{"id":795,"date":"2017-06-21T13:56:34","date_gmt":"2017-06-21T13:56:34","guid":{"rendered":"http:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=795"},"modified":"2017-06-21T13:56:34","modified_gmt":"2017-06-21T13:56:34","slug":"novo-numero-da-broteria-da-actualidade-as-artes-multiplas-perspectivas-cristas-sobre-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/novo-numero-da-broteria-da-actualidade-as-artes-multiplas-perspectivas-cristas-sobre-o-mundo\/","title":{"rendered":"Novo n\u00famero da &#8220;Brot\u00e9ria&#8221;: Da actualidade \u00e0s artes, m\u00faltiplas perspectivas crist\u00e3s sobre o mundo"},"content":{"rendered":"<p>Das m\u00faltiplas express\u00f5es da liberdade \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Paula Rego &#8211; Hist\u00f3rias e segredos&#8221;, da an\u00e1lise do estado da Uni\u00e3o Europeia ao filme &#8220;S. Jorge&#8221;, s\u00e3o mais de duas dezenas os artigos inclu\u00eddos na mais recente edi\u00e7\u00e3o da revista &#8220;Brot\u00e9ria &#8211; Cristianismo e cultura&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span class=\"it\">Atualidade<\/span><\/em><\/p>\n<p>Paulo Almeida Sande defende que a CEE, transformada 60 anos depois em Uni\u00e3o Europeia, \u00ab\u00e9 bem o exemplo de como \u00e9 poss\u00edvel aos seres humanos, quando usam a raz\u00e3o e exercitam a sabedoria, p\u00f4r de lado \u00f3dios antigos e resolver um problema velho como o tempo, a guerra, chaga aberta na mem\u00f3ria de gera\u00e7\u00f5es que a sofreram e aviso s\u00e9rio \u00e0s gera\u00e7\u00f5es vindouras: ou aprendem a li\u00e7\u00e3o ou, como avisou George Santayana, repetir\u00e3o os erros e sofrer\u00e3o as consequ\u00eancias\u00bb.<\/p>\n<p>No artigo \u00abA Uni\u00e3o Europeia no limiar de um novo recome\u00e7o\u00bb, o antigo diretor do Gabinete em Portugal do Parlamento Europeu observa que os \u00aberros, as incompreens\u00f5es e a dist\u00e2ncia entre os poderes europeus e os cidad\u00e3os\u00bb n\u00e3o podem levar a esquecer tudo o que a Uni\u00e3o proporcionou aos cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>\u00abSolidariedade, subsidiariedade e flexibilidade para um novo recome\u00e7o s\u00e3o, sem d\u00favida, uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica correta e eficaz\u00bb, defende o economista, para quem o continente europeu s\u00f3 sobreviver\u00e1 na \u00abafirma\u00e7\u00e3o feliz dos seus valores, da paz e da prosperidade se os seus Estados souberem cooperar entre si, numa dimens\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o t\u00e3o profunda quanto o necess\u00e1rio\u00bb.<\/p>\n<p>Raquel Vaz-Pinto reflete sobre \u00abA \u00c1sia-Pac\u00edfico entre o conflito e o dinamismo\u00bb, afirmando que \u00abno continente mais heterog\u00e9neo do mundo h\u00e1 muito para seguir e ter em conta\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abPara al\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o bilateral entre a China e os EUA temos de olhar tamb\u00e9m para pa\u00edses como a \u00cdndia e o Jap\u00e3o\u00bb, defende a investigadora do Instituto Portugu\u00eas de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade Nova de Lisboa, concluindo que a evolu\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o \u00abter\u00e1 consequ\u00eancias globais\u00bb.