{"id":3968,"date":"2024-11-30T03:27:00","date_gmt":"2024-11-30T03:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=3968"},"modified":"2024-11-28T15:31:32","modified_gmt":"2024-11-28T15:31:32","slug":"a-oracao-do-veneravel-jean-thierry-do-menino-jesus-e-da-paixao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/a-oracao-do-veneravel-jean-thierry-do-menino-jesus-e-da-paixao\/","title":{"rendered":"A ora\u00e7\u00e3o do Vener\u00e1vel Jean-Thierry do Menino Jesus e da Paix\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>MFOU AWAE, CAMAR\u00d5ES (\u00c1FRICA), 4 FEVEREIRO 1982 | LEGNANO, MIL\u00c3O, IT\u00c1LIA, 5 JANEIRO 2006<\/p>\n\n\n\n<p><em>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-medium-font-size\"><strong>O santo que fazia gelados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Jean-Thierry Ebogo nasceu no dia 4 de Fevereiro de 1982 em Mfou Awae, prov\u00edncia de Bamenda, noroeste dos Camar\u00f5es, a quinze quil\u00f3metros da par\u00f3quia de S\u00e3o Joaquim e Santa Ana de Nkoabang, no seio duma fam\u00edlia crist\u00e3 muito pobre, mas piedosa. Seu pai, Ren\u00e9 Bikoula, era guarda prisional, sua m\u00e3e, Maria Teresa Assengue Edoa, professora.<\/p>\n\n\n\n<p>A fam\u00edlia deslocava-se a cada dois ou tr\u00eas anos, segundo ao pai era assignado este ou aquele destino. Por esta raz\u00e3o o menino cruzou o seu pa\u00eds de norte a sul, de este a oeste, o que lhe permitiu abrir o cora\u00e7\u00e3o e a intelig\u00eancia \u00e0 diversidade e interculturalidade. Era o segundo de oito irm\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi baptizado no dia 27 de Maio de 1982, em Mankom, prov\u00edncia de Bamenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Menino permanentemente a caminho com a sua fam\u00edlia, sempre quis ser sacerdote \u2013 que para ele significava <em>ser outro Jesus<\/em> \u2013, desejo que seus pais jamais impediram. Pelo menos desde os cinco anos que afirmava tal desejo!<\/p>\n\n\n\n<p>Dois sobressaltos remarcaram a sua inf\u00e2ncia. O primeiro foi um encontro com um mission\u00e1rio. Deslumbrado pela cruz de madeira que lhe pendia sobre o peito, quis ser tamb\u00e9m ele mission\u00e1rio: <em>\u00abo sacerdote tinha algo especial em si! Era belo em sua t\u00fanica e a cruz repousava pacificamente sobre o seu cora\u00e7\u00e3o. Era a cruz do Senhor. Oh, que coisa mais bela! Eu achava-a bela, mas n\u00e3o pelo material de que era feita. Achava-a simplesmente muito bela e n\u00e3o sei porqu\u00ea!\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O segundo sobressalto corresponde \u00e0 necessidade de ajudar os pais na sobreviv\u00eancia da fam\u00edlia. Pequenino que era, perguntava-se, contudo, que <em>posso eu fazer para ajudar<\/em>? Pouco podem as for\u00e7as dos meninos, \u00e9 certo, mas n\u00e3o s\u00e3o, por\u00e9m, de desprezar os seus esfor\u00e7os e canseiras. Nada mais podendo, Jean-Thierry dedicava-se a recolher lim\u00f5es e a fazer gelados que depois vendia pela rua. Como se tornaram famosos os gelados de Jean-Thierry, nos dias de calor, quando o p\u00f3 se misturava com o sol escaldante! Um verdadeiro sucesso! Ele, por\u00e9m, regressava a casa sob os dardos do mesmo sol ardente e de garganta seca\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Frequentou a escola sempre com sucesso e sem interrup\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Simp\u00e1tico, alegre, sempre dispon\u00edvel e amigo dos seus amigos, Jean-Thierry volveu-se popular em Bamenda. Ah, e vendia diariamente os tais vinte litros de gelado! Todos gostavam dele. E as meninas chamavam-lhe <em>Jo\u00e3o Queridinho<\/em>. Enfim, todos disputavam a sua amizade. J\u00e1 ele tinha apenas um prop\u00f3sito: ajudar a sua fam\u00edlia, tornar-se sacerdote e <em>imitar Jesus<\/em> em todos os instantes da sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante os anos da pr\u00e9-adolesc\u00eancia, v\u00e1rios foram os epis\u00f3dios que revelaram a sua determina\u00e7\u00e3o em ser fiel ao chamamento de Deus: re\u00fania os seus pares e improvisava com eles momentos de