{"id":4192,"date":"2025-05-31T02:21:00","date_gmt":"2025-05-31T02:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=4192"},"modified":"2025-05-28T11:25:05","modified_gmt":"2025-05-28T11:25:05","slug":"amor-e-uma-cabana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/amor-e-uma-cabana\/","title":{"rendered":"Amor e uma cabana"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Frei Jo\u00e3o Costa, OCD<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Neste sexto domingo da P\u00e1scoa escut\u00e1mos em nossas reuni\u00f5es um excerto do Quarto Evangelho (Jo\u00e3o 14:23-29), onde Jesus, depois da \u00daltima Ceia, deixa palavras entranh\u00e1veis que alimentam a comunidade crist\u00e3 pelos s\u00e9culos adiante; diz-nos ali, como naquela hora lhes disse<em>: \u00abSe algu\u00e9m me ama, guardar\u00e1 a minha palavra, e o meu Pai o amar\u00e1, e n\u00f3s viremos e faremos nele a nossa morada\u00bb.<\/em> Nesta frase pequenina, encontramos o centro de nossa f\u00e9 crist\u00e3: Deus <em>mora<\/em> no mais profundo centro de cada um!<\/p>\n\n\n\n<p>Escusam de buscar outra. E n\u00e3o, n\u00e3o podemos n\u00e3o conhec\u00ea-la. N\u00e3o, n\u00e3o podemos jamais esquec\u00ea-la. Pessoal e comunitariamente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prestes a ser arrepanhado pelos inimigos e levado ao mart\u00edrio, Jesus despediu-se longamente dos Seus amigos com uma ceia ritual, a sua \u00faltima refei\u00e7\u00e3o. J\u00e1 tudo \u00e0 sua volta estava decidido e urdido e, Ele como que ignorando o perigo, em p\u00f3s aquela postremeira refei\u00e7\u00e3o, deixou-se ficar em distendida conversa com eles. Na verdade, n\u00e3o parece que dela tenham eles retido ou compreendido grande coisa, por\u00e9m, felizmente, Jo\u00e3o, mais sens\u00edvel que outros ao que o Esp\u00edrito iria recordando \u00e0 sua Igreja, recolheu as aquelas palavras como o Seu legado central e transmitiu-no-lo com um enlevo \u00edmpar: Filhinhos: <em>\u00abamai-vos uns aos outros\u00bb; \u00abamai-vos como Eu vos amei\u00bb; \u00abguardai a minha palavra e n\u00f3s, eu e o Pai, faremos morada em v\u00f3s\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Dever\u00edamos ler mui pausadamente, com di\u00e1rio e renovado j\u00fabilo estas palavras, pelas quais Jesus nos diz que somos <em>\u00abmorada\u00bb<\/em> de Deus, isto \u00e9, que n\u00e3o estamos vazios, pois Ele est\u00e1 em n\u00f3s!<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o estamos vazios, n\u00e3o somos casa vazia! Que grandeza somos!<\/p>\n\n\n\n<p>Prestes a morrer (e a regressar para a gloriosa direita do Pai), Jesus confiou-nos que, afinal, ficaria, e bem, connosco; bastaria que guard\u00e1ssemos a Sua palavra e aprend\u00eassemos a linguagem do amor, do cora\u00e7\u00e3o rasgado e dos bra\u00e7os e m\u00e3os abertas. Estaria Ele ali, \u00e0 m\u00e3o de semear \u2013 bastaria entrar na morada em que Ele mais preferira ficar, o c\u00e9u, o nosso mais profundo centro!<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 curiosa esta afirma\u00e7\u00e3o, porque desde Jesus j\u00e1 n\u00e3o precisamos, nem devemos buscar, incansavelmente, a Deus fora de n\u00f3s, mas em n\u00f3s. E saborear a Sua delicada presen\u00e7a e companhia onde Ele preferiu permanecer: no meio da pobreza do nosso cora\u00e7\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Talvez valha a pena peregrinar um pouco pelo Antigo Testamento, a fim de melhor percebermos aquela \u00faltima conversa de Jesus com os Seus disc\u00edpulos.