<\/p>\n<p>&#8220;A R\u00fassia, essa desconhecida&#8230;&#8221; \u00e9 a reflex\u00e3o apresentada por Guilherme d&#8217;Oliveira Martins, que salienta as \u00abbarreiras persistentes que fazem subsistir a incompreens\u00e3o\u00bb entre o pa\u00eds e os pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p>\u00abPode dizer-se que a R\u00fassia contempor\u00e2nea \u00e9 marcada pela hist\u00f3ria antiga que culmina na sua entrada no jogo europeu sob o condicionamento do grande territ\u00f3rio asi\u00e1tico\u00bb, explica.<\/p>\n<p>Para o administrador da Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, \u00e9 \u00abnatural a persist\u00eancia na desvaloriza\u00e7\u00e3o e no enfraquecimento da Uni\u00e3o Europeia, bem como a defesa do aprofundamento de desintelig\u00eancias internas no seio da Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica. Deste modo, \u00e9 essencial a atual ambiguidade na rela\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos, traduzida no apoio a Trump &#8211; ainda que haja desentendimentos, como no caso da S\u00edria e da rela\u00e7\u00e3o com Assad\u00bb.<\/p>\n<p>Tem-se verificado, \u00absobretudo por parte da Uni\u00e3o Europeia e dos membros da Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica, uma atitude de desvaloriza\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia atual do que resta do imp\u00e9rio russo. Tal \u00e9 imprudente e muito perigoso\u00bb, adverte Guilherme d&#8217;Oliveira Martins.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span class=\"it\">Sociedade e pol\u00edtica<\/span><\/em><\/p>\n<p>Gon\u00e7alo Saraiva Martins debate &#8220;As novas fronteiras da liberdade de express\u00e3o&#8221;, defendendo que \u00abos factos e a sua verifica\u00e7\u00e3o deixaram de importar, relevando apenas a perce\u00e7\u00e3o que o destinat\u00e1rio tem deles. Neste contexto, \u00e9 poss\u00edvel que duas pessoas estejam convencidas de verdades diametralmente opostas, acreditando sem hesita\u00e7\u00e3o ser a sua a correta\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, pois, encontrar formas de controlo dos abusos \u00e0 liberdade de express\u00e3o, seja porque isso n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com o estado de Direito, seja porque ele \u00e9, na pr\u00e1tica, imposs\u00edvel\u00bb, sublinha.<\/p>\n<p>O professor da Faculdade de Direito da Universidade Cat\u00f3lica considera que \u00e9 importante testar as \u00abnovas fronteiras como forma de preservar a liberdade de express\u00e3o, protegendo-a de uma utiliza\u00e7\u00e3o abusiva que, mo limite, acabar\u00e1 por conduzir \u00e0 sua pr\u00f3pria destrui\u00e7\u00e3o. Importa recuperar o seu sentido origin\u00e1rio &#8211; a transmiss\u00e3o de opini\u00f5es e convic\u00e7\u00f5es pessoais\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abTudo isto seria mais simples se cada um de n\u00f3s cultivasse o esp\u00edrito livre e o sentido cr\u00edtico, fazendo uso da liberdade de express\u00e3o para apoiar ou afastar essas opini\u00f5es e n\u00e3o para difundir factos acriticamente, os quais n\u00e3o possuem, em muitos casos, qualquer fundamento\u00bb, finaliza.