ora\u00e7\u00e3o e pequenos coros lit\u00fargicos; era activo na par\u00f3quia e animav o grupo vocacional; era ac\u00f3lito e n\u00e3o se importava com os contratempos que os seus compromissos crist\u00e3os lhe causassem. A m\u00e3e, contudo, lamentava-se ao ver a sua crescente popularidade entre as meninas; perante os receios da m\u00e3e, responde-lhe: <em>\u00abMam\u00e3, sei o que pensas, mas posso assegurar-te que mantenho a minha pureza intacta. Pedi a Jesus que me desse o dom da castidade e n\u00e3o tenho d\u00favidas de que me ser\u00e1 concedido&#8230; Quero ser padre e quero chegar puro ao sacerd\u00f3cio\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Recebeu a primeira comunh\u00e3o aos doze anos, no dia 29 de Maio de 1994, em Guider, prov\u00edncia de Garoua, no extremo norte dos Camar\u00f5es. Trazendo em seu cora\u00e7\u00e3o a aspira\u00e7\u00e3o de ser como Santa Teresinha do Menino Jesus, recusou continuar estudos na escola secund\u00e1ria estadual para entrar, aos treze anos, no Semin\u00e1rio Menor de Guider. Aqui recebeu o sacramento do Crisma no dia 18 de Fevereiro de 1996. Por esses dias, escreveu um poema que reza assim:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00ab<em>Confio-te minha vida,<\/em><br><em>meu ser para toda a eternidade.<\/em><br><em>Posso encontrar algo melhor em outro lugar?<\/em><br><em>N\u00e3o, o Senhor \u00e9 realmente o melhor,<\/em><br><em>disto eu tenho a prova.<\/em><br><em>O Senhor me criou, me fez.<\/em><br><em>Com amor o Senhor me coroou.<\/em>\u00bb<em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Agradando-lhe a vida no semin\u00e1rio, optou, por\u00e9m, por seguir os seus estudos pela via cient\u00edfica, pelo que foi aconselhado pelo reitor a regressar a casa. Como por aquelas horas seus pais se deslocavam para Monatel\u00e9, ao centro dos Camar\u00f5es, Jean-Thierry seguiu-os para ali e entrou na escola de ensino m\u00e9dio, onde em junho de 2002 obteve o bacharelato em ci\u00eancias. A raz\u00e3o da elei\u00e7\u00e3o dos estudos cient\u00edficos vem-lhe do irreprim\u00edvel desejo de ser \u00fatil ao seu povo no dom\u00ednio social. Nos estudos mostrou-se inteligente e foi sempre o primeiro da turma; mas como n\u00e3o lhe bastava s\u00ea-lo, esfor\u00e7ava-se por ajudar os menos capazes ou dotados a quem dava aulas. Revelou-se ainda um brilhante poeta e animador de festas.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhado espiritualmente pelos Padres Oblatos foi convidado a ir para o seu Noviciado em Mokolo, no extremo norte do pa\u00eds. Em p\u00f3s oito meses, o jovem n\u00e3o foi considerado adequado e foi reenviado para a fam\u00edlia que, desta vez, se encontra em Yaound\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto continua comprometido com a par\u00f3quia local, uma prima sua, religiosa franciscana, sugeriu-lhe que se apresentasse aos Padres Carmelitas Descal\u00e7os que patrocinam a miss\u00e3o de S\u00e3o Joaquim e&nbsp; Santa Ana de Nkoabang, pelo que no dia 28 de julho de 2003, aos 21 anos, bateu \u00e0 porta da miss\u00e3o, onde permaneceu por quase dois anos, pois aqui encontrara o seu lugar \u2013 era um jovem simples, paciente, am\u00e1vel e soci\u00e1vel, com capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e esp\u00edrito de servi\u00e7o, com sentido de humor e capaz para as tarefas que lhe confiavam, por exemplo na condu\u00e7\u00e3o do grupo de ac\u00f3litos que, pela sua dedica\u00e7\u00e3o e abnega\u00e7\u00e3o, o estimam e amam como \u00ab<em>um irm\u00e3o mais velho<\/em>\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p>No convento dos Descal\u00e7os agradaram-lhe especialmente os longos espa\u00e7os de ora\u00e7\u00e3o e a vida fraterna, o tempo dado ao estudo e ao apostolado e a possibilidade de trabalhar manualmente. No ano de prepara\u00e7\u00e3o para o Noviciado mostrou-se, sobretudo, aberto e sens\u00edvel ao mist\u00e9rio e sempre cultivando uma preocupa\u00e7\u00e3o em viver e testemunhar o seu relacionamento com o Senhor, a quem desejava pertencer de todo o cora\u00e7\u00e3o; e vivia feliz e obediente na orienta\u00e7\u00e3o para a sua consagra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1bil que era com as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o, foi indigitado para o grupo que publica a revista <em>A La Source du Carmel.