{"id":832,"date":"2017-07-19T09:21:05","date_gmt":"2017-07-19T09:21:05","guid":{"rendered":"http:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=832"},"modified":"2017-07-19T09:21:05","modified_gmt":"2017-07-19T09:21:05","slug":"exposicao-os-carmelitas-no-mundo-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/exposicao-os-carmelitas-no-mundo-portugues\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o: Os Carmelitas no mundo portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<p><a class=\"MagicThumb\" href=\"http:\/\/www.bnportugal.pt\/images\/stories\/agenda\/2017\/carmelitas_e-3786-p_g.jpg\"><img decoding=\"async\" title=\"Funda\u00e7\u00e3o e entrega do Convento do de N.\u00aa Sr.\u00aa do Carmo, em Lisboa, \u00e0 Ordem do Carmo, por D. Nuno \u00c1lvares Pereira. In Chronica dos Carmelitas da Antiga, e Regular Observancia nestes Reynos de Portugal, Algarves e seus Dominios... (BNP E. 3786 P.).\" src=\"http:\/\/www.bnportugal.pt\/images\/stories\/agenda\/2017\/carmelitas_e-3786-p.jpg\" width=\"150\" height=\"210\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 no Monte Carmelo, no final do s\u00e9culo XII, quando a monarquia portuguesa acabava de se afirmar e a III Cruzada (1189-1192) levava \u00e0 Terra Santa os tr\u00eas principais monarcas da Cristandade, que se consolida, sob a inspira\u00e7\u00e3o de Santo Elias, a Ordem dos Irm\u00e3os da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, comummente conhecida por Ordem do Carmo ou Ordem dos Carmelitas.<\/p>\n<p>Constrangidos pela inseguran\u00e7a crescente, os Carmelitas s\u00e3o obrigados a refugiar-se nas suas regi\u00f5es de origem no Ocidente, na terceira d\u00e9cada do s\u00e9culo XIII. O \u00eaxodo leva a uma adapta\u00e7\u00e3o profunda da sua viv\u00eancia. Os outrora eremitas adaptam-se ao modelo nascente das ordens mendicantes, enraizando-se agora no centro das cidades e conjugando a vida apost\u00f3lica com a vida contemplativa.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 segura a data em que o Carmo se fixa em Moura, que a tradi\u00e7\u00e3o portuguesa aponta como o primeiro convento na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, em 1251, formado com carmelitas vindos da Terra Santa.<\/p>\n<p>Aqui permanecer\u00e3o at\u00e9 que o Condest\u00e1vel Nuno \u00c1lvares Pereira fa\u00e7a erguer o convento debru\u00e7ado sobre o Rossio de Lisboa. Em 1423 \u00e9 ereta a Prov\u00edncia Portuguesa do Carmo e re\u00fane-se o primeiro cap\u00edtulo provincial. As casas n\u00e3o cessar\u00e3o de se multiplicar: Colares (1450); Vidigueira (1495); Beja (1526); \u00c9vora (1531); Coimbra (1536)&#8230; Em 1541, Beja v\u00ea florescer o primeiro convento feminino e em 1547, em Trento, o carmelita D. Fr. Baltazar Limpo, ent\u00e3o ainda bispo do Porto, doa \u00e0 Ordem o Col\u00e9gio que institu\u00edra em Coimbra, doravante centro nevr\u00e1lgico dos estudos da Ordem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"MagicThumb\" href=\"http:\/\/www.bnportugal.pt\/images\/stories\/agenda\/2017\/carmelitas_e-3815-p_g.jpg\"><img decoding=\"async\" title=\"Folha de rosto da \u00abChronica de Carmelitas Descal\u00e7os particular da Provincia de S. Filippe do reyno de Portugal...\u00bb com representa\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora do Carmo, de Santo Elias, inspirador dos Carmelitas, e de Santa Teresa de Jesus, fundadora dos Carmelitas Descal\u00e7os no s\u00e9c. XVI (BNP E. 3815 P.).