{"id":4873,"date":"2026-09-30T02:12:00","date_gmt":"2026-09-30T02:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=4873"},"modified":"2026-09-28T10:37:43","modified_gmt":"2026-09-28T10:37:43","slug":"sao-joao-da-cruz-cantor-da-gloria-de-deus-e-da-dignidade-do-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/sao-joao-da-cruz-cantor-da-gloria-de-deus-e-da-dignidade-do-homem\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz: Cantor da gl\u00f3ria de Deus e da dignidade do homem"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Tr\u00eas perguntas e\u2026 mais uma<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Sobre o livro \u201c<a href=\"https:\/\/carmelo.pt\/sao-joao-da-cruz\/499-sao-joao-da-cruz-cantor-da-gloria-de-deus-e-da-dignidade-do-homem-.html\">S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz: Cantor da gl\u00f3ria de Deus e da dignidade do homem<\/a>\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/carmelo.pt\/sao-joao-da-cruz\/499-sao-joao-da-cruz-cantor-da-gloria-de-deus-e-da-dignidade-do-homem-.html\"><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"960\" src=\"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/sao-joao-da-cruz-cantor-da-gloria-de-deus-e-da-dignidade-do-homem-1-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4875\" srcset=\"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/sao-joao-da-cruz-cantor-da-gloria-de-deus-e-da-dignidade-do-homem-1-1.jpg 750w, https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/sao-joao-da-cruz-cantor-da-gloria-de-deus-e-da-dignidade-do-homem-1-1-234x300.jpg 234w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz \u00e9 assim t\u00e3o atual que o possamos dizer nosso companheiro de peregrina\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 verdade. S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz (1542-1591), apesar da dist\u00e2ncia temporal, \u00e9 de uma atualidade gritante na vida do Carmelo, da Igreja e do mundo, pois, como disse S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, estudioso e disc\u00edpulo do \u00ab<em>Mestre na f\u00e9\u00bb, \u00abos santos nunca envelhecem<\/em>\u00bb. O essencial da sua experi\u00eancia, doutrina e mensagem, \u00e9-nos mais necess\u00e1ria ainda hoje do que aos crist\u00e3os e religiosos da Espanha do s\u00e9culo XVI. Constitui um dos ant\u00eddotos mais eficazes contra os perigos de uma civiliza\u00e7\u00e3o voltada para a exterioridade e, pela via da interioridade orante, pode preservar o nosso cristianismo da anemia espiritual. A pessoa humana \u00e9 digna, n\u00e3o pelo que faz ou produz, mas porque \u00e9 infinitamente amada por Deus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele consagrou toda a sua a vida a cantar e amar a gl\u00f3ria de Deus e a honrar e servir o homem e a sua dignidade. A uni\u00e3o com Deus \u00e9 o sentido primeiro e \u00faltimo da voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o do homem sobre a terra. O que h\u00e1 de mais provocante em S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, \u00e9 que, a um mundo que toma cada vez mais consci\u00eancia de seus pr\u00f3prios valores, n\u00e3o cessa de lhe atirar \u00e0 cara o antigo ad\u00e1gio: \u201c<em>S\u00f3 Deus basta<\/em>\u201d, e isto com uma exclusividade que reserva a poucos a realiza\u00e7\u00e3o do \u201c<em>homem em verdade<\/em>\u201d. Neste sentido, ele \u00e9 um verdadeiro mestre, pedagogo, mistagogo e companheiro de viagem espiritual desde a gra\u00e7a do batismo at\u00e9 \u00e0 gl\u00f3ria eterna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 \u00ab<em>o grande mestre da verdade viva sobre Deus e o homem e dos caminhos que conduzem \u00e0 uni\u00e3o com Deus<\/em>\u00bb. \u00ab<em>S\u00f3 Deus pode libertar o homem<\/em>\u00bb. \u00ab<em>A dignidade e liberdade do homem \u00e9 a comunh\u00e3o com Deus<\/em>\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz n\u00e3o nos saiu ousado quando afirma que o ser humano \u00e9 \u00abDeus por participa\u00e7\u00e3o\u00bb?