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No dia 29 de junho de 2024 foi admitido ao Noviciado com o nome de Frei Jean-Thierry do Menino Jesus e da Paix\u00e3o, e foi autorizado a partir, juntamente com mais dois companheiros, para o Burkina Faso.<\/p>\n\n\n\n<p>Eis os mist\u00e9rios que o fascinavam: a santa Inf\u00e2ncia de Jesus e a Paix\u00e3o do Senhor!<\/p>\n\n\n\n<p>De facto, na sua inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia e juventude sempre vivera alegre e confiante em Jesus e, em fazendo-se Carmelita Descal\u00e7o, aceitava tornar-se ainda mais crian\u00e7a confiante e, simultaneamente, peregrino pelo caminho da cruz, no qual sofreu intimamente com Cristo e O imitou na Sua Paix\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Umas semanas depois de admitido ao Noviciado, jogando futebol com os rapazes da par\u00f3quia, sentiu uma dor intens\u00edssima na perna direita. O jogo parou, e o que se cria uma les\u00e3o era, afinal, um c\u00e2ncer na t\u00edbia. A r\u00f3tula inchou desmesuradamente, pelo que as dores e a demanda por cuidados m\u00e9dicos impediram a partida para a sede do Noviciado. Com o in\u00edcio dos tratamentos iniciou-se a sua via dolorosa, de hospital em hospital. Finalmente foi operado no Hospital Geral de Yaound\u00e9, no dia 18 de novembro de 2004, onde lhe a amputaram a perna direita \u2013 e em amputando-se-lhe a perna, salvaram-lhe a vida; mas apenas s\u00f3 por agora. No seguimento dos tratamentos, por\u00e9m, os m\u00e9dicos mostram-se cada vez mais impotentes e, incapaz, a ci\u00eancia; e quando todos mais se entristecem e lamentam, s\u00f3 Jean-Thierry aceita com alegria esta dolorosa prova\u00e7\u00e3o e declara que o faz para contribuir com o seu sacrif\u00edcio para o nascimento de voca\u00e7\u00f5es religiosas e sacerdotais para toda a Igreja e especialmente para o Carmelo; declarou ainda mais: \u00abN<em>\u00e3o serei como Santa Teresinha que prometeu uma chuva de rosas desde o c\u00e9u\u2026 N\u00e3o, quanto a mim,&nbsp;quando estiver no c\u00e9u farei chover um dil\u00favio de voca\u00e7\u00f5es&nbsp;para o Carmelo e toda a Igreja\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da dor, a sua alegria mostrava-se surpreendentemente confiante e contagiante, porque <em>\u00abno fim de contas<\/em> \u2013 declarou ao seu orientador espiritual, o P. Giorgio Peruzzotti \u2013 <em>o Senhor s\u00f3 me pede o dom de uma perna que j\u00e1 n\u00e3o serve para nada\u2026\u00bb<\/em>. Por aqueles dias sofre terrivelmente; se fora um jovem normal, ainda mais sofreria e, sobretudo, muito se lamentaria; a Jean-Thierry, saem-lhe apenas palavras doces em forma de poema:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00abS\u00f3 o meu Pai faz tudo, e tudo \u00e9 bom.<\/em><br><em>N\u00e3o precisas de penetrar nos seus pensamentos:<\/em><br><em>s\u00ea como a crian\u00e7a nos bra\u00e7os da m\u00e3e.<\/em><br><em>Ele n\u00e3o se preocupa com nada,<\/em><br><em>vai para onde a m\u00e3e o leva,<\/em><br><em>toma o seu leite \u00e0 hora marcada<\/em><br><em>e n\u00e3o pergunta se ainda h\u00e1 algum para amanh\u00e3\u00bb<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto de 2005, o Padre Provincial, P. Gabriele Mattavelli, visitou a miss\u00e3o de Nkoabang e trouxe consigo Frei Jean-Thierry dos Camar\u00f5es para o convento de Concesa, perto de Mil\u00e3o, It\u00e1lia, para que iniciasse finalmente o seu Noviciado. Entretanto, fora-lhe aplicada uma pr\u00f3tese na perna direita, e em todos renasce a esperan\u00e7a. Crendo-se a doen\u00e7a adormecida, \u00e0 chegada a Mil\u00e3o esperava-se que o doente conseguisse beneficiar de melhor assist\u00eancia m\u00e9dica e recuperasse. Por\u00e9m, as primeiras observa\u00e7\u00f5es no Hospital de Legnano revelam que a doen\u00e7a progredira silenciosa e devastadoramente como um inc\u00eandio. E onde todos se alarmam, Jean-Thierry sorri e mant\u00e9m a calma.