{"id":4115,"date":"2025-03-31T02:17:00","date_gmt":"2025-03-31T02:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=4115"},"modified":"2025-03-27T13:49:13","modified_gmt":"2025-03-27T13:49:13","slug":"uma-pascoa-especial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/uma-pascoa-especial\/","title":{"rendered":"Uma P\u00e1scoa especial"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Eis-nos no in\u00edcio de nova caminhada quaresmal.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, caminhamos, e caminhamos sempre recome\u00e7ando, e recome\u00e7ando, repetimos passos novos de liberta\u00e7\u00e3o, ritos e exerc\u00edcios h\u00e1 muito sabidos, consabidos e muito treinados. Por\u00e9m, ainda que sempre com cinzas, n\u00e3o come\u00e7amos nunca no mesmo ponto de partida. E se \u00e1gua mole bate na pedra dura at\u00e9 que a fura, que haveremos de dizer da fr\u00e1gil for\u00e7a da gra\u00e7a e do trato e efeito que em nossa vida ela possa produzir, ainda que lentamente?<\/p>\n\n\n\n<p>Caminhando caminhamos, mas n\u00e3o sozinhos porque toda a Igreja est\u00e1 caminhando junta e em esperan\u00e7oso jubileu. O convite, portanto, \u00e9 o de todos peregrinarmos com Cristo nossa luz, nossa sombra e agilidade ardente da nossa esperan\u00e7a. Coloquemos os p\u00e9s ponde Ele colocar os seus; e j\u00e1 que Ele sempre leva a cruz, fitando-a, levemos tamb\u00e9m n\u00f3s a nossa \u2013 e por onde Ele e como Ele for, iremos n\u00f3s, juntos.<\/p>\n\n\n\n<p>Levemos tamb\u00e9m a cruz de Francisco que ele, desvalido e acamado que est\u00e1, j\u00e1 inteiramente n\u00e3o pode com a sua; e levemos a de tantos irm\u00e3os doentes com for\u00e7as e \u00e2nimo a menos para carregar peso a mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta Quaresma \u00e9, de facto, uma Quaresma especial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Toda a Quaresma s\u00e3o quarenta dias \u2013 a palavra vem, precisamente, dessa cifra: quarenta; porque quarenta \u00e9 o n\u00famero de dias que v\u00e3o da Quarta-feira de Cinzas \u00e0 Quinta-feira Santa \u2013 in\u00edcio da P\u00e1scoa, portanto, j\u00e1 P\u00e1scoa; mas descontando-se-lhes os domingos. Este per\u00edodo formoso de tempo \u00e9 sempre esperan\u00e7osamente especial, porque pela prova\u00e7\u00e3o dos exerc\u00edcios quaresmais que estamos chamados a praticar, mais nos unimos a Cristo, mais \u00e0 sua cruz, mais \u00e0 sua P\u00e1scoa. E oxal\u00e1 seja florida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Quaresma existe em fun\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora se assim \u00e9, e se a P\u00e1scoa de 2025 \u00e9 especial, dever\u00edamos atender que entre as muitas que j\u00e1 celebr\u00e1mos, esta tem tudo para ficar bem c\u00e9lebre. N\u00e3o se trata de ficarmos n\u00f3s c\u00e9lebres, mas de refor\u00e7armos a distin\u00e7\u00e3o desta caminhada com o acerto dos nossos passos de regresso a Deus.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ainda que por inteiro nos n\u00e3o digam \u2013 e talvez at\u00e9 nem o suport\u00e1ssemos \u2013 n\u00f3s vemos que os dias que vamos percorrendo s\u00e3o de puro negrume, de escuro e duro terror, semeado por m\u00e3o decidida e tenazmente louca que, semana em p\u00f3s semana, vem medrando \u00e0 beira da porta do nosso terreiro. Por demais pequeninos somos, logo n\u00e3o digo que sejamos n\u00f3s quem arma a funda, dispara e faz guerra. J\u00e1 digo que, para que n\u00e3o nos fa\u00e7am directamente guerra, nem destruam as pra\u00e7as das nossas cidades e o nosso estilo de vida, outros morram por n\u00f3s. N\u00e3o sei se exagero, mas parece que de todo n\u00e3o erro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Temos n\u00f3s um chefe ou pai que, por algo, se veste de branco. A sua voz \u00e9 reconhecida e ouvida para l\u00e1 do rebanho; mas pesa-lhe a idade e a doen\u00e7a persegue-o e corr\u00f3i-o. E, ademais, encontra-se prostrado pela doen\u00e7a, na cama de um hospital. Leva doze anos a reger e a rezar e a dizer que estamos a viver a III Guerra Mundial aos peda\u00e7os \u2013 e eu que at\u00e9 j\u00e1 o vi de joelhos a beijar os sapatos de cabecilhas de partidos inimigos e em conflito mortal, n\u00e3o duvido que fez e faz tudo o que pode para parar qualquer guerra. N\u00f3s, os pequeninos, escut\u00e1mo-lo, sim; e agradecemos. Mas quem devia, parece n\u00e3o querer ouvi-lo nem dele saber nada. Ou se sim, nada depois faz; e se fez ou faz, ent\u00e3o ainda estamos pior. O facto \u00e9 que estamos em guerra; e quando assim \u00e9, perdemos todos. \u00c9 de lei.