{"id":4480,"date":"2025-12-31T02:39:00","date_gmt":"2025-12-31T02:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=4480"},"modified":"2025-12-23T09:40:20","modified_gmt":"2025-12-23T09:40:20","slug":"ano-jubilar-de-s-joao-da-cruz-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/ano-jubilar-de-s-joao-da-cruz-natal\/","title":{"rendered":"Ano jubilar de S. Jo\u00e3o da Cruz: Natal"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><br><em>Armindo Vaz, OCD<\/em><br><\/p>\n\n\n\n<p>O encanto do Natal, representado nos pres\u00e9pios ao longo de s\u00e9culos, exerceu particular influ\u00eancia na poesia, culta e popular, como a dos vilancicos. Os aturdidos com o del\u00edrio de comunica\u00e7\u00e3o t\u00eam na poesia da festa do Natal uma oferta para a contempla\u00e7\u00e3o, que introduz no Mist\u00e9rio da Vida que nasce e renasce. A partir do Natal, os que t\u00eam sede de encontrar Deus procuram-no em Jesus, ainda que \u2013 sempre \u2013 de noite, como cantava Luis Rosales na sua poesia \u00abRetablo de Navidad\u00bb:<br>\u00abDe noche iremos, de noche,<br>sin luna iremos, sin luna,<br>que, para encontrar la fuente,<br>solo la sed nos alumbra\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p>Bem o sabia o padroeiro dos poetas espanh\u00f3is, S. Jo\u00e3o da Cruz (Poesia 4):<br>\u00abQue bien s\u00e9 yo la fonte que mana y corre:<br>aunque es de noche\u2026<br>El corriente que nace de esta fuente<br>bien s\u00e9 que es tan capaz y omnipotente,<br>aunque es de noche\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p>Na masmorra de Toledo, que lhe tirava a liberdade de anunciar a Palavra em terras de Castela por querer fundar com Teresa de Jesus a nova Ordem do Carmelo, escreveu a roman\u00e7a da liberta\u00e7\u00e3o da Humanidade no corpo e no esp\u00edrito. Poetizando a hist\u00f3ria b\u00edblica da salva\u00e7\u00e3o libertadora desde \u00abo princ\u00edpio\u00bb at\u00e9 ao Natal de Jesus, termina a roman\u00e7a numa salva de louvores ao Deus-Esposo que enviou o Filho salvar a Esposa-Humanidade:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00abJ\u00e1 sendo chegado o tempo<br>Em que de nascer havia,<br>Assim como desposado,<br>Do seu t\u00e1lamo descia,<br>Abra\u00e7ado \u00e0 sua esposa,<br>Que em seus bra\u00e7os a trazia;<br>O qual a M\u00e3e graciosa<br>Em um pres\u00e9pio estendia,<br>No meio de uns animais<br>Que na altura ali havia.<br>Diziam cantos os homens<br>E os anjos melodia,<br>Festejando os espons\u00f3rios<br>Que entre aqueles dois havia:<br>Deus, por\u00e9m, nesse pres\u00e9pio<br>Ali chorava e gemia,<br>Que eram joias que a esposa<br>Aos espons\u00f3rios trazia.<br>E estava a M\u00e3e assombrada<br>Da troca que ali se via:<br>Em Deus o pranto do homem<br>E no homem a alegria\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p>No Natal cintila o esp\u00edrito de contempla\u00e7\u00e3o. O m\u00edstico carmelita, que contempla o Filho de Deus a entrar no tempo e na hist\u00f3ria humana, canta o admir\u00e1vel interc\u00e2mbio que ilumina a noite escura da f\u00e9: o Amor divino d\u00e1-se no amor humano do menino nascido. E sublinha o paradoxal interc\u00e2mbio de presentes, que causa o assombro da M\u00e3e: a pobreza e o pranto do menino-Deus eram causa de gozo e alegria dos humanos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Armindo Vaz, OCD O encanto do Natal, representado nos pres\u00e9pios ao longo de s\u00e9culos, exerceu particular influ\u00eancia na poesia, culta e popular, como a dos vilancicos. 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