{"id":3838,"date":"2024-07-31T03:47:00","date_gmt":"2024-07-31T03:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=3838"},"modified":"2024-07-24T08:58:58","modified_gmt":"2024-07-24T08:58:58","slug":"escuta-israel-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/escuta-israel-6\/","title":{"rendered":"\u00abEscuta, Israel!\u00bb"},"content":{"rendered":"\n<p>Selec\u00e7\u00e3o de textos b\u00edblicos por Armindo Vaz, OCD<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Do livro de Ester<\/strong><br><strong>Concess\u00e3o de autodefesa aos judeus<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>[Nesta hist\u00f3ria do livro de Ester, os judeus passam de v\u00edtimas a executores com inten\u00e7\u00e3o defensiva, renovando o decreto de 1Samuel 15,3 que previa a destrui\u00e7\u00e3o total dos amalecitas, actualizados agora como antepassados de Haman e dos seus sequazes. O vers\u00edculo 11 da vers\u00e3o grega atenua a viol\u00eancia, dizendo que o decreto lhes permitia observar as suas leis, ajudar-se uns aos outros e defender-se dos inimigos segundo o seu desejo; mas n\u00e3o fala do exterm\u00ednio de mulheres e crian\u00e7as nem do saque dos bens. O n\u00famero das v\u00edtimas \u00e9 obviamente hiperb\u00f3lico, com a inten\u00e7\u00e3o religiosa de acentuar a generosa protec\u00e7\u00e3o divina: se este livro n\u00e3o atribui a liberta\u00e7\u00e3o dos judeus a uma interven\u00e7\u00e3o directa de Deus (como se conta noutros livros b\u00edblicos), ela \u00e9 suposta, na ora\u00e7\u00e3o de Mardoqueu e de Ester, cap\u00edtulo 4. ]<\/p>\n\n\n\n<p>8 1Naquele mesmo dia, o rei Assuero entregou \u00e0 rainha Ester a casa de Haman, advers\u00e1rio dos judeus, e Mardoqueu foi presentado ao rei, pois Ester deu-lhe a conhecer o que ele era para ela. 2O rei tirou o seu anel, que tinha mandado retirar a Haman, e deu-o a Mardoqueu\u2026 3Ester voltou a falar na presen\u00e7a do rei e caiu aos seus p\u00e9s, chorando e implorando-lhe que revogasse o plano perverso que Haman, descendente de Agag, maquinara contra os judeus. 4O rei estendeu para Ester o ceptro de ouro e Ester levantou-se. De p\u00e9 diante do rei, 5ela disse: \u00abSe parecer bem ao rei e se alcancei gra\u00e7a diante dos seus olhos\u2026, que seja feita por escrito a revoga\u00e7\u00e3o do plano de Haman\u2026, que escreveu para que fossem aniquilados os judeus que se encontram em todas as prov\u00edncias do rei. 6Pois como suportaria eu ver a desgra\u00e7a que vai atingir o meu povo? Como poderia assistir \u00e0 aniquila\u00e7\u00e3o da minha linhagem?\u00bb<\/p>\n\n\n\n<p>7O rei Assuero respondeu \u00e0 rainha Ester e ao judeu Mardoqueu\u2026: 8\u00abEscrevei v\u00f3s mesmos a favor dos judeus, em nome do rei, como parecer melhor aos vossos olhos, e selai o documento com o sinete real, porque um escrito promulgado em nome do rei e selado com o sinete real \u00e9 irrevog\u00e1vel\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p>9 Os escribas do rei foram chamados naquele mesmo instante, no vig\u00e9simo terceiro dia do terceiro m\u00eas, isto \u00e9, o m\u00eas de Sivan. E tudo foi escrito conforme ordenou Mardoqueu, aos judeus e aos s\u00e1trapas do rei, aos governadores e aos pr\u00edncipes das cento e vinte e sete prov\u00edncias, desde a \u00cdndia at\u00e9 \u00e0 Eti\u00f3pia, a cada prov\u00edncia na sua escrita e a cada povo na sua l\u00edngua, e aos judeus na sua pr\u00f3pria escrita e na sua pr\u00f3pria l\u00edngua. 10E ele escreveu cartas em nome do rei Assuero, que selou com o sinete real e enviou por meio dos correios\u2026 11Nelas, o rei concedia aos judeus a faculdade de reunir-se em cada cidade, defender as suas vidas, destruir, matar, saquear os bens e aniquilar qualquer pessoa, inclusive crian\u00e7as e mulheres, de qualquer povo ou prov\u00edncia que, armada, os atacasse\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>14E o decreto foi tamb\u00e9m promulgado em Susa, a capital.<br>15Ent\u00e3o, Mardoqueu saiu da presen\u00e7a do rei com um traje real de p\u00farpura e linho branco, com uma grande coroa de ouro e um manto de linho fino e p\u00farpura, enquanto a cidade de Susa se alegrava e exultava. 16Foi para os judeus uma luz, uma alegria, um j\u00fabilo, uma honra! 17E, prov\u00edncia ap\u00f3s prov\u00edncia, cidade ap\u00f3s cidade, a cada lugar aonde chegava o decreto do rei e a sua ordem, havia entre os judeus alegria, j\u00fabilo e banquetes. Foi um dia de felicidade e muitos povos da terra associaram-se [as antigas vers\u00f5es grega e latina entenderam este verbo como se popula\u00e7\u00f5es inteiras se tivessem convertido] ao juda\u00edsmo, porque tinha ca\u00eddo sobre eles o medo dos judeus. [Continuar\u00e1]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Selec\u00e7\u00e3o de textos b\u00edblicos por Armindo Vaz, OCD Do livro de EsterConcess\u00e3o de autodefesa aos judeus [Nesta hist\u00f3ria do livro de Ester, os judeus passam de v\u00edtimas a executores com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3777,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3838","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3838","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3838"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3838\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3839,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3838\/revisions\/3839"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3777"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}