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a longa travessia de quarenta anos pelo deserto, do Egipto para a Terra Prometida, a presen\u00e7a de Deus situava-se na Tenda do Encontro ou da Reuni\u00e3o. Esta tenda ou morada de Deus era montada por Mois\u00e9s, num espa\u00e7o desviado do acampamento. Quando Deus mandava parar de caminhar, o povo armava o acampamento e, apartado dele, montava-se uma tenda e depunha-se a\u00ed a Arca da Alian\u00e7a. E quem quisera encontrar-se com Deus, sa\u00eda da sua tenda, sa\u00eda do acampamento, embicava para a Tenda da Reuni\u00e3o ou do Encontro, e a\u00ed se encontrava e se entendia com Ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Este singular lugar de adora\u00e7\u00e3o, simbolizava, portanto, naquele per\u00edodo, a presen\u00e7a de Deus entre os israelitas, que ali buscavam a Deus para O adorar. Durante o dia uma nuvem cobria a Tenda, e de noite, uma coluna de Fogo postava-se por cima dela, e assim se sinalizava a presen\u00e7a divina entre o Seu povo que \u2013 jamais o abandonava ou deixava s\u00f3. Quando a nuvem se movia, os israelitas deslocavam-se; e quando ela se detinha, eles paravam e, desta forma, conclu\u00edam que Deus estava sempre presente no meio do Seu povo, guiando-o e amparando-o pelas durezas e securas da travessia em busca do ansiado vergel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E quando Israel alcan\u00e7ou a posse da Terra Prometida, a Tenda, pobre, fr\u00e1gil e inst\u00e1vel, continuou a ser lugar de encontro de Deus com o seu povo. E onde estivera a Tenda, a\u00ed, sol\u00edcito estava Deus; bastava procur\u00e1-Lo. Fora como fora, tinha-se sempre de ir-se ao Seu encontro.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, se Deus sempre esteve dispon\u00edvel para o encontro, j\u00e1 o cora\u00e7\u00e3o do povo nem sempre esteve aberto a Deus. Por exemplo, no tempo do primeiro rei de Israel, Saul, a Tenda e a Arca, isto \u00e9 a Alian\u00e7a e a Presen\u00e7a de Deus ficaram esquecidas e desprezadas, pois o rei e o povo deixaram de demandar o olhar para a Tenda e os encontros acabaram por terminar. Por sua vez, ao conquistar a cidade de Jerusal\u00e9m, David logo quis lev\u00e1-la para o Monte Si\u00e3o, a fim de fazer dele o lugar preferencial, onde o povo pudesse acorrer para encontrar-se e adorar a Deus. Mas ainda que David muito se tivesse esfor\u00e7ado por ter esse gosto, e com ele melhor honrar e glorificar a Deus, coube apenas a seu filho Salom\u00e3o, terceiro rei de Israel, a honra de construir um templo est\u00e1vel para Deus, o que sucedeu 586 anos antes do nascimento de Jesus.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De facto, tanto a provis\u00f3ria e peregrina Tenda do Encontro, como o Templo est\u00e1vel de Jerusal\u00e9m, foram os dois lugares que no Antigo Testamento assinalaram a presen\u00e7a de Deus junto do Seu povo; o lugar onde cada um se podia reunir para falar livremente a seu Deus. E, afinal, no que um e outro lugar se assemelhavam entre si \u00e9 que, um e outro, sempre obrigavam a que quem quisesse adorar a Deus e conversar com Ele tinha de deslocar-se, de sair de casa para se aproximar, ou da Tenda ou do Templo que albergavam a Arca da Alian\u00e7a. Este aproximar-se era, por\u00e9m, bem mais que isso pois, ao menos depois da funda\u00e7\u00e3o do reino, tal supunha realizar uma peregrina\u00e7\u00e3o longa e dur\u00edssima e, n\u00e3o poucas vezes, perigosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, viver apartado do Templo, n\u00e3o experimentar ali, de cont\u00ednuo, a delicada e fresca sombra da presen\u00e7a de Deus era, enfim, algo bem duro para povo fiel e piedoso. T\u00e3o duro que, ainda hoje, os peregrinos de Jerusal\u00e9m, ao chegar ali, cantam c\u00e2nticos de antanho: <em>Que alegria quando me disseram, vamos para a casa do Senhor<\/em>\u2026 E, ao inv\u00e9s, quando j\u00e1 l\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o, recordam sempre que: <em>Um dia em vossos \u00e1trios vale por mais de mil<\/em>!