<\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, no Hospital de Legnano, passou-se um facto extraordin\u00e1rio: por inexist\u00eancia de camas livres, Jean-Thierry \u00e9 deixado num corredor, ao frio, durante seis horas numa cadeira de rodas. Quando finalmente foi visto, os exames revelaram uma recidiva do osteoma osteobl\u00e1stico, em progress\u00e3o com met\u00e1stases generalizadas. Quando foi permitido ao P. Gabriell Mattavelli que o visitasse, a Doutra Annarita Braga, reclama:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u2013 Quem \u00e9 que Voc\u00ea me deixou aqui?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Crendo ter incorrido nalguma irregularidade ou esquecimento, o Padre retribuiu:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u2013 Sabe, acabo de chegar dos Camar\u00f5es com este jovem, e ali os costumes s\u00e3o outros&#8230;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Mas logo a doutora o interrompe, exclamando:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 <em>N\u00e3o, Voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 a entender! Este menino \u00e9 um santo! Voc\u00ea deixou-me um santo aos meus cuidados! E ele ficou imenso tempo ao frio! Nenhum de n\u00f3s pode imaginar as dores que est\u00e1 a sofrer, e para mais ele nunca se queixa, s\u00f3 sorri e agradece<\/em>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>De facto, passasse o que se passasse, percebendo-o ou n\u00e3o, Jean-Thierry tem sempre para os m\u00e9dicos e enfermeiros um \u00ab<em>obrigado por tudo o que faz por mim!<\/em>\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p>Parecendo tudo perdido, numa \u00faltima tentativa, internaram-no por dois meses no Hospital de Candiolo, com inten\u00e7\u00e3o de arrancar esta jovem vida \u00e0 morte, mas mesmo os tratamentos espec\u00edficos n\u00e3o deram o resultado desejado.<\/p>\n\n\n\n<p>Levado de novo para o Hospital de Legnano, foi ajudado a enfrentar a \u00faltima etapa da sua <em>via dolorosa<\/em>. A 8 de dezembro de 2005, depois de obtida dispensa, na presen\u00e7a da m\u00e3e Maria Teresa, Jean Thierry teve a alegria de fazer a sua Profiss\u00e3o Solene na Ordem dos Carmelitas Descal\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>E entra na \u00faltima etapa da sua curta vida, pois qualquer tratamento se revela in\u00fatil. Sem o saber, tem agora menos de um m\u00eas de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Morreu com o corpo corro\u00eddo por tumores, cravejado de dores lancinantes que ele enfrentou com um doce sorriso. \u00c0 sua volta, dentro e fora do hospital s\u00f3 se ouve dizer: <em>\u00abMorreu um santo!\u00bb \u2013 <\/em>o santo invulgar, o santo do sorriso!<\/p>\n\n\n\n<p>Ao despedir-se da m\u00e3e, disse-lhe, simplesmente: <em>\u00abMam\u00e3, lembra-te que me ofereceste a Jesus!\u00bb<\/em>. E fora, e sempre fora de Jesus, sempre fora um santo servidor de Jesus que rezava, sorria, vendia gelados, estudava e jogava futebol.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora\u00e7\u00e3o do cabritinho de Deus<\/p>\n\n\n\n<p>O nascimento de Jean-Thierry Ebogo est\u00e1 envolto em profundo mist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o segundo de doze filhos; o primeiro foi uma menina, mas os anos demoraram a amadurecer at\u00e9 que ele nascesse. Passaram tantos que a fam\u00edlia do pai Ren\u00e9 come\u00e7ou a insistir para que este assumisse segunda esposa. Mas Ren\u00e9 era cat\u00f3lico piedoso, pelo que exclu\u00eda tal possibilidade. Anos depois do nascimento do menino, disse-lhe o pai:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u2013 Tu \u00e9s filho da ora\u00e7\u00e3o, porque eu pedi insistentemente a Deus para que nascesses!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>E assim fora de facto. E se o pai orara confiadamente pedindo o nascimento dum filho var\u00e3o, a m\u00e3e fizera o mesmo, mas em seu cora\u00e7\u00e3o dissera de outra maneira a Deus:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u2013 Se me deres um menino, eu to entregarei para ser teu sacerdote!