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O nosso mundo, seja numa praceta aqui pr\u00f3ximo, seja numa \u00e1gora mais long\u00ednqua, seguir\u00e1 cada vez mais escurecido pelo estrondo da destrui\u00e7\u00e3o e da mentira, e pelo fumo da reabertura das f\u00e1bricas de armamento \u2013 o que era impens\u00e1vel h\u00e1 tr\u00eas anos, \u00e9 hoje verdade: a morte \u00e9 cada vez mais um modo de vida e um neg\u00f3cio a meia porta com as nossas casas e as nossas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda vamos sorrindo, mas j\u00e1 n\u00e3o podemos ignorar o mart\u00edrio da Ucr\u00e2nia. E outros muitos; aquele, por\u00e9m, o mais recente e mais vizinho de n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>7.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sim, \u00e9 este o contexto infame em que peregrinamos e em que rezamos, n\u00f3s, e n\u00e3o apenas n\u00f3s. E \u00e9 aqui, no que outrora foi um jardim de del\u00edcias, e agora \u00e9 sala de terror que, hoje, a Palavra de Deus nos toca e nos chama \u00e0 convers\u00e3o. N\u00e3o, n\u00e3o a podemos ignorar. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 apenas este contexto que faz com que esta Quaresma de 2025 seja muito especial. Sen\u00e3o, reparemos:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>8.<\/strong> Neste ano de 2025 a comunidade dos crist\u00e3os cat\u00f3licos e a comunidade dos crist\u00e3os ortodoxos celebraremos a P\u00e1scoa no mesmo dia \u2013 a 20 de Abril. Em muitos s\u00e9culos (desde o ano de 1054) ser\u00e1 a primeira vez que tal acontece! Ora se cat\u00f3licos e ortodoxos celebraremos a P\u00e1scoa no mesmo dia, isso significa que, mais dia, menos dia, todos estamos em Quaresma; em caminhada de renova\u00e7\u00e3o e convers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas existe algo&nbsp; mais neste 2025, pois este ano a P\u00e1scoa judaica celebrar-se-\u00e1 entre os dias 12 a 19 de Abril; isto \u00e9, enquanto n\u00f3s, cat\u00f3licos e ortodoxos, nos encontrarmos celebrando os dias santos da Semana Maior da nossa f\u00e9 comum! E existe ainda outra coincid\u00eancia: tamb\u00e9m neste ano, o Ramad\u00e3o, o m\u00eas do jejum ritual para os mu\u00e7ulmanos, calha no m\u00eas de Mar\u00e7o, isto \u00e9, precisamente quando n\u00f3s estamos em Quaresma, dedicados aos exerc\u00edcios quaresmais da penit\u00eancia, jejum e caridade!<\/p>\n\n\n\n<p>Que, pois, pensar, sen\u00e3o que estas coincid\u00eancias mais nos t\u00eam de fazer pensar e agir, suar, sofrer e, se necess\u00e1rio, sangrar? Se, pois, durante Mar\u00e7o (e um bom peda\u00e7o de Abril) os seguidores das tr\u00eas grandes religi\u00f5es abra\u00e2micas estamos em exerc\u00edcios penitenciais, n\u00e3o seremos n\u00f3s, capazes de mais nos ajuntarmos, de mais for\u00e7armos a uni\u00e3o em clamor e ora\u00e7\u00e3o ao Alt\u00edssimo e Bom Deus e Dele implorarmos a gra\u00e7a da paz entre irm\u00e3os fratricidas? N\u00e3o ergueremos n\u00f3s, terna e piedosamente, as m\u00e3os aos c\u00e9us, quando outros as enchem de balas e as levam \u00e0s armas? Poder\u00e3o mais as armas de tantos que a penit\u00eancia de milh\u00f5es e milh\u00f5es de crentes? Poder\u00e1 mais a morte que a prece? O dinheiro que a ora\u00e7\u00e3o em comum? O derrame do sangue do irm\u00e3o que o louvor a Deus? Poder\u00e3o mais o fogo e o fumo de morte que a penit\u00eancia?&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>9.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sim, esta Quaresma \u00e9 especial; mas conseguiremos que ela seja mesmo especial, isto \u00e9, conseguiremos fazer com que ela seja mesmo especial para o cora\u00e7\u00e3o de Deus e o nosso?<\/p>\n\n\n\n<p>A P\u00e1scoa n\u00e3o acontece porque algum de n\u00f3s, ou uma comunidade inteira, ou duas ou tr\u00eas reunidas e de m\u00e3os dadas, queiram que seja P\u00e1scoa. N\u00e3o \u00e9 isso, n\u00e3o, que a P\u00e1scoa n\u00e3o se fabrica. Ser\u00e1 P\u00e1scoa quando tiver de s\u00ea-lo, mas apenas porque <em>\u00abDeus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu Filho \u00fanico, para que todo o que nele cr\u00ea n\u00e3o morra, mas tenha a vida eterna\u00bb<\/em>, relembrou recentemente o Papa Francisco. Acontecer\u00e1 P\u00e1scoa tamb\u00e9m em 2025, mas apenas como alt\u00edssimo dom profusamente derramado, nunca comprado, nem por algu\u00e9m programado ao mil\u00edmetro.