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A coisa, por\u00e9m, mudou com Jesus; e \u00e9 isso que Ele, no Evangelho de hoje, assinala com aquelas suas palavras de despedida na \u00daltima Ceias: dentro em breve, a presen\u00e7a da gl\u00f3ria de Deus j\u00e1 n\u00e3o seria encontr\u00e1vel num espa\u00e7o constru\u00eddo por m\u00e3o humana, nem seria obrigat\u00f3rio sair de casa e peregrinar para ali, porque a partir da Sua ressurrei\u00e7\u00e3o Ele, com o Pai e o Esp\u00edrito Santo morariam no interior do cora\u00e7\u00e3o humano!<\/p>\n\n\n\n<p>\u00d3 maravilha! \u00d3 revolu\u00e7\u00e3o inaudita de Jesus! \u00d3 caminhos novos de Deus connosco! \u00d3 morada santa de Deus, em meu e teu cora\u00e7\u00e3o! Sim, irm\u00e3, sim, irm\u00e3o, dentro de ti tens a Sant\u00edssima Trindade; \u00e9 a\u00ed que A deves buscar e experimentar, porque Deus j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 fora de Ti, separado de Ti, longe de Ti. J\u00e1 n\u00e3o tens de O perseguir e buscar, j\u00e1 n\u00e3o corres o risco de te perderes ou de morreres pelo caminho, n\u00e3o, nada disso, porque Ele j\u00e1 n\u00e3o se mostra distante e inacess\u00edvel, mas pr\u00f3ximo, atento e dispon\u00edvel para ti.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00d3 delicada maravilha do nosso Deus!<\/p>\n\n\n\n<p>De facto, desde a P\u00e1scoa de Jesus j\u00e1 n\u00e3o existe um lugar em que Deus seja busc\u00e1vel fora de mim, fora de ti, porque eu e tu somos morada Dele e Ele \u00e9 o fundamento da exist\u00eancia, da minha e da tua! Descobri-Lo agora em mim, em ti, \u00e9 tomar consci\u00eancia da sua singular Presen\u00e7a, j\u00e1 n\u00e3o longe, mas em mim, em ti; \u00e9 reconhec\u00ea-Lo em mim, em ti, como fonte da minha, da tua, adora\u00e7\u00e3o, da minha e da tua vida, dos meus e teus trabalhos de todos os dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Tu \u00e9s casa cheia! Abundantemente cheia da gl\u00f3ria de Deus! Porque vais para longe, encontra-O a\u00ed! N\u00e3o conheces o caminho para o teu cora\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>7.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sim, reconhe\u00e7o, que tamb\u00e9m hoje o processo n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para qualquer um de n\u00f3s, tal como outrora n\u00e3o foi f\u00e1cil para os primeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, depois da aventura vivida pelo pequenino grupo de disc\u00edpulos caminhando junto com Jesus, durante tr\u00eas anos, foi-se Ele embora e, surpreendentemente, parece que nada se alterou no mundo, pois, essa \u00e9 a verdade, nem Jesus alcan\u00e7ou fazer com que eles, os primeiros, compreendessem e fizessem, \u00e0 primeira, a experi\u00eancia interior da presen\u00e7a de Deus!<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 que \u00e9 essa!