{"id":4187,"date":"2025-05-31T02:12:00","date_gmt":"2025-05-31T02:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=4187"},"modified":"2025-05-27T14:13:36","modified_gmt":"2025-05-27T14:13:36","slug":"tres-perguntas-e-mais-uma-betania-entre-linhas-e-cliques","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/tres-perguntas-e-mais-uma-betania-entre-linhas-e-cliques\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas e\u2026 mais uma: B\u00eatania, entre linhas e cliques"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Parab\u00e9ns, Ver\u00f3nica, por mais este livro para adolescentes. Os adolescentes s\u00e3o o teu amor ou a tua preocupa\u00e7\u00e3o?<br>Pois bem, Frei Jo\u00e3o, os adolescentes s\u00e3o, antes de tudo, uma presen\u00e7a constante no cora\u00e7\u00e3o de quem escreveu este livro, no meu e no teu cora\u00e7\u00e3o. S\u00e3o uma presen\u00e7a inquieta, luminosa e desafiadora. Os adolescentes s\u00e3o, sem d\u00favida, uma fonte de amor e preocupa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00e3o apenas um \u201cobjeto de estudo\u201d; s\u00e3o uma paix\u00e3o, uma miss\u00e3o e, por vezes, sim, tamb\u00e9m uma preocupa\u00e7\u00e3o. Mas preocupa\u00e7\u00e3o no sentido mais nobre da palavra: aquele cuidado vigilante, atento que nasce do amor, do respeito profundo por quem est\u00e1 em crescimento e transforma\u00e7\u00e3o. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 natural, pois sabemos que os adolescentes enfrentam muitos desafios, desde a press\u00e3o social at\u00e9 \u00e0 procura de aceita\u00e7\u00e3o. Este livro revela uma clara entrega ao mundo juvenil, n\u00e3o com a pretens\u00e3o de o resolver \u2013 n\u00e3o somos super-her\u00f3is, nem temos verdades absolutas \u2013, mas tenta promover a humildade de os escutar e com eles estabelecer este di\u00e1logo relacional que tanto precisam, que tanto precisa o mundo de hoje. A adolesc\u00eancia \u00e9 aqui vista como um terreno f\u00e9rtil, onde a semente da f\u00e9, da amizade e do autoconhecimento pode e deve germinar; e se for bem acolhida, se for bem cuidada, temos frutos! Portanto, Frei Jo\u00e3o, a resposta \u00e9 dupla, mas harmoniosa: os adolescentes s\u00e3o amor, e s\u00e3o preocupa\u00e7\u00e3o \u2013 porque tudo o que \u00e9 amado verdadeiramente, preocupa. N\u00e3o concordas, Frei Jo\u00e3o?<\/li>\n\n\n\n<li>Qual \u00e9 a origem deste livro; existe algum enquadramento que ajude a ideia para o escrever?<br>A origem deste livro n\u00e3o est\u00e1 apenas num plano editorial ou numa inten\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica. Ele nasce, claramente, de um percurso espiritual e existencial partilhado, alimentado pelo di\u00e1logo entre gera\u00e7\u00f5es, pela escuta atenta das inquieta\u00e7\u00f5es dos adolescentes e jovens, e pela vontade de criar um espa\u00e7o onde a f\u00e9, a amizade e o crescimento interior se possam encontrar \u2013 que bela triangula\u00e7\u00e3o temos! Talvez, a sua origem esteja profundamente enraizada na experi\u00eancia e na observa\u00e7\u00e3o das realidades que os adolescentes enfrentam no dia a dia. Ao longo de anos, eu como educadora social e tu como sacerdote, tivemos a oportunidade de acompanhar muitos jovens nas suas caminhadas, ouvindo as suas hist\u00f3rias, os seus medos e as suas aspira\u00e7\u00f5es. Por isso se pode dizer que a semente germinou no seio do Carmo Jovem e foi regada por muitos encontros, por muitos Akampakis, Carminhadas, Clarminhadas, partilhas e experi\u00eancias vividas no ch\u00e3o da realidade, no contacto com as fam\u00edlias, nas escolas e nos grupos de jovens que emergiam ao redor dos conventos carmelitas. Este livro \u00e9, pois, fruto duma caminhada vivida \u2013 uma \u201cjornada de montanha\u201d, como \u00e9 dito no livro. A ideia de escrev\u00ea-lo surgiu da necessidade de criar um recurso que pudesse aproximar-se a um arremedo dum guia, dum companheiro de viagem para os adolescentes, uma b\u00fassola com a qual possam encontrar os seus pr\u00f3prios caminhos, pois todos eles ser\u00e3o diferentes de Bet\u00e2nia e, ao mesmo tempo, t\u00e3o parecidos\u2026 O livro, assim, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para adolescentes e jovens: \u00e9 com eles, por causa deles e inspirado por eles.