<\/p>\n\n\n\n<p>Acontecer\u00e1 P\u00e1scoa e ser\u00e1 especial porque ser\u00e1 uma <em>P\u00e1scoa Together<\/em>, rematou Francisco. Ali\u00e1s, convir\u00e1 n\u00e3o esquecer que em Maio, portanto, ainda dentro da cinquentena dos dias pascais, celebraremos os 1700 anos do primeiro conc\u00edlio ecum\u00e9nico \u2013 o de Niceia, onde primeiro brilhou a for\u00e7a do nosso Credo!<\/p>\n\n\n\n<p>A P\u00e1scoa de 2025 \u00e9 verdadeiramente especial, t\u00e3o especial que bem pode ser o primeiro degrau, um degrau que n\u00e3o seja excep\u00e7\u00e3o, mas que de ora em diante nos permita celebrar juntos e de modo ordin\u00e1rio o Dia da Ressurrei\u00e7\u00e3o. Ora, se tendemos a diluir divis\u00f5es e a florescer na uni\u00e3o, n\u00e3o daremos, n\u00f3s, as m\u00e3os a Deus? Por estes santos dias que a n\u00f3s se achegam e por n\u00f3s v\u00e3o passando, n\u00e3o haver\u00e1 de mais doer-nos o cora\u00e7\u00e3o, visto que morrem de forma atroz e ignominiosa tantos dos Seus filhos e filhas, nossos irm\u00e3os? Que faremos n\u00f3s, cada um de n\u00f3s, cada uma das nossas comunidades, nesta Quaresma especial? N\u00e3o rezaremos mais, mais confiada e intensamente, refor\u00e7ando a nossa uni\u00e3o ao Senhor, a nossa uni\u00e3o com todos e por todos \u2013 judeus, gregos, crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos \u2013, todos os que nesta Quaresma rezarem e sofrerem pela paz?<\/p>\n\n\n\n<p>Que faremos, n\u00f3s, cada um de n\u00f3s, nesta Quaresma especial? N\u00e3o jejuaremos mais, n\u00e3o apenas de alimentos, mas, sobretudo, do sup\u00e9rfluo, do excesso nos gastos, de inimizades e de \u00f3dios, de malqueren\u00e7as e invejas, de afectos desordenados, de sentimentos de posse, de desconfian\u00e7a e indiferen\u00e7a perante o diferente de n\u00f3s?<\/p>\n\n\n\n<p>Que faremos, n\u00f3s, cada um de n\u00f3s, nesta Quaresma especial? Seguiremos de cora\u00e7\u00e3o e m\u00e3os fechados; de cora\u00e7\u00e3o mouco sem ouvir e m\u00e3os sem abrir, como os c\u00e1rceres e os sepulcros? Cora\u00e7\u00e3o que esteja fechado n\u00e3o sente nem ouve, e sofre menos, \u00e9 certo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o v\u00ea nem se cond\u00f3i, n\u00e3o se compadece de ningu\u00e9m (nem de si); que, pois, haveremos, n\u00f3s, de melhor fazer?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>10.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c0 porta da nossa Igreja do Carmo em Braga achegou-se um dia um profeta. Vinha descal\u00e7o, de m\u00e3os abertas e Evangelho no cora\u00e7\u00e3o; e puseram-no em cima duma pedra. Ali permanece como um farol, diante de n\u00f3s, de m\u00e3o franca e estendida. Pergunto-me sempre: verdadeiramente, essa m\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 a de Deus, que se nos estende na do pobre que, ao lado, ignoramos? Do injusti\u00e7ado que n\u00e3o reconhecemos? Do pequenino que n\u00e3o aben\u00e7oamos?<\/p>\n\n\n\n<p>No Evangelho deste domingo lemos que Jesus, <em>\u00abcheio do Esp\u00edrito Santo, Se retirou das margens do Jord\u00e3o. E foi <\/em>[sendo]<em> conduzido pelo Esp\u00edrito\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para onde, pois, iremos se nesta P\u00e1scoa, como outrora em Jerusal\u00e9m, vier uma rabanada de vento que nos arrebate? Talvez n\u00e3o importa para onde, j\u00e1 sim, que seja juntos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Eis-nos no in\u00edcio de nova caminhada quaresmal. Sim, caminhamos, e caminhamos sempre recome\u00e7ando, e recome\u00e7ando, repetimos passos novos de liberta\u00e7\u00e3o, ritos e exerc\u00edcios h\u00e1 muito [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4093,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-4115","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4115","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4115"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4115\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4116,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4115\/revisions\/4116"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4093"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}