<\/p>\n\n\n\n<p>E s\u00f3 quando Jesus morreu, s\u00f3 quando ressuscitou e subiu ao c\u00e9u e se sentou \u00e0 direita do Pai \u00e9 que, descendo o Esp\u00edrito Santo sobre eles, <em>\u00abos foi ensinando\u00bb <\/em>e <em>\u00abrecordando\u00bb<\/em>&nbsp;que Jesus lhes havia dito que \u00e9ramos morada de Deus! Sim, s\u00f3 assim \u00e9 que aquela pequenina e tolhida comunidade compreendeu que, j\u00e1 n\u00e3o tendo Jesus consigo, que j\u00e1 n\u00e3o mais se podendo fixar nem nas suas m\u00e3os, nem no seu rosto, para estar com Ele, podiam, sim, um a um, aprender cada um, a recolher-se no mais profundo centro de si e encontrar-se com Ele. Dentro, n\u00e3o fora. Que sim, confidenciara-lhes Ele, atempadamente, que se O queriam ver em todo o tempo teriam de aprender a entrar dentro de si mesmos, no resguardo do seu cora\u00e7\u00e3o \u2013 do seu cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o da sua mente! \u2013, para encontrar ali Quem eles mais amavam e que j\u00e1 n\u00e3o mais se encontrava fora deles mesmos! Que sim, se tamb\u00e9m n\u00f3s, hoje, O queremos encontrar, temos de O amar, e amando-O, e amando-nos entre n\u00f3s, e recolhendo-nos dentro de n\u00f3s, ali O encontraremos!<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro, n\u00e3o fora!<\/p>\n\n\n\n<p>Ah, esse abeced\u00e1rio do amoroso sil\u00eancio que nos leva pelos profundos e renovadores mares interiores nunca dantes bem navegados!<\/p>\n\n\n\n<p>Eis o tal segredo que n\u00e3o sabemos, que n\u00e3o podemos, nem queremos saber guardar: am\u00e1-Lo; que <em>\u00aba quem me ama<\/em> [&#8230;] <em>Eu virei a Ele\u00bb<\/em>, <em>\u00abviremos a Ele\u00bb<\/em>, disse Jesus naquela hora.<\/p>\n\n\n\n<p>Ah, e por fim, para que quererias ser tu, amigo, amiga, uma casa ou casar\u00e3o vazio ou assombrado, se podes ser morada pequenina do Rei dos reis, que ali, em ti, deseja morar como um amigo, tal como outrora morou na cova de Bel\u00e9m? Que ali, em ti, deseja morar e ser visitado por ti, como sereno e doce amigo?<\/p>\n\n\n\n<p>Repara e recorda sempre, por\u00e9m que, naturalmente, quem Lhe \u00e9 hostil, quem n\u00e3o \u00e9 Seu amigo, quem n\u00e3o consegue guardar a Sua palavra, por n\u00e3o O amar, por n\u00e3o amar, esse n\u00e3o tem morada digna para O receber; e ali, no seu interior, n\u00e3o O pode ir visitar. Ah, at\u00e9 podes ser rico em p\u00e9rolas de muitas virtudes, mas n\u00e3o, se n\u00e3o consegues guard\u00e1-Lo em teu cora\u00e7\u00e3o \u2013 que \u00e9 onde Ele mais deseja morar \u2013, isto \u00e9, se n\u00e3o sabes amar, tamb\u00e9m n\u00e3o O consegues depois ali visitar, com Ele entabular tr\u00eas dedos de conversa amiga e, de m\u00e3o dada, caminhar, chorar, subir e crescer na amizade com Ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim n\u00e3o d\u00e1, n\u00e3o. Por isso, amor e uma cabana, eis tudo quanto precisas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Neste sexto domingo da P\u00e1scoa escut\u00e1mos em nossas reuni\u00f5es um excerto do Quarto Evangelho (Jo\u00e3o 14:23-29), onde Jesus, depois da \u00daltima Ceia, deixa palavras entranh\u00e1veis [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4195,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-4192","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4192","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4192"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4192\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4196,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4192\/revisions\/4196"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4195"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4192"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4192"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4192"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}