<\/p>\n<p>Rodrigo Serra Louren\u00e7o comenta a recente decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a da Uni\u00e3o Europeia sobre a proibi\u00e7\u00e3o de s\u00edmbolos religiosos no trabalho: a decis\u00e3o \u00abconsiderou n\u00e3o ser discriminat\u00f3ria a proibi\u00e7\u00e3o imposta por uma empresa belga aos seus trabalhadores de n\u00e3o ostentarem quaisquer s\u00edmbolos religiosos\u00bb no espa\u00e7o laboral, \u00ababrindo a porta \u00e0 legitima\u00e7\u00e3o dessa proibi\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abO papel da lei e dos tribunais, parece-nos, ser\u00e1 criar condi\u00e7\u00f5es para que estas restri\u00e7\u00f5es decorram da pr\u00f3pria natureza das atividades em causa, e n\u00e3o de imposi\u00e7\u00f5es de terceiros que, em regra, est\u00e3o numa posi\u00e7\u00e3o mais forte\u00bb, um caminho que n\u00e3o se afigura f\u00e1cil, assinala o jurista.<\/p>\n<p>A proposta apresentada ao parlamento espanhol pelo partido &#8220;Podemos&#8221; de proibir a transmiss\u00e3o da missa na televis\u00e3o p\u00fablica \u00e9 o objeto do texto de Tiago Duarte, que observa: \u00abAssim vai a intoler\u00e2ncia religiosa dos partidos que mais se tentam apropriar do princ\u00edpio da toler\u00e2ncia. Toler\u00e2ncia para quem quer interromper a gravidez, toler\u00e2ncia para quem quer morrer atrav\u00e9s da eutan\u00e1sia, mas intoler\u00e2ncia total para quem quer ver a missa na TV\u00bb.<\/p>\n<p>A primeira transmiss\u00e3o da Eucaristia a seguir ao an\u00fancio do &#8220;Podemos&#8221; \u00abteve a maior audi\u00eancia do dia de toda a televis\u00e3o espanhola, triplicando as audi\u00eancias anteriores\u00bb, destaca o professor da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.<\/p>\n<p>\u00abFica sempre bem querer apropriar-se do Papa, como se fosse um &#8220;pin&#8221; que se coloca na lapela, mas quem acha que a missa &#8211; na sua ess\u00eancia &#8211; muda se for oficiada pelo Papa Francisco ou por qualquer outro padre \u00e9 porque n\u00e3o percebe nada do que \u00e9 a ess\u00eancia de uma missa e do milagre que em cada missa acontece\u00bb, declara o advogado.<\/p>\n<p>O P. Vasco Pinto Magalh\u00e3es escreve sobre &#8220;O mito da liberdade individual&#8221;, come\u00e7ando por referir uma ideia \u00abbastante prim\u00e1ria\u00bb e \u00abinfantil\u00bb: \u00abEnquanto estiver no meu territ\u00f3rio posso fazer o que me apetecer e s\u00f3 quando toco ou chego ao espa\u00e7o do outro perco a liberdade\u00bb.<\/p>\n<p>Liberdade humana \u00e9 \u00aba capacidade adquirida de gerir bem, construtivamente, os condicionamentos\u00bb. \u00abMais, \u00e9 a capacidade de discernir e decidir, entre m\u00faltiplos condicionamentos, que v\u00eam de dentro e de fora, e de v\u00e1rias alternativas, em ordem a escolher o que for melhor. Escolher o melhor \u00e9 ser livre. Ou seja: escolher o mais humano para a pessoa sempre situada, entre pessoas e ocasi\u00f5es, mesmo que isso exija renunciar ao meu apetecer, isso \u00e9 a Liberdade.\u00bb<\/p>\n<p>O religioso jesu\u00edta e membro do Conselho de Dire\u00e7\u00e3o e Reda\u00e7\u00e3o da &#8220;Brot\u00e9ria&#8221; salienta que \u00aba liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 o caminho necess\u00e1rio e dif\u00edcil do egocentrismo ao altru\u00edsmo. Tarefa de todos\u00bb. \u00abComo nos poderemos ajudar a sair das escravid\u00f5es da mentira e do pecado com a coragem da esperan\u00e7a que atravessa desertos? Encontrar caminhos pessoais para uma sociedade mais franca, mais justa com sentido e lugar para todos. Nada disso existe sem a certeza interior de que o bem vence o mal com escolhas que