{"id":431,"date":"2017-06-18T13:41:27","date_gmt":"2017-06-18T13:41:27","guid":{"rendered":"http:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=431"},"modified":"2017-06-18T13:41:27","modified_gmt":"2017-06-18T13:41:27","slug":"maria-mae-de-misericordia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/maria-mae-de-misericordia\/","title":{"rendered":"Maria, \u00abM\u00e3e de miseric\u00f3rdia\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"p3\"><em>Manuel Reis<\/em><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s2\">A Igreja afirma, na sua tradi\u00e7\u00e3o, que \u00abn\u00e3o pode ter Deus por Pai quem n\u00e3o tiver Maria por M\u00e3e\u00bb. Ora isto equivale a dizer que \u00abter Maria por M\u00e3e \u00e9 ter Deus por Pai\u00bb. Na verdade, Jesus, \u00abnascido de mulher\u00bb (Gl 4, 5), revelou-nos o Pai no horizonte da maternidade divina de Maria: \u00abO Pai das miseric\u00f3rdias quis que a aceita\u00e7\u00e3o, por parte da que Ele predestinara para m\u00e3e, precedesse a incarna\u00e7\u00e3o, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, tamb\u00e9m uma mulher contribu\u00edsse para a vida\u00bb (LG 56). <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s2\">\u00abO mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 o trono da miseric\u00f3rdia, da liberalidade e da gl\u00f3ria de Deus. \u00c9 o trono <i>da miseric\u00f3rdia em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s<\/i>&#8230;\u00bb (L.M.G. de Montfort, <i>Tratado da verdadeira devo\u00e7\u00e3o \u00e0 SS <sup>ma<\/sup> Virgem<\/i>, 248, pp. 194-19).<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s2\">Nada melhor, pois, que o rega\u00e7o maternal de Maria \u00abM\u00e3e de Miseric\u00f3rdia\u00bb para experimentarmos sempre o amor paternal de Deus Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo e Nosso Pai, mas de uma maneira intensa durante o \u00abAno Jubilar da Miseric\u00f3rdia\u00bb. \u00abOlhemos para a Virgem Maria\u00bb, \u00aba escolhida do Pai\u00bb (Lc 1, 49), que se nos apresenta n\u00e3o s\u00f3 como modelo de amor e de fidelidade a Deus e ao pr\u00f3ximo, mas tamb\u00e9m como nossa incompar\u00e1vel \u00abM\u00e3e de miseric\u00f3rdia\u00bb, que intercede por n\u00f3s \u00abdesde o ber\u00e7o do baptismo \u00e0 gl\u00f3ria do C\u00e9u\u00bb (LG 62). <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s2\">\u00abO Pai escolheu Maria para uma miss\u00e3o \u00fanica na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o: ser M\u00e3e do Salvador esperado (&#8230;). A sua maternidade iniciada em Nazar\u00e9 e sumamente vivida em Jerusal\u00e9m ao p\u00e9 da Cruz<i>, ser\u00e1 sentida neste ano com afectuoso e premente convite dirigido a todos os filhos de Deus, para que regressem \u00e0 casa do Pai, escutando a sua voz materna: \u201cFazei aquilo que Cristo vos disser\u201d (Jo 2, 5)\u00bb <\/i>(J. Paulo II, TMA 54).<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s2\">Parafraseando Mt 11, 27, poderemos afirmar que \u00abningu\u00e9m conhece o Filho sen\u00e3o a M\u00e3e e ningu\u00e9m conhece a M\u00e3e sen\u00e3o o Filho e aquele a quem o Filho a quiser revelar\u00bb. A M\u00e3e revela-nos o Filho e o Filho revela-nos a M\u00e3e: \u00abSenhor, mostra-nos a M\u00e3e e isso nos basta\u00bb (Jo 14, 8). \u00abQuem me v\u00ea, v\u00ea a minha M\u00e3e\u00bb (Jo 14, 9). \u00abNingu\u00e9m vai \u00e0 M\u00e3e sen\u00e3o por Mim\u00bb (Jo 14, 16). \u00abN\u00e3o vos deixarei \u00f3rf\u00e3os\u00bb (Jo 14, 18). \u00abDei-lhes a conhecer o teu nome\u00bb (Jo 17, 26). \u00abAquele que me ama ser\u00e1 amado por minha M\u00e3e\u00bb (Jo 14, 21). \u00abMinha M\u00e3e am\u00e1-lo-\u00e1\u00bb (Jo 14, 22). \u00abA M\u00e3e ama-vos\u00bb (Jo 16, 17). Dada a import\u00e2ncia de Maria aos olhos de Deus, compreende-se o dito: \u00abN\u00e3o julgue receber a miseric\u00f3rdia de Deus, aquele que ofende sua santa M\u00e3e\u00bb (Guillaume de Paris, \u00ab<i>De rethorica divina<\/i>\u00bb, 1674). O paralelo entre o Pai do C\u00e9u e Maria, M\u00e3e, esteve presente na tradi\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica, na sua rela\u00e7\u00e3o com Cristo. Na Anuncia\u00e7\u00e3o, o Pai revelou-se-nos, entregando-nos o Filho, por meio de Maria. Na Cruz, o Filho d\u00e1-nos o Pai, tornando-nos, em Maria, tamb\u00e9m filhos de Deus.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s2\">\u00abNunca ningu\u00e9m deixou de experimentar o patroc\u00ednio muit\u00edssimo favor\u00e1vel de Maria se, cheio de confian\u00e7a, recorreu a ela; pois ela \u00e9 <i>nossa m\u00e3e<\/i>. M\u00e3e de piedade e de gra\u00e7a, <i>m\u00e3e de miseric\u00f3rdia<\/i>, que Cristo, quando morria na cruz, nos deu, para que, como Ele orou junto do Pai, tamb\u00e9m <i>ela intercedesse por n\u00f3s junto do Filho<\/i>\u00bb.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manuel Reis A Igreja afirma, na sua tradi\u00e7\u00e3o, que \u00abn\u00e3o pode ter Deus por Pai quem n\u00e3o tiver Maria por M\u00e3e\u00bb. 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