{"id":3996,"date":"2024-12-31T02:24:00","date_gmt":"2024-12-31T02:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=3996"},"modified":"2024-12-23T11:02:27","modified_gmt":"2024-12-23T11:02:27","slug":"tres-perguntas-e-mais-uma-o-meu-diario-no-carmo-do-fradinho-tres-volumes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/tres-perguntas-e-mais-uma-o-meu-diario-no-carmo-do-fradinho-tres-volumes\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas e\u2026 mais uma: O Meu Di\u00e1rio no Carmo do Fradinho (tr\u00eas volumes)"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>1. O que \u00e9 que vieste aqui fazer?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No meu Di\u00e1rio, falo v\u00e1rias vezes desta quest\u00e3o. Fa\u00e7o-o em dois sentidos muito diferentes. Em primeiro lugar, h\u00e1 o que poder\u00edamos chamar o sentido de obriga\u00e7\u00e3o profissional ou de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Cheguei a Braga em janeiro de 2022 gra\u00e7as a uma bolsa de investiga\u00e7\u00e3o que tinha recebido, dado o meu estatuto de professor universit\u00e1rio em Espanha. Tratava-se de uma bolsa de doze meses, dividida em dois per\u00edodos de seis meses cada, a realizar entre janeiro e junho de 2022 e 2023. N\u00e3o conhecia a cidade de todo. Podia ter escolhido qualquer destino na Europa. Se escolhi Braga, foi basicamente porque a minha universidade de acolhimento estava a trabalhar nas mesmas linhas de investiga\u00e7\u00e3o em que eu trabalho h\u00e1 muitos anos. E, em segundo lugar, porque a proximidade de Espanha me permitiria tornar mais suport\u00e1vel este per\u00edodo fora da minha casa habitual.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m deste sentido de obriga\u00e7\u00e3o profissional, existe um outro, bem diferente, que marcou os meses que passei em Braga. Poderia chamar-lhe um segundo sentido de voca\u00e7\u00e3o. Desde os primeiros momentos que me perguntei o que \u00e9 que eu era chamado a viver durante aquele tempo em Braga, qual era o chamamento que Deus me fazia, no aqui e agora vivido naquela cidade, num momento t\u00e3o crucial da minha vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos imediatamente anteriores \u00e0 minha chegada a Braga, a minha vida tinha entrado numa encruzilhada, num daqueles momentos decisivos que a todos, mais ou menos, nos tocam em ocasi\u00f5es especiais. Desde 2020, tinham-me sucedido alguns acontecimentos importantes e algo traum\u00e1ticos, e eu precisava de colocar algum espa\u00e7o pelo meio e fazer um trabalho interior para os processar, incorporar e ler com os olhos de Deus, a fim ver o que Ele me queria dizer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que no livro falo do que tenho de fazer por obriga\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m, noutro sentido, do que tenho de fazer por voca\u00e7\u00e3o. Falo do trabalho e das preocupa\u00e7\u00f5es que ocupam o meu tempo, a minha mente e o meu cora\u00e7\u00e3o, e das perguntas e propostas que surgem na minha vida como apelos de Deus. Neste sentido, acredito que esta tens\u00e3o \u00e9 a que todos os adultos experimentamos, com as nuances das circunst\u00e2ncias que nos rodeiam a cada um de n\u00f3s. E, por isso, acredito que o meu livro pode conectar com aqueles que sentem que, nas suas vidas, \u00e9 importante deixar tempo e espa\u00e7o para que \u201co que t\u00eam de fazer\u201d como voca\u00e7\u00e3o surja cada vez mais forte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Qual foi a motiva\u00e7\u00e3o para escreveres O Meu Di\u00e1rio no Carmo do Fradinho?