, a ecologia, a política, a ciência, a família, a espiritualidade, e tantos, tantos outros.
A Claustro é uma espécie de revista digital que teve início no dia 14 de dezembro de 2021, visando a publicação, em ritmo semanal, no site da Ordem www.carmelitas.pt, de um artigo sob temática variada e da responsabilidade de cada autor, dos vinte e quatro que aceitámos o desafio de integrar este projeto desde a raiz.
Passado um ano destas publicações semanais, cada autor selecionou um dos seus textos, que é o que agora aparece publicado neste livro – A Porta do Claustro.
À semelhança de um claustro também a Claustrotem quatro galerias, ou quatro áreas alargadas: Casa Comum, Cultura, Desafios, Espiritualidade, e de forma mais serôdia a área Perspetivas.
Cerra-se este livro com um Ferrolho (de metal precioso) a modo de o proteger, para bem guardar um grande tesouro: Maria que é Mãe de Jesus e Mãe da Igreja é modelo de vida contemplativa e apostólica de Cristo para todo o cristão, seja religioso, leigo ou sacerdote e, em especial, neste tempo de Advento.
Agrada-me registar o modo como se distribuem os vinte e quatro colaboradores deste livro: a grande maioria são leigas (e leigos), e outra parte, de religiosos; assim distribuídos: onze seculares; quatro sacerdotes; dois jovens frades; duas monjas; e cinco que não conheço (sendo que um é ex-seminarista e uma jovem do ex-Carmo Jovem).
Como nos encontramos em contexto de Carmelitas Seculares, apraz-me ainda registar a presença dos leigos e leigas seculares do Carmo, assim distribuídos:
– Na galeria CASA COMUM encontramos cinco carmelitas seculares (José Machado, Júlio Pereira, Luís Correia, Nicole Vareta e Teresa Eugénio) e o Pe Joaquim Teixeira;
– Na galeria da CULTURA temos duas carmelitas seculares (Maria Paula Figueiredo e Marlene Tavares), o Frei João Costa, e outros três autores (Alberto Santos, Alexandra Lisboa e Helena Castro);
– Na galeria DESAFIOS temos um carmelita secular (Gustavo Borges), a Irmã Ana Sofia da Cruz, o Pe Manuel Reis, e outra autora (Raquel Serdoura);
– Na galeria ESPIRITUALIDADE encontram-se mais três carmelitas seculares (Isabel Carreira, Isabela Neves e Rui Guerra), a Irmã Ana Sofia de Maria e da Trindade e o Pe João Carlos Vieira;
– Em PERSPETIVAS apraz-me registar a presença muito interessante dos jovens irmãos Frei André Morais e Frei Francisco Maria Braguês, e outra autora (Verónica Parente).
– (E por fim, em jeito de prenda, achamos o inesperado FERROLHO, do Pe Manuel Reis).
Concluo, registando que é muito bom verificar estarmos a falar de uma obra erguida em família, em que a maioria dos colaboradores somos carmelitas seculares que, à hora da chamada, não nos acanhamos nem tivemos medo de dizer sim a este novo projeto, bem sabendo que esta é uma exposição que nos obriga a sair da nossa zona de conforto.
Por fim, quero ainda referir-me ao que nos diz o Frei João Costa na sua apresentação; estes textos podem ser usados e usufruídos em muitas direções, seja para rezar, para meditar, ficar a falar baixinho ou, simplesmente, para ficarmos serenos e caladinhos em silêncio.
E termino como ele termina, de uma maneira bem carmelita: «Tal como à entrada dos prados, esta porta nada encerra, e fica aberta». A nós toca-nos entrar.