<\/li>\n\n\n\n<li>Quem \u00e9 Bet\u00e2nia?<br>Ora bem, podemos filosofar dizendo: Bet\u00e2nia \u00e9, acima de tudo, s\u00edmbolo e pessoa. \u00c9 personagem liter\u00e1ria e realidade vivida. N\u00e3o \u00e9 um arqu\u00e9tipo idealizado, nem uma figura m\u00edtica; \u00e9 algu\u00e9m concreto, com ra\u00edzes numa aldeia, com liga\u00e7\u00e3o \u00e0 terra e ao invis\u00edvel\u2026 Enfim, Bet\u00e2nia somos todos n\u00f3s! Bet\u00e2nia representa em cada jovem que, mesmo pequeno no mundo, se mostra grande na alma e na procura de um sentido. Bet\u00e2nia \u00e9 um nome, carregado de ecos evang\u00e9licos, evoca acolhimento, espiritualidade e intimidade com o sagrado. Mas n\u00e3o \u00e9 apenas personagem \u2013 \u00e9 tamb\u00e9m espelho. Espelho de todos n\u00f3s quando \u00e0 procura, quando ousamos perguntar, quando queremos compreender mais profundamente a vida, a f\u00e9, o amor \u2013 tal \u00e9 a verdade acerca de quem \u00e9 Bet\u00e2nia. \u00c9 a adolescente que ainda n\u00e3o sabe todas as perguntas, mas que n\u00e3o tem medo de fazer algumas. E isto faz dela, n\u00e3o uma figura distante, mas uma amiga de caminho. Bet\u00e2nia \u00e9 o rosto de muitos adolescentes reais com quem caminhamos e continuamos a caminhar.<\/li>\n\n\n\n<li>Achas mesmo que os adolescentes o v\u00e3o ler? Ou est\u00e1 mais indicado para os pais, professores de Moral e Catequistas?<br>Pois bem, Frei Jo\u00e3o. Esta \u00e9 uma pergunta leg\u00edtima e importante. A verdade \u00e9 que o livro pode, sim, e dever, ser lido por adolescentes \u2013 especialmente por aqueles que t\u00eam sede de sentido, que vivem com intensidade as perguntas sobre a f\u00e9, o futuro, as rela\u00e7\u00f5es e a interioridade. Mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que nem todos os adolescentes o ler\u00e3o facilmente. N\u00e3o porque lhes falte intelig\u00eancia ou sensibilidade, n\u00e3o porque n\u00e3o seja um jogo interativo, n\u00e3o porque n\u00e3o seja viral no TikTok, mas porque o texto exige tempo, espa\u00e7o de escuta e, sobretudo, um certo grau de maturidade espiritual ou de orienta\u00e7\u00e3o. Por isso, ele \u00e9 tamb\u00e9m \u2013 e talvez principalmente \u2013 um instrumento precioso para pais, educadores, professores de EMRC e catequistas. Porque estes podem mediar a leitura, iluminar as entrelinhas, dialogar com os jovens sobre os temas que o livro levanta. A sua for\u00e7a est\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o, o ser humano \u00e9 um ser relacional. E este \u00e9 um livro para criar rela\u00e7\u00f5es: para nos relacionarmos connosco pr\u00f3prios, com a fam\u00edlia, a escola, a Igreja, com quem se cruza no nosso caminho de montanha, com o sistema onde estamos inseridos.<br>\u00c9 esta a nossa intui\u00e7\u00e3o: oferecer uma vis\u00e3o de espiritualidade, de interioridade e de educa\u00e7\u00e3o relacional. N\u00e3o \u00e9 um livro para ser lido sozinho, de uma vez s\u00f3, como se fosse um romance ligeiro. \u00c9 um livro para ir sendo saboreado aos poucos, em comunh\u00e3o, em partilha. Por isso, a resposta mais honesta ser\u00e1: \u00e9 um livro para todos os que est\u00e3o, de alguma forma, envolvidos no caminho dos adolescentes \u2013 sejam eles adolescentes, pais, educadores, catequistas ou mestres.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":4188,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-4187","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-livros","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4187"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4187\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4189,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4187\/revisions\/4189"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4188"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}