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O certo \u00e9 que Jean-Thierry nasceu fruto do amor e da ora\u00e7\u00e3o de ambos piedosos pais. Isso sempre o menino soube; e n\u00e3o custa a crer que, tamb\u00e9m por isso, desde muito cedo, desejasse ser sacerdote, se encantasse com a vida dos sacerdotes \u2013 preferindo sempre os que viviam em comunidades, aos solit\u00e1rios! Ali\u00e1s, desde muito infante quis ser sacerdote e ao longo da sua curt\u00edssima vida sempre manteve aceso tal ardente desejo. E sempre o cora\u00e7\u00e3o da m\u00e3e se mostrou vigilante e atento na condu\u00e7\u00e3o da vida do filho para o santo servi\u00e7o de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>De facto, desde o ventre materno, Jean-Thierry carregou um sonho: <em>ser como Jesus<\/em>!<\/p>\n\n\n\n<p>A vida do menino foi uma busca intensa, uma vida permanentemente em caminho, acompanhando a fam\u00edlia nos diferentes destinos em que tivesse de parar. E em parando, sempre que a havia por perto, a primeira caminhada de Jean-Thierry era \u00e0 igreja paroquial e ao sacr\u00e1rio. E ali gostava de permanecer. Por entre as horas dos seus dias havia tempo para as brincadeiras, tempo para o jogo de futebol, mas sempre em primeiro lugar, tempo para a ora\u00e7\u00e3o, para a escola e para a preocupa\u00e7\u00e3o de fazer gelados de lim\u00e3o que depois vendia a fim de ajudar o sustento dos doze irm\u00e3os \u2013 estudo, trabalho e ora\u00e7\u00e3o eram os seus amores!<\/p>\n\n\n\n<p>Parecia um monge pequenino.<\/p>\n\n\n\n<p>Na par\u00f3quia sempre foi ac\u00f3lito, sempre fez amigos que atra\u00eda para Jesus e, tamb\u00e9m por isso, nunca lamentou ter de perder um jogo de futebol ou uma brincadeira por causa da catequese ou de uma missa.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 13 anos entrou no Semin\u00e1rio Menor de Guider, mas poder estudar ci\u00eancias, a fim de ajudar depois o seu povo, falou mais alto e, por isso, teve de regressar \u00e0 fam\u00edlia. Logo de seguida integrou durante oito meses o Noviciado dos Padres Oblatos, mas tamb\u00e9m dali foi mandado para a fam\u00edlia, por o seu cora\u00e7\u00e3o ser mais inclinado \u00e0 ora\u00e7\u00e3o que ao apostolado. Bateu, entretanto, \u00e0 porta da miss\u00e3o de S\u00e3o Joaquim e Santa Ana dos Padres Carmelitas Descal\u00e7os, em Nkoabang, e a\u00ed encontrou o seu lugar \u2013 simp\u00e1tico e de temperamento af\u00e1vel, mostrava-se recomend\u00e1vel para a vida comunit\u00e1ria; de inclina\u00e7\u00e3o para a contempla\u00e7\u00e3o, vivia muito agradado com os prolongados tempos de ora\u00e7\u00e3o que a comunidade lhe propunha. Na miss\u00e3o de Nkoabang, Jean-Thierry, <em>o milagre da ora\u00e7\u00e3o<\/em>, estava verdadeiramente em casa!<\/p>\n\n\n\n<p>Jamais o menino simples de Mfou Awae se escondeu como crist\u00e3o ou se envergonhou como cat\u00f3lico; n\u00e3o tinha medo de cavar o campo ou de varrer os corredores do convento; e sempre deixava transparecer, em seu sorriso e atitudes, a sua amizade \u00edntima com Jesus. Tudo isto foram raz\u00f5es e argumentos para que, naquele per\u00edodo, o superior da miss\u00e3o lhe confiasse a condu\u00e7\u00e3o de um grupo juvenil de ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos treze anos escreveu num poema:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00ab<em>Eu te confio a minha vida,<\/em><br><em>um ser por toda a eternidade.<\/em><br><em>Posso encontrar melhor noutro lugar?<\/em><br><em>N\u00e3o! Tu \u00e9s verdadeiramente melhor,<\/em><br><em>disso tenho eu a prova!<\/em><br><em>Tu me criaste, tu me fizeste!<\/em><br>Com amor me coroaste<em>\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, pensou ele, podia descansar, porque no Carmo encontrara o jardim das del\u00edcias, a sua meta, a sua casa e o seu ponto de partida para o c\u00e9u!