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Santo \u00e9 de uma ousadia b\u00edblica e patr\u00edstica ao afirmar que o ser humano \u00e9 \u00ab<em>Deus por participa\u00e7\u00e3o<\/em>\u00bb. Como afirmava Santo Ireneu, a pessoa humana \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o da gl\u00f3ria de Deus na dignidade da sua vida. Jo\u00e3o da Cruz, \u00e0 luz da gl\u00f3ria de Cristo e da gl\u00f3ria da Igreja, cantou da gl\u00f3ria de Deus e serviu a dignidade do homem, com a santidade da sua vida e o seu magist\u00e9rio sobre os mist\u00e9rios da f\u00e9 crist\u00e3. O Doutor m\u00edstico \u00e9 uma testemunha singular e excecional do rosto humano de Deus e do rosto divino do homem, \u00e0 luz de Cristo, na vida atual da Igreja. \u00ab<em>Jesus Cristo \u00e9 o rosto humano de Deus e o rosto divino do homem<\/em>\u00bb. Para o Santo, Cristo, a \u00fanica Palavra do Pai (2 S 22, 3) \u2013 \u00ab<em>em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade<\/em> (Cl 2, 9)\u00bb \u2013, cont\u00e9m e revela toda a riqueza do mist\u00e9rio de Deus e do mist\u00e9rio do homem: \u00ab<em>O mist\u00e9rio do homem s\u00f3 no mist\u00e9rio do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente<\/em> (GS 22)\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A uni\u00e3o de amor com Deus \u00e9 o princ\u00edpio que unifica o sistema sanjoanino. Deus e o homem \u00ab<em>buscam-se<\/em>\u00bb reciprocamente (CH 3, 28), e \u00ab<em>desejam<\/em>\u00bb, a uni\u00e3o (CB 21, 1). Deus pretende igualar consigo o homem (CB 28, 1). O homem \u00ab<em>nunca descansa<\/em>\u00bb (CB 22, 6), nem \u00ab<em>pode estar satisfeito\u00bb at\u00e9 chegar a ser \u00abDeus por participa\u00e7\u00e3o<\/em>\u00bb (CB 38, 3). A uni\u00e3o \u00e9 \u00ab<em>uma vida por uni\u00e3o de amor<\/em>\u00bb (CB 12, 8), s\u00e3o \u00ab<em>duas naturezas num esp\u00edrito e amor<\/em>\u00bb (CB 22, 3), \u00e9 ser um com Deus \u00ab<em>por unidade e transforma\u00e7\u00e3o de amor<\/em>\u00bb (CB 39, 5). O amor produz \u00ab<em>tal semelhan\u00e7a<\/em>\u00bb que \u00ab<em>se pode dizer que cada um \u00e9 o outro e que ambos s\u00e3o um s\u00f3<\/em>\u00bb (CB 12, 7). A alma est\u00e1 \u00ab<em>feita divina e Deus por participa\u00e7\u00e3o, quanto se pode nesta vida<\/em>\u00bb (CB 22, 3).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A uni\u00e3o \u00e9 o grande milagre do amor que une os amantes:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00ab<em>Oh noite que guiastes!<\/em><br><em>Oh noite am\u00e1vel mais que a alvorada!<\/em><br><em>Oh noite que juntaste<\/em><br><em>Amado com amada,<\/em><br><em>Amada no Amado transformada<\/em>\u201d\u00bb<br>(Noite 5).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta metamorfose amorosa \u00ab<em>a alma mais parece Deus que alma, e ainda \u00e9 Deus por participa\u00e7\u00e3o<\/em>\u00bb (2 S 5, 7).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estou convencido de que S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, que trabalhou generosamente pela gl\u00f3ria de Deus ao servi\u00e7o da dignidade do homem, subscreveria de bom grado a mensagem atual do Papa Le\u00e3o XIV sobre a necessidade de salvaguardar o primado da pessoa humana \u00e0 luz do Verbo encarnado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00ab<em>Em Jesus Cristo, esta magn\u00edfica humanidade torna-se o Caminho, a Verdade e a Vida, abrindo a cada um de n\u00f3s a via para crescermos at\u00e9 \u00e0 plenitude<\/em>\u00bb (n. 1). \u00ab<em>O ser humano, chamado \u00e0 comunh\u00e3o com Deus&#8230; n\u00e3o est\u00e1 confinado aos limites da pr\u00f3pria natureza, mas \u00e9 chamado a transcender-se a si mesmo<\/em>\u00bb (nn. 48.127). \u00ab<em>A verdade que n\u00e3o devemos perder \u00e9 aquela sobre Deus e sobre o ser humano, tal como Cristo nos revelou<\/em>\u00bb (n. 237).\u00ab<em>Temos o dever urgente de permanecer profundamente humanos, salvaguardando com amor essa magn\u00edfica humanidade, que nos foi plenamente dada e manifestada em Cristo<\/em>\u00bb (n. 231). <em>\u00abO centro da hist\u00f3ria continua a ser um rosto humano<\/em> <em>que pede para ser olhado. Este rosto humano \u00e9 a plenitude para a qual caminha a hist\u00f3ria<\/em>\u00bb (n. 233).