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Bem, nesta entrevista, realizada no final de 2024, olho agora para tr\u00e1s e, ap\u00f3s o percurso de todos estes meses passados em Braga, vejo como aquelas quest\u00f5es de fundo que tinha quando cheguei \u00e0 cidade, em 2022, foram ganhando forma. Mas, no in\u00edcio, apenas existiam intui\u00e7\u00f5es, algumas delas nem sequer conscientes, do que eu queria ou precisava de viver. Por isso, o caminho que percorri, de que falo no livro, n\u00e3o foi isento de d\u00favidas, de tentativas e erros e de situa\u00e7\u00f5es dolorosas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da situa\u00e7\u00e3o traum\u00e1tica que tinha trazido comigo, fruto dos problemas de trabalho e de sa\u00fade que tinham entrado na minha vida, houve as dificuldades com que me deparei quando cheguei a Braga. Dificuldades laborais, mais uma vez, porque na minha universidade de destino n\u00e3o tive o acolhimento necess\u00e1rio para desenvolver o meu trabalho. E tamb\u00e9m dificuldades log\u00edsticas, porque cheguei a um s\u00edtio onde havia s\u00e9rias dificuldades em encontrar alojamento a um pre\u00e7o razo\u00e1vel, fruto da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e dos processos de turistifica\u00e7\u00e3o. Um problema que n\u00e3o tinha imaginado antes de vir, pois Braga \u00e9 uma cidade mais pequena do que outras como Porto ou Lisboa, onde estes fen\u00f3menos s\u00e3o vividos com uma intensidade semelhante \u00e0 de outras grandes cidades espanholas como Madrid ou Barcelona.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o me vou alongar sobre este percurso inicial \u2013 que est\u00e1 resumido na introdu\u00e7\u00e3o do primeiro volume do meu di\u00e1rio \u2013. Mas na minha procura de um lugar para viver, com pre\u00e7os razo\u00e1veis e com condi\u00e7\u00f5es para fazer a \u201cviagem interior\u201d de que necessitava, recebi algumas recusas, por\u00e9m, felizmente, o meu pedido foi ouvido no convento dos Padres Carmelitas Descal\u00e7os de Braga. Abriram-me espa\u00e7o no albergue onde se alojam os estudantes que chegam dos pa\u00edses lus\u00f3fonos.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde os primeiros momentos, o prior da comunidade falou-me de Frei Jo\u00e3o d\u2019Ascens\u00e3o, um carmelita do s\u00e9culo XIX cuja figura exemplar estava a ser recuperada. A sua est\u00e1tua tinha sido colocada \u00e0 entrada da igreja alguns meses antes da minha chegada, pelo que, nas minhas idas e vindas quotidianas, me deparei e interroguei sobre esta figura (em todos os sentidos da palavra), magn\u00e9tica e enigm\u00e1tica ao mesmo tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nesses primeiros tempos que a ideia de escrever o livro, me atravessou como um rel\u00e2mpago. Apercebi-me de que me encontrava em circunst\u00e2ncias semelhantes \u00e0s vividas por um dos mais influentes autores sobre crescimento pessoal e espiritual, Henri Nouwen (1932-1996), quando escreveu um dos seus bestsellers: My Diary at Genesee Abbey. \u00c9 um dos livros mais aut\u00eanticos que j\u00e1 li, no qual Nouwen relata a sua vida durante os meses que passou na abadia cisterciense, nos EUA, que d\u00e1 nome ao livro.<br>O Meu Di\u00e1rio na Abadia de Genesee j\u00e1 o tinha lido e relido in\u00fameras vezes ao longo dos \u00faltimos vinte anos. E pensei muitas vezes que gostaria de me encontrar em circunst\u00e2ncias que me permitissem escrever algo semelhante a este livro. Salvando as dist\u00e2ncias, claro, porque estamos a falar de um dos autores mais influentes da espiritualidade crist\u00e3 do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, O Meu Di\u00e1rio no Carmo do Fradinho foi algo que n\u00e3o previ, que entrou na minha vida e que me permitiu iniciar o processo de cura de que necessitava, ao mesmo tempo que ia conhecendo Frei Jo\u00e3o d\u2019Ascens\u00e3o, que ia lendo o que sobre ele se haviaa publicado nos \u00faltimos tempos e participando nas actividades organizadas para o dar a conhecer.