<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ver-se admitido ao Noviciado dos Carmelitas Descal\u00e7os toda a sua alma rejubilou e sorriu \u2013 de ora em diante seria inteiramente de Deus, todo de Deus, para o servi\u00e7o de Deus no sacerd\u00f3cio! Os caminhos estavam-lhe todos abertos e toda a sua alma jubilosamente rendida!<\/p>\n\n\n\n<p>Mas Deus tem um jeito \u00fanico de nos receber e de nos transtrocar os sonhos!<\/p>\n\n\n\n<p>E assim, o menino que s\u00f3 desejava <em>ser como Jesus<\/em>, s\u00ea-lo-\u00e1, sim, mas seguindo a <em>pequena via dolorosa<\/em> que Deus lhe propor\u00e1 durante um jogo de futebol \u2013 tem ele apenas 21 anos! Sentindo uma dor excruciante na perna direita, sai do jogo, o joelho incha-lhe, a ponto de logo correrem com ele para o hospital, e t\u00e3o-s\u00f3 os primeiros exames denunciam um c\u00e2ncer na t\u00edbia. Prontamente submetido a quimioterapia, prop\u00f5em-lhe a amputa\u00e7\u00e3o. Aceita, porque ou lhe amputavam a perna ou morria; e ele aspirava curar-se para ser sacerdote. E se houverem de lhe cortar as duas, dir\u00e1: <em>\u00abent\u00e3o sentar-me-ei numa cadeira de rodas e dedicar-me-ei a confessar, levando, assim, muitas almas para o c\u00e9u pela via da miseric\u00f3rdia e da ora\u00e7\u00e3o!\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No dia da amputa\u00e7\u00e3o pediu que lhe ajudassem a lavar a perna e a perfum\u00e1-la, porque <em>\u00abn\u00e3o quer entreg\u00e1-la de qualquer jeito a Deus!\u00bb<\/em> \u2013 o rapaz tem, al\u00e9m de humor, um corajoso enfrentamento face ao infort\u00fanio e as dores. E sempre sorrindo. E h\u00e1 aqui tamb\u00e9m um bom sentido das propor\u00e7\u00f5es, porque a Deus s\u00f3 se d\u00e1 o melhor que se tem! No entanto, repete esperan\u00e7oso: <em>\u00abs\u00f3 quero ser curado, para me poder tornar padre carmelita!\u00bb; \u00abserei um padre em cadeira de rodas, um padre para confessar e rezar!\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Quando os jovens postulantes de Nkoabang o visitam, apesar das dores, apresenta-se-lhes alegre e jocoso; convida-os \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e, depois de rezarem, coloca um bon\u00e9 no toco do joelho amputado, ergue-o e come\u00e7a a falar com cada um\u2026 Inolvid\u00e1vel!<\/p>\n\n\n\n<p>Uma semana antes da amputa\u00e7\u00e3o escrevera num poema-ora\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00ab<em>Hoje posso ler na minha vida<\/em> <br><em>as linhas douradas<\/em><br><em>do teu desenho<\/em><br><em>na triste escurid\u00e3o da minha vida.<\/em><br><em>E saber o quanto me amas,<\/em><br><em>bendito sejas tu!<\/em><br><em>Sofrendo no meu corpo<\/em><br><em>por ti o meu esp\u00edrito se alegra.<\/em><br><em>Que mais te posso dizer,<\/em><br><em>a n\u00e3o ser isto que vejo?<\/em>\u00bb<\/p>\n\n\n\n<p>Trazido para Mil\u00e3o e, como a doen\u00e7a n\u00e3o se rendia, antes mais empiorava, Frei Jean-Thierry pediu para professar solenemente na Ordem. A situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o era in\u00e9dita e, na verdade, no seu leito de dor ele vinha cumprindo um exigente Noviciado\u2026 de sofrimento unido \u00e0 Paix\u00e3o de Jesus. Durante aquele advento, enquanto decorria o processo burocr\u00e1tico necess\u00e1rio, os jovens mais se voluntariaram e mais se reuniram \u00e0 sua volta em vig\u00edlias de ora\u00e7\u00e3o e intercess\u00e3o; e em cada momento de ora\u00e7\u00e3o o jovem Carmelita renovava o seu desejo de <em>ser como Jesus<\/em> e de participar na sua Paix\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m aqui, em Mil\u00e3o, o transferem de hospital em hospital, de Legnano a Candiolo e daqui, de novo a Legnano, qual nova <em>dolorosa via sacra<\/em> que ele assume como manso e obediente cordeirinho!<\/p>\n\n\n\n<p>Num ou noutro hospital, sempre pedia aos m\u00e9dicos que lhe dissessem a verdade sobre o seu estado de sa\u00fade; e porque sempre unido a Jesus, retorquia depois: <em>\u00abQuando se d\u00e1 um sentido \u00e0 doen\u00e7a, esta j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um sofrimento, mas um caminho para o Alto, um caminho para um Outro, para um Amigo que sofreu como eu&#8230; e que, hoje, vem ao meu encontro!