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00abO que salva o ser humano <em>n\u00e3o \u00e9 a autossufici\u00eancia aperfei\u00e7oada, mas uma rela\u00e7\u00e3o que liberta, uma comunh\u00e3o que transforma<\/em>\u00bb (n. 128). \u00ab<em>O Deus vivo desce \u00e0 nossa hist\u00f3ria e transforma-a num lugar de salva\u00e7\u00e3o&#8230;<\/em> \u00ab<em>\u00d3 maravilha [\u2026] o homem \u00e9 Deus e este Deus-Homem passa por todos esses graus, suporta todos esses estados e os enobrece, santifica e deifica em si mesmo!<\/em>. <em>O que salva o homem \u00e9 o amor divino que desce ao ponto mais vulner\u00e1vel da sua hist\u00f3ria e a regenera profundamente<\/em>\u00bb (nn. 231-232).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deus \u00e9 glorioso porque \u00e9 Deus. Mas se o homem n\u00e3o fosse glorificado n\u00e3o seria a mesma coisa, pois n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o, n\u00e3o seria a mesma, morreria escravo do seu pecado e n\u00e3o viveria para Deus. na liberdade de filho de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00ab<em>A Magn\u00edfica Humanidade criada por Deus encontra-se hoje perante uma<\/em> escolha decisiva<em>: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos<\/em>\u00bb (n. 1).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma coisa \u00e9 uma humanidade habitada por Deus \u2013 \u00ab<em>e Deus habita no cora\u00e7\u00e3o dos ser humano para fazer dele um construtor da civiliza\u00e7\u00e3o do amor<\/em>\u00bb \u2013 e outra seria uma humanidade sem Deus e sem humanismo transcendente que certamente se tornaria uma sociedade fria e at\u00e9 anti-humana. H\u00e1 eclipse solar total \u2013 escurid\u00e3o e resfriamento \u2013 quando o sol, a lua e a terra est\u00e3o perfeitamente alinhados. Quando Deus e o homem est\u00e3o perfeitamente alinhados em Cristo e na Igreja tornam-se cooperadores na constru\u00e7\u00e3o da cidade da conviv\u00eancia e da paz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Santo subscreve ainda o recente desejo do atual Papa: \u00ab<em>Que a humanidade nunca perca a pr\u00f3pria beleza e o mundo possa reconhecer mais uma vez, no cora\u00e7\u00e3o do ser humano, o lugar onde Deus deseja habitar<\/em>\u00bb (n. 16). \u00ab<em>Tamb\u00e9m a era da IA pode tornar-se uma etapa em que o Esp\u00edrito faz amadurecer a civiliza\u00e7\u00e3o do amor na nossa vida&#8230; de modo que possamos testemunhar a beleza duma magnifica humanidade habitada por Deus<\/em>\u00bb (n. 245).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O m\u00edstico-poeta afirma biblicamente que \u00ab<em>Deus seria homem e o homem seria Deus<\/em>\u00bb. O sonho de Deus realizou-se: \u00ab<em>Ficou o Verbo encarnado \/ no ventre de Maria<\/em>\u00bb. Cumpriu-se o sonho do homem: \u00ab<em>E no homem a alegria<\/em>\u00bb, porque \u00ab<em>dentro de Deus absorto, Vida de Deus viveria<\/em>\u00bb. Eis, como o homem \u00e9 \u00ab<em>Deus por participa\u00e7\u00e3o<\/em>\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Deus da gl\u00f3ria n\u00e3o s\u00f3 \u00ab<em>nos predestinou, em Cristo, mas tamb\u00e9m n\u2019Ele nos glorificou<\/em>\u00bb (Rm 8, 30). Deste modo, Deus revelou ao homem o Seu rosto humano: \u00ab<em>Deus com esse seu rosto cheio de gra\u00e7a, diz ao homem na sua uni\u00e3o, n\u00e3o sem grande j\u00fabilo da sua parte:<\/em> Eu sou teu e para ti; gosto de ser como sou por ser teu e para Me entregar a ti\u00bb (CH 3, 6). E manifestou ao homem o seu rosto divino, a sua dignidade de filho de Deus: \u00ab<em>Olhando, com sua s\u00f3 figura vestidos os deixou de formosura e dignidade<\/em>\u00bb (CB 5, 4).