pedem a cada passo pondera\u00e7\u00e3o e ren\u00fancias\u00bb, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span class=\"it\">Religi\u00e3o<\/span><\/em><\/p>\n<p>&#8220;Espiritualidade e conduta perante o abuso&#8221; \u00e9 a quest\u00e3o colocada pelo jesu\u00edta Hans Zollner, que, entre outros assuntos, reflete sobre o ponto de vista das v\u00edtimas e o seu sofrimento, o estado e a forma\u00e7\u00e3o dos padres e o saber lidar com a sexualidade, terminando com perguntas e desafios para as comunidades crist\u00e3s.<\/p>\n<p>\u00abEnquanto a Igreja se mantiver surda \u00e0 voz e ao testemunho das v\u00edtimas &#8211; aqueles que conseguem percorrer este caminho de reconcilia\u00e7\u00e3o, e aqueles que n\u00e3o o experimentaram &#8211; estar\u00e1 a ferir novamente n\u00e3o s\u00f3 os que sofreram \u00e0s m\u00e3os dos representantes da Igreja, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se abrir\u00e1 \u00e0 possibilidade de uma purifica\u00e7\u00e3o interna atrav\u00e9s do reconhecimento da sua culpa, e excluir\u00e1 aqueles que de modo especial se encontram ligados \u00e0 Paix\u00e3o de Jesus\u00bb, frisa o membro da Comiss\u00e3o Pontif\u00edcia para a Prote\u00e7\u00e3o de Menores.<\/p>\n<p>O jesu\u00edta Francisco Martins escreve sobre a \u00abinterpreta\u00e7\u00e3o das Escrituras na Igreja\u00bb, alertando para \u00aba tenta\u00e7\u00e3o do literalismo\u00bb na leitura da B\u00edblia, que \u00abfaz mais mal que bem \u00e0 causa da Palavra de Deus\u00bb.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o cat\u00f3lica preconiza, sobretudo para \u00abos que falam do p\u00falpito ou da c\u00e1tedra\u00bb, que estudem o texto, come\u00e7ando por \u00abreconhecer que a B\u00edblia \u00e9 literatura\u00bb, e depois que discirnam a Palavra: \u00abNas linhas e entrelinhas do texto, \u00e9 o rosto vivo do Deus da Alian\u00e7a que se d\u00e1 a conhecer, \u00e9 o Mist\u00e9rio do Verbo incarnado que \u00e9 anunciado, \u00e9 a salva\u00e7\u00e3o que \u00e9 eficazmente proclamada\u00bb, destaca o estudante da Universidade Hebraica de Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span class=\"it\">Artes e letras<\/span><\/em><\/p>\n<p>O primeiro texto desta sec\u00e7\u00e3o, de que j\u00e1 demos conta na p\u00e1gina da Pastoral da Cultura (cf. Artigos relacionados) evoca os 25 anos da morte do compositor Olivier Messiaen.<\/p>\n<p>A obra &#8220;O outro p\u00e9 da sereia&#8221; (2006), de Mia Couto, \u00e9 analisada pelo jesu\u00edta Manuel Ferreira, que pretende \u00abpublicitar um bom livro, recomend\u00e1-lo, dar dele um gostinho inicial e iniciante\u00bb.<\/p>\n<p>Trata-se de \u00abum romance constitu\u00eddo por tr\u00eas excelentes est\u00f3rias encaixadas, conc\u00eantricas\u00bb, come\u00e7ado pela de uma \u00abfam\u00edlia nh\u00fangwe (de Tete) de origem goesa, prosseguindo com a do mission\u00e1rio portugu\u00eas D. Gon\u00e7alo da Silveira, da Companhia de Jesus, e terminando com a de um casal de estrangeiros.<\/p>\n<p>\u00abA ligar as tr\u00eas hist\u00f3rias entrela\u00e7adas, temos, pois, aquela imagem, que, para os mission\u00e1rias e Mwadia, era Nossa Senhora, e para Nsundi, era a deusa das \u00e1guas, a sereia Kianda\u00bb, explica o professor na Universidade Cat\u00f3lica de Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p>No &#8220;Caderno cultural&#8221; encontra-se a opini\u00e3o sobre o filme &#8220;S. Jorge&#8221;, de Marco Martins, \u00abest\u00f3rias a cruzarem o documental\u00bb, ao abordarem \u00abum Portugal aprisionado na crise humana e financeira gerada pela &#8220;troika&#8221;\u00bb, protagonizadas por Nuno Lopes, melhor ator na sec\u00e7\u00e3o &#8220;Orizzonti&#8221; do Festival de Veneza 2016.