\u00bb<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por aqueles dias que iam sendo os \u00faltimos, estivesse em que hospital estivesse, o seu quarto tornou-se um Carmo m\u00edstico, um templo de paz e de ora\u00e7\u00e3o. Entretanto, novas levas de pessoas eram para ali atra\u00eddas pela serenidade e alegria do jovem Carmelita Descal\u00e7o. De facto, num e noutro lugar, muitos s\u00e3o os que se achegaram para o visitar. Durante as visitas, e tamb\u00e9m fora delas, n\u00e3o h\u00e1 um s\u00f3 momento em que ele n\u00e3o sofra horrivelmente, por\u00e9m, jamais se apresentou triste, nunca queixoso, nunca depressivo ou desesperan\u00e7oso, porque antes preferia <em>\u00aboferecer alegria\u00bb<\/em>, do que algu\u00e9m sa\u00edsse triste de junto de si \u2013 ei-lo, ap\u00f3stolo do sorriso! Um amigo confirma: <em>\u00absab\u00edamos que ele sofria muito, mas Frei Jean-Thierry nunca se lamentava, antes encontrava for\u00e7as para oferecer a todos que \u00edamos ter com ele e com ele rezar. Os que com ele falavam ou rezavam, por muito desesperados que estivessem encontravam nele a paz e a serenidade \u2013 isto s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com uma gra\u00e7a especial do Senhor!\u00bb<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 8 de dezembro de 2005, estando presente a m\u00e3e, que viajara cotizada pelas ajudas dos jovens orantes que diariamente se reuniam \u00e0 volta do filho, Frei Jean-Thierry do Menino Jesus e da Paix\u00e3o, unindo dor, alegria e obla\u00e7\u00e3o, professou perpetuamente como Carmelita Descal\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Presidida pelo P. Giorgio Peruzzotti, a cerim\u00f3nia foi singela como s\u00f3 podem ser aquelas a que assistem os Anjos, a M\u00e3e do Carmo, S\u00e3o Jos\u00e9 e a Sant\u00edssima Trindade!<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 26 de dezembro, Maria Teresa despediu-se do filho, porque o visto concedido por It\u00e1lia n\u00e3o fora revogado nem lhe permitia permanecer mais tempo. Filho e m\u00e3e sabem que jamais se volver\u00e3o a ver sobre a terra com os olhos da f\u00e9 e, de facto, Jean morrer\u00e1 da\u00ed a dez dias, na v\u00e9spera da festa da Epifania. Na despedida, ambos choram e, quase em segredo, a m\u00e3e lamenta-se que o filho que t\u00e3o ditosamente entregara a Deus para ser seu sacerdote, n\u00e3o chegue a s\u00ea-lo. Mas o menino logo consola a m\u00e3e com palavras doces, dizendo-lhe: <em>\u00abMam\u00e3, seja feita a vontade de Deus! Certamente te lembras que me ofereceste a Deus, depois que nasci. Aconteceu ali o que acontece quando visitamos um amigo e lhe levamos um cabrito! Depois que o oferecemos jamais perguntamos ao amigo o que fez ao cabrito, porque ele pode ter decidido cri\u00e1-lo ou com\u00ea-lo, e isso j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 connosco. Agora, eu sou o cabrito de Deus e n\u00e3o devemos perguntar a Deus o que Ele fez com o cabrito que Lhe deste depois do meu nascimento!\u00bb<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o informaram de que lhe restavam poucos dias de vida, calou-se perturbadoramente durante quatro ou cinco minutos; regressando da sua perplexidade, pois apenas vivia como Carmelita Descal\u00e7o h\u00e1 dois anos e meio, exclamou docemente: <em>\u00abo Senhor quer uma coisa diferente da que eu quero, e eu aceito a sua vontade. Seja como for, eu n\u00e3o posso ter tido uma exist\u00eancia v\u00e3 ou uma passagem insignificante sobre a terra, no Carmelo. Tanto quanto o Senhor mo permita, arranjarei uma de maneira a dar uma m\u00e3ozinha [para obter] as gra\u00e7as mais belas para esta fam\u00edlia que ser\u00e1 sempre a minha, o Carmelo\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No dia 4 de janeiro de 2006, o P. Giorgio celebrou a eucaristia no seu quarto do hospital. Foi a \u00faltima em que participou. \u00c0quela hora Frei Jean-Thierry j\u00e1 n\u00e3o tinha for\u00e7as, mas rezava como um valente, encorajando a todos \u00e0 ora\u00e7\u00e3o. Se \u00e9 verdade que as suas respostas j\u00e1 n\u00e3o se ouviam, via-se que os l\u00e1bios diziam da abund\u00e2ncia do Mist\u00e9rio que o habitava e preenchia e a Quem ele servia e adorava. Recebido o Corpo e o Sangue do Senhor, selou-se a sua boca, mas n\u00e3o o cora\u00e7\u00e3o. Morreu \u00e0s 00:15 do dia 5 de Janeiro de 2006, exclamando:<em> \u00abQue belo \u00e9 Jesus!