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Ser\u00e1 que Deus conhece as armadilhas que os inimigos nos preparam?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o posso responder a esta pergunta como te\u00f3logo, porque n\u00e3o sou te\u00f3logo. Mas posso tentar responder-lhe como pessoa e como crente. Com a minha idade (nasci em 1970), j\u00e1 tenho uma certa experi\u00eancia dos inimigos que encontrei ao longo da minha vida e do mal que o ser humano \u00e9 capaz de p\u00f4r em a\u00e7\u00e3o. Mais concretamente, tive a oportunidade de sofrer na minha carne a a\u00e7\u00e3o de advers\u00e1rios e inimigos que, na minha universidade espanhola, me atacaram ao ponto de gerar a situa\u00e7\u00e3o que me levou a entrar em crise e a ter de vir a Braga para procurar uma resposta adequada.<\/p>\n\n\n\n<p>Acredito que Deus nos conhece profundamente cada um de n\u00f3s. Ele sabe de que \u00e9 que somos feitos, o positivo e o negativo que habita no nosso cora\u00e7\u00e3o. E, para responder \u00e0 pergunta, creio tamb\u00e9m que Deus conhece as armadilhas que os nossos inimigos nos preparam.<\/p>\n\n\n\n<p>Basta ler a B\u00edblia para nos apercebermos disso. Basta, por exemplo, recorrer ao livro de Job, onde vemos, paradigmaticamente, uma experi\u00eancia semelhante \u00e0quela por que passaram, injustamente, outros homens justos e profetas de que fala o texto sagrado. H\u00e1 alguns meses, faleceu o te\u00f3logo peruano Gustavo Guti\u00e9rrez, que escreveu um livro maravilhoso sobre Job, Falar de Deus a Partir do Sofrimento dos Inocentes (1986), um texto que li na minha juventude e que me marcou profundamente.<br>Depois de ler livros como Job \u2013 ou v\u00e1rios dos Salmos \u2013, \u00e9 impressionante a pouca evolu\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o humano nos \u00faltimos vinte e cinco ou trinta s\u00e9culos! O desenvolvimento cient\u00edfico e t\u00e9cnico do nosso tempo contrasta com o subdesenvolvimento \u00e9tico, espiritual e moral de muitos dos nossos contempor\u00e2neos.<\/p>\n\n\n\n<p>O mal \u00e9 retratado de forma perfeita e marcante nestes textos. E, sobretudo, na Paix\u00e3o de Jesus, o Cristo, onde o Filho de Deus culminou este processo em que os inocentes s\u00e3o atacados e, finalmente, executados pelos inimigos do bem, da justi\u00e7a ou, para usar uma terminologia crist\u00e3, por aqueles que se op\u00f5em \u00e0 vinda do reino de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>e\u2026 4. Por fim, quem \u00e9 para ti o Fradinho?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para mim dar uma resposta fechada ou definitiva a esta pergunta. H\u00e1 muitas fotografias do Fradinho: de diferentes perspectivas, em diferentes alturas do ano, com a luz do sol em diferentes posi\u00e7\u00f5es e com uma grande variedade de cores. A minha experi\u00eancia do Fradinho \u00e9 igualmente din\u00e2mica e provis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para come\u00e7ar, surpreende-me que algu\u00e9m como Fradinho, que viveu numa \u00e9poca aparentemente t\u00e3o diferente da que vivemos hoje, esteja agora a ser resgatado! Assim como me surpreende a liga\u00e7\u00e3o pessoal que tenho com algu\u00e9m, como ele, de um lugar e de uma \u00e9poca t\u00e3o diferentes em tantos aspectos da minha. Resta-me tentar situar tudo isto em termos da a\u00e7\u00e3o misteriosa de Deus na hist\u00f3ria e na vida das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dito isto, n\u00e3o quero fugir \u00e0 quest\u00e3o sem dar pelo menos algumas respostas provis\u00f3rias. Ali\u00e1s, esta pergunta \u00e9 uma constante no livro, \u00e0 qual respondo, de forma indireta, atrav\u00e9s da frequente refer\u00eancia que fa\u00e7o ao Fradinho para pensar como ele viveria alguns dos acontecimentos ou situa\u00e7\u00f5es que eu tenho de viver.