{"id":3835,"date":"2024-07-31T03:56:00","date_gmt":"2024-07-31T03:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=3835"},"modified":"2024-07-24T08:57:23","modified_gmt":"2024-07-24T08:57:23","slug":"a-oracao-da-virgem-maria-mae-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/a-oracao-da-virgem-maria-mae-da-igreja\/","title":{"rendered":"A ora\u00e7\u00e3o da Virgem Maria, m\u00e3e da Igreja"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1.&nbsp;&nbsp; <\/strong>Uma antiga e feliz tradi\u00e7\u00e3o da nossa Ordem [do Carmo] recorda-nos que a Virgem Maria, S\u00e3o Jos\u00e9 e o Menino costumavam subir, em fam\u00edlia, desde Nazar\u00e9 at\u00e9 ao cimo da Montanha do Carmo, a fim de visitar, conversar e consolar os seus habitantes, herdeiros do