\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Nunca chegou a ser ordenado sacerdote, mas a sua miss\u00e3o \u2013 convocar-nos para a ora\u00e7\u00e3o \u2013 tamb\u00e9m ainda n\u00e3o terminou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da sua morte, o P. Giorgio encontrou debaixo da sua travesseira uma carta escrita em franc\u00eas: <em>\u00abSenhor Jesus Cristo: o meu corpo d\u00f3i-me, sinto-me amea\u00e7ado, n\u00e3o encontro conforto \u00e0 minha volta. V\u00f3s que estais presente, escutai as minhas queixas e transformai-as em ora\u00e7\u00e3o. Todos estes momentos dolorosos que sofro, ofere\u00e7o-os a ti como actos de amor. Aliviai o meu sofrimento f\u00edsico e moral! Vinde depressa em meu aux\u00edlio! V\u00f3s que tudo podeis, ao menos enviai-me a vossa M\u00e3e e o vosso Esp\u00edrito de consola\u00e7\u00e3o, para que Ele me d\u00ea a vossa paz e a vossa M\u00e3e me ajude a suportar as dores\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Que belo \u00e9 ser como Jesus, em Quem Jean-Thierry sempre se confiava, dizendo-lhe:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Tu,<br>tu est\u00e1s sempre comigo,<br>quando o meu cora\u00e7\u00e3o me falha diante do pobre,<br>quando o leproso me faz chorar,<br>quando o doente me consterna,<br>quando a prostituta se compadece de mim,<br>quando a morte de um ente querido me magoa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ontem, Senhor,<br>procurava-te nos homens do meu sangue,<br>naqueles que me amavam.<br>Hoje, Senhor,<br>\u00e9s tu que eu encontro,<br>nos estranhos,<br>nos estrangeiros,<br>naqueles que me odeiam.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O teu amor grita mais alto que o sangue.<br>O teu amor arde em mim,<br>eu sinto-o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ORA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Jesus,<br>aspirar ao sacerd\u00f3cio n\u00e3o \u00e9 algo que se possa escolher,<br>como se escolhe outra coisa.<br>\u00c9 um chamamento.<br>\u00c9s Tu que colocas no cora\u00e7\u00e3o do jovem<br>o desejo de ser outro Jesus sobre a terra,<br>um Teu embaixador neste mundo.<br>Que grande dignidade e que grande responsabilidade<br>em procurar ser fiel a t\u00e3o grande dom!<br>Mas sei, Jesus, que tamb\u00e9m o sacerdote \u00e9 fr\u00e1gil,<br>e \u00e9 em vasos de barro que traz o tesouro dos Teus mist\u00e9rios,<br>como dizia S\u00e3o Paulo.<br>Por isso, Jesus, hoje, rezo pelos Teus sacerdotes,<br>pelos que t\u00eam a miss\u00e3o de consagrar o p\u00e3o e o vinho<br>dando ao mundo o Teu Corpo e o Teu Sangue,<br>por todos os que celebram os Sacramentos.<br>Jesus, hoje, rezo pelos Teus sacerdotes,<br>para que tragam ao mundo o bom odor de Cristo.<br>Virgem Maria, eles s\u00e3o Teus filhos:<br>mostra-Te sempre sua M\u00e3e!<br>Assim seja.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MFOU AWAE, CAMAR\u00d5ES (\u00c1FRICA), 4 FEVEREIRO 1982 | LEGNANO, MIL\u00c3O, IT\u00c1LIA, 5 JANEIRO 2006 Frei Jo\u00e3o Costa, OCD O santo que fazia gelados Jean-Thierry Ebogo nasceu no dia 4 de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3969,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3968","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3968","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3968"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3968\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3971,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3968\/revisions\/3971"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3969"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3968"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3968"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3968"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}