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste momento, destacaria dois elementos da sua figura que, particularmente, me prendem a aten\u00e7\u00e3o. Um \u00e9 a sua busca de transcend\u00eancia num contexto s\u00f3cio-cultural que, na sua maioria, se orientava no sentido oposto. Vivemos hoje algo de semelhante, com outras nuances, nas sociedades europeias. Uma m\u00edstica francesa da segunda metade do s\u00e9culo XX, Madeleine Delbr\u00eal, disse, por volta dos anos 50, que chegaria o dia em que o nome de Deus causaria indiferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Posso imaginar o espanto daqueles que, do catolicismo nacional que prevalecia em Espanha naquela altura, ouviam esta afirma\u00e7\u00e3o. Soar-lhes-ia a algo de extraterrestre. Hoje, quando a onda de seculariza\u00e7\u00e3o e de descren\u00e7a chegou a Espanha com tanta ou mais for\u00e7a do que a que abalou outros pa\u00edses europeus nas d\u00e9cadas anteriores, a indiferen\u00e7a pelo nome de Deus \u00e9, para muitos, uma realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, penso que a figura de Fradinho \u00e9 uma luz no meio da noite para aqueles que procuram a transcend\u00eancia, num clima marcado pela banalidade e pela indiferen\u00e7a. \u00c9 algu\u00e9m que, quando se aproximava o fim da religi\u00e3o e da sua presen\u00e7a na vida p\u00fablica, teve gestos profundamente crist\u00e3os. Levantou-se e p\u00f4s-se a caminho, juntamente com outros, com a palavra de Deus no cora\u00e7\u00e3o e com a m\u00e3o estendida num gesto de solidariedade e de amor fraterno. Creio que em tudo isto h\u00e1 uma profunda m\u00edstica que pode ser \u00fatil para aqueles de n\u00f3s que, hoje, atravessamos as suas noites escuras pessoais, comunit\u00e1rias e sociais.<br>O outro elemento que eu gostaria de resgatar da figura de Fradinho est\u00e1 relacionado a um sinal dos tempos de nossa \u00e9poca. Nem tudo \u00e9 negativo na atual situa\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-cultural. Desde h\u00e1 algum tempo, temos vindo a assistir a um renascimento da procura do sil\u00eancio e da contempla\u00e7\u00e3o. H\u00e1 cada vez mais grupos e indiv\u00edduos de diferentes tradi\u00e7\u00f5es espirituais a querer fugir do ru\u00eddo, no sentido poliss\u00e9mico da palavra, para abrir espa\u00e7os de sil\u00eancio, de contempla\u00e7\u00e3o e, em alguns casos, de ora\u00e7\u00e3o nas suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Refiro-me a uma recupera\u00e7\u00e3o, com outros matizes, de uma corrente m\u00edstica que assumiu diversas formas ao longo do s\u00e9culo XX e no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, e que nos convida a ser m\u00edsticos na cidade, contemplativos em a\u00e7\u00e3o, no meio do mundo. O testemunho de Charles de Foucauld \u00e9 um exemplo paradigm\u00e1tico disso mesmo. A sua canoniza\u00e7\u00e3o pelo Papa Francisco, em maio de 2002, \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios sobre o tipo de santidade que pode florescer no nosso tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. O que \u00e9 que vieste aqui fazer? 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