{"id":4113,"date":"2025-03-31T02:15:00","date_gmt":"2025-03-31T02:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=4113"},"modified":"2025-03-27T13:48:20","modified_gmt":"2025-03-27T13:48:20","slug":"tres-perguntas-e-mais-uma-viver-fatima-em-tempo-de-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/tres-perguntas-e-mais-uma-viver-fatima-em-tempo-de-pandemia\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas e\u2026 mais uma: Viver F\u00e1tima em tempo de pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>1. A esplanada vazia do Santu\u00e1rio num 13 de maio (em pandemia!) \u00e9 por si s\u00f3 uma mensagem?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, sem d\u00favida. O vazio f\u00edsico e espiritual que se viveu nesse dia, uma experi\u00eancia dolorosa, deveras indescrit\u00edvel, gritou em n\u00f3s uma dupla mensagem: enquanto meros humanos podemos contemplar a vis\u00e3o nua e crua da efemeridade e finitude dos nossos \u201cquereres\u201d e \u201cpoderes\u201d, que equivocamente temos como dados adquiridos e controlados. A nudez do Santu\u00e1rio gritou-nos o quanto andamos iludimos e enganados. Proporcionando-nos a oportunidade de aceitarmos e nos convertermos, definitivamente a esta realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto fi\u00e9is e peregrinos de F\u00e1tima, a mensagem foi de esperan\u00e7a, com a firme certeza de que a M\u00e3e nunca nos abandonaria. Essa foi a sua assumida miss\u00e3o quando no dia 13 de Maio de 1917 desceu \u00e0s terras da Cova da Iria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. A solid\u00e3o que a Catarina experimentou em F\u00e1tima, perto do Cora\u00e7\u00e3o Imaculado, tem outro sabor?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Claro que sim. Para quem comunga e vive o esp\u00edrito e carisma carmelitano, a solid\u00e3o \u00e9 um dos bens mais preciosos para a sua viv\u00eancia espiritual. Obviamente, que este ambiente de solid\u00e3o n\u00e3o foi previamente escolhido, foram as circunst\u00e2ncias do Covid19 que o impuseram, e em boa verdade seja dito: bendita imposi\u00e7\u00e3o!| Os lugares de F\u00e1tima, sobretudo aqueles que est\u00e3o ligados, directamente, \u00e0s Apari\u00e7\u00f5es e seus contornos e intervenientes, fazem-nos respirar e aspirar a bondade e o amor da Theotokos \u2013 tudo que nos envolve \u00e9 pura Mariologia. Consequentemente, este ambiente abre-nos o caminho para uma maior uni\u00e3o com a Trindade, atrevo-me a dizer que \u00e9 um canal entre o humano e o divino. Claro que nos exige uma certa disponibilidade para a contempla\u00e7\u00e3o, e sabedoria de desprendimento, dois aspectos nos quais sou muito leiga, mas que, no entanto, penso eu, soube aproveitar. O Cora\u00e7\u00e3o Imaculado de Maria d\u00e1-nos sempre um empurr\u00e3o mesmo que as nossas limita\u00e7\u00f5es sejam mais que muitas. E isso, ficou bem patente neste pequeno livro, onde reiteradamente falo da<em> fuga mundi<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Numa das p\u00e1ginas do seu livro afirma: \u00abSim, e as pedras de F\u00e1tima tamb\u00e9m falam\u00bb. E noutra, creio, diz que rezam. Que lhe disseram as pedras de F\u00e1tima durante a covide?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E que rezaram juntas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ora, as pedras de F\u00e1tima falam, rezam, choram, cantam, embalam\u2026 Dizem muito, mas ouvem mais. O que me disseram? N\u00e3o temos espa\u00e7o suficiente para narrar tudo, e tamb\u00e9m haver\u00e1 segredos que n\u00e3o se contam!!! Particularmente o que me tocou e toca mais s\u00e3o as narrativas das Apari\u00e7\u00f5es, a vida dos Tr\u00eas Videntes, as peregrina\u00e7\u00f5es&#8230; estas pedras s\u00e3o as testemunhas vivas dos factos ocorridos desde 1917 at\u00e9 aos nossos dias. Todas elas t\u00eam hist\u00f3rias, est\u00f3rias, alegrias, amarguras, aventuras e desventuras de e com Maria, M\u00e3e de Deus. Tendo um certo conhecimento das Apari\u00e7\u00f5es e do ambiente familiar dos Pastorinhos, facilmente nos deixamos arrebatar por uma dessas pedras, para entrarmos com todo o nosso ser nos mist\u00e9rios inexplic\u00e1veis de Deus, atrav\u00e9s da Sant\u00edssima M\u00e3e. Todos os peregrinos podem ouvir as pedras de F\u00e1tima!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E que rezaram juntas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os mist\u00e9rios de uma pandemia desconhecida, medos, afli\u00e7\u00f5es, saudade, de casa, da fam\u00edlia, dos amigos, e tamb\u00e9m esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Se bem me lembro, o seu livro \u00e9 o primeiro que cruza o tema da covide com F\u00e1tima. Isso \u00e9 uma responsabilidade para si?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, de facto \u00e9 o primeiro com esta tem\u00e1tica. N\u00e3o sinto de maneira alguma que seja uma responsabilidade. Antes uma alegria em poder ser a primeira a contar aos leitores as dores de F\u00e1tima no tempo controverso da Covid19, mesmo que o livro seja muito salpicado com a minha viv\u00eancia espiritual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. A esplanada vazia do Santu\u00e1rio num 13 de maio (em pandemia!) \u00e9 por si s\u00f3 uma mensagem? Sim, sem d\u00favida. 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