<\/p>\n<p>\u00abUm dos elementos que alicer\u00e7a a solidez\u00bb do filme \u00abencontra-se na fase de pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o quando o realizador decidiu n\u00e3o partir de premissas te\u00f3ricas, mas investigar a realidade vivida com as pessoas dos bairros da Bela Vista (em Set\u00fabal) e da Jamaica (no Fogueteiro). Alguns dos habitantes foram incorporados no filme, na fase de rodagem, e os seus di\u00e1logos, em v\u00e1rios momentos, n\u00e3o s\u00e3o fruto de fic\u00e7\u00e3o\u00bb, anota Carlos Capucho.<\/p>\n<p>\u00ab&#8221;S. Jorge&#8221; d\u00e1 conta de um pa\u00eds que sofre e vive o negrume de uma exist\u00eancia dilacerada, traduzido sabiamente nas cores escuras atiradas ao ecr\u00e3, na composi\u00e7\u00e3o dos planos, no tipo de montagem que nos envolve no desempenho dos atores, profissionais ou n\u00e3o. Com personagens que entendemos at\u00e9 ao \u00e2mago porque nos s\u00e3o pr\u00f3ximas. Em suma, um belo e negro filme que nos acorda para o que \u00e0s vezes nos pode passar ao largo\u00bb, conclui o especialista em Estudos F\u00edlmicos, aposentado da Universidade Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Paula Rego &#8211; Hist\u00f3rias e segredos&#8221;, patente at\u00e9 17 de setembro em Cascais, \u00e9 observada por Jos\u00e9 Souto de Moura, que come\u00e7a por tra\u00e7ar o percurso familiar e art\u00edstico da pintora, assinalando depois os espa\u00e7os da mostra.<\/p>\n<p>\u00abPessoa obviamente muito sens\u00edvel, inteligente e insubmissa, Paula Rego revelou-se uma artista altamente dotada. Poderia ter optado por uma ren\u00fancia, que se traduziria no percurso convencional na \u00e9poca, de mulher, esposa e m\u00e3e. Ponto final. N\u00e3o foi o caminho que seguiu, A arte dominou-a por completo e a sua vida n\u00e3o foi isenta, longe disso, de dificuldades, sofrimento, ang\u00fastia at\u00e9. Perguntei-me ent\u00e3o que interroga\u00e7\u00f5es ter\u00e3o sido as dela, sobre o Sentido dos v\u00e1rios sentidos necessariamente prec\u00e1rios que a atiravam sempre para a frente\u00bb, finaliza.<\/p>\n<p>A evoca\u00e7\u00e3o do escritor medieval Bo\u00e9cio (Carlos Maria Bobone) e a \u00abexperi\u00eancia \u00fanica em Paris\u00bb com a \u00f3pera &#8220;Di\u00e1logo das Carmelitas&#8221;, de Bernanos e Poulenc (Diogo de Freitas Branco Pais) antecedem a sec\u00e7\u00e3o das recens\u00f5es, com obras no dom\u00ednio da Biografia, Filosofia, Hist\u00f3ria, Literatura e Psicologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.snpcultura.org\/broteria_da_atualidade_as_arte_multiplas_perspetivas_cristas.html\">http:\/\/www.snpcultura.org\/broteria_da_atualidade_as_arte_multiplas_perspetivas_cristas.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Das m\u00faltiplas express\u00f5es da liberdade \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Paula Rego &#8211; Hist\u00f3rias e segredos&#8221;, da an\u00e1lise do estado da Uni\u00e3o Europeia ao filme &#8220;S. 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