\" src=\"http:\/\/www.bnportugal.pt\/images\/stories\/agenda\/2017\/carmelitas_e-3815-p.jpg\" width=\"150\" height=\"222\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quando os ventos de reforma sopram sobre as ordens religiosas no s\u00e9culo XVI, os Carmelitas cindem-se em duas ordens. As personalidades marcantes de Teresa de Jesus e Jo\u00e3o da Cruz ser\u00e3o os protagonistas de reforma que separa doravante os Carmelitas Descal\u00e7os dos da Antiga Observ\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Sob a prote\u00e7\u00e3o de Filipe I, que neles vislumbra o potencial mission\u00e1rio, os Carmelitas Descal\u00e7os chegam a Portugal. Instalados inicialmente em Lisboa, onde fundaram em 1581 o Convento S\u00e3o Filipe, espalham-se rapidamente, fundando casas da<em>\u00a0Reforma<\/em>: 23 masculinas e 10 femininas.<\/p>\n<p>Com o final do s\u00e9c. XVI inicia-se tamb\u00e9m o ciclo mission\u00e1rio, quer da Antiga Observ\u00e2ncia quer dos Descal\u00e7os. Mesmo tendo seguido tamb\u00e9m o itiner\u00e1rio do Congo e do Oriente, foi o Brasil a sua regi\u00e3o de elei\u00e7\u00e3o. Aqui funda a Antiga Observ\u00e2ncia, ainda antes da cria\u00e7\u00e3o do Vicariato do Brasil, em 1595, os conventos de Olinda (1583), de S\u00e3o Salvador da Ba\u00eda (1586), de Santos (1589), do Rio de Janeiro (1590), de Angra dos Reis (1593) e de S\u00e3o Paulo (1594).<\/p>\n<p>Os Carmelitas n\u00e3o se expandiam s\u00f3 pelos novos mundos. Em terras lusas, come\u00e7aram a aparecer com crescente import\u00e2ncia as Ordens Terceiras ou Confrarias do Carmo.<\/p>\n<p>Em 1781, D. Maria I ainda instala as religiosas do<em>\u00a0Carmo Novo<\/em>\u00a0junto \u00e0 sua Bas\u00edlica do Sant\u00edssimo Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, \u00e0 Estrela. Mas as ordens carmelitas n\u00e3o ser\u00e3o salvaguardadas aos ventos dos tempos. O josefismo e o ciclo das revolu\u00e7\u00f5es geram a era das extin\u00e7\u00f5es, que em Portugal se afirma pelo decreto de maio de 1834.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial, as duas Ordens iniciam o percurso da sua restaura\u00e7\u00e3o em Portugal. J\u00e1 no segundo mil\u00e9nio, a Antiga Observ\u00e2ncia v\u00ea subir aos altares a figura de S. Nuno de Santa Maria e os Descal\u00e7os aguardam a beatifica\u00e7\u00e3o de L\u00facia, que passou as portas do Carmelo em 1948.<\/p>\n<p>Esta exposi\u00e7\u00e3o apresenta os\u00a0<em>itiner\u00e1rios<\/em>\u00a0de sete s\u00e9culos do Carmo pelo mundo portugu\u00eas, contextualizados na hist\u00f3ria das duas Ordens em que canonicamente se materializou, relembrando o seu carisma, os seus percursos institucionais, as suas edifica\u00e7\u00f5es, as suas figuras relevantes, os seus cronistas, os seus escritores. Em paralelo, ocorrer\u00e1 o Congresso Internacional\u00a0<em>Os Carmelitas no Mundo Luso-Hisp\u00e2nico<\/em>\u00a0que se realizar\u00e1 na Sociedade de Geografia de Lisboa, de 19 a 22 de julho de 2017.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.bnportugal.pt\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1263:exposicao-os-carmelitas-no-mundo-portugues-19-jul-18-nov-&amp;catid=168:2017&amp;Itemid=1278&amp;lang=pt\">http:\/\/www.bnportugal.pt\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1263:exposicao-os-carmelitas-no-mundo-portugues-19-jul-18-nov-&amp;catid=168:2017&amp;Itemid=1278&amp;lang=pt<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 no Monte Carmelo, no final do s\u00e9culo XII, quando a monarquia portuguesa acabava de se afirmar e a III Cruzada (1189-1192) levava \u00e0 Terra Santa os tr\u00eas principais monarcas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":833,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-832","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-divulgacao","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/832","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=832"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/832\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":834,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/832\/revisions\/834"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/833"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}