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>e\u2026 4. O processo de glorifica\u00e7\u00e3o aproxima-nos de Deus, a ponto de nos enchamearmos Nele; podemos dizer, por isso, ao rev\u00e9s, que longe Dele enregelamos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deus, enamorado da bondade e beleza da sua cria\u00e7\u00e3o, engrandeceu o homem chamando-o \u00e0 uni\u00e3o de amor com Ele, para contemplar e adorar com amor a obra de glorifica\u00e7\u00e3o de Deus na sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o presente livro \u2013 <em>S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz. Cantor da gl\u00f3ria de Deus e da dignidade do homem<\/em> \u2013 o Carmelo Teresiano e as Edi\u00e7\u00f5es Carmelo querem oferecer \u00e0 Igreja em Portugal, neste Ano Jubilar sanjoanino, um \u00ab<em>valioso servi\u00e7o\u00bb de \u00abdifus\u00e3o da sua mensagem<\/em>\u00bb sobre Deus e o homem, \u00e0 luz de Cristo e da Igreja; de \u00ab<em>facilita\u00e7\u00e3o da compreens\u00e3o da sua doutrina<\/em>\u00bb, de \u00ab<em>inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura das suas obras<\/em>\u00bb, que nos interpelam e desafiam no \u00ab<em>caminho seguro para chegar \u00e0 santidade \u2013 o estado de perfei\u00e7\u00e3o ao qual Deus nos chama a todos<\/em>\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 24 de agosto de 2026 celebramos os 100 anos da proclama\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz como Doutor da Igreja, o qual, nos ensina a \u00ab<em>gloriar-nos da nossa gl\u00f3ria<\/em>\u00bb, da nossa grande dignidade, o grande dom do amor do Pai, na fonte da Eucaristia, na qual<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00ab<em>Cristo \u00e9 nosso e todo para n\u00f3s<\/em>\u00bb:<br>\u00ab<em>Esta viva fonte que desejo<\/em><br><em>Neste p\u00e3o de vida eu a vejo<\/em><br>Ainda que \u00e9 de noite\u00bb.<br>\u00ab<em>Uma esposa que te ame,<\/em><br><em>Meu Filho, dar-te queria,<\/em><br><em>Que por teu amor mere\u00e7a<\/em><br><em>Ter a nossa companhia.<\/em><br><em>E comer p\u00e3o numa mesa,<\/em><br><em>Do mesmo p\u00e3o que Eu comia,<\/em><br><em>Para que conhe\u00e7a os bens<\/em><br><em>Que em tal Filho Eu possu\u00eda.<\/em><br><em>E comigo lhe compraza<\/em><br><em>Tua gra\u00e7a e lou\u00e7ania<\/em>\u00bb (Rom 3).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 na mesa eucar\u00edstica do Pai e do Filho que o homem \u00e9 \u00abDeus por participa\u00e7\u00e3o\u00bb, companheiro e comensal do p\u00e3o sacramental e espiritual do amor de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00ab<em>Meus s\u00e3o os c\u00e9us e minha \u00e9 a terra;<\/em><br><em>minhas s\u00e3o as gentes, os justos s\u00e3o meus,<\/em><br><em>e meus os pecadores; os anjos s\u00e3o meus,<\/em><br><em>e a M\u00e3e de Deus e todas as coisas s\u00e3o minhas,<\/em><br><em>e o mesmo Deus \u00e9 meu e para mim,<\/em><br><em>porque Cristo \u00e9 meu e todo para mim.<\/em><br><em>Pois que pedes e buscas, alma minha?<\/em><br><em>Tudo isto \u00e9 teu e tudo \u00e9 para ti.<\/em><br><em>N\u00e3o te ponhas em menos, nem repares em migalhas<\/em><br><em>que caem da mesa de teu pai.<\/em><br><em>Sai fora e gloria-te em tua gl\u00f3ria.<\/em><br><em>Esconde-te nela e goza, e alcan\u00e7ar\u00e1s<\/em><br><em>as peti\u00e7\u00f5es do teu cora\u00e7\u00e3o<\/em>\u00bb (Dito de Luz e Amor, 26).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas perguntas e\u2026 mais uma Sobre o livro \u201cS\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz: Cantor da gl\u00f3ria de Deus e da dignidade do homem\u201d 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz \u00e9 assim t\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4874,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-4873","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-livros","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4873","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4873"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4873\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4876,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4873\/revisions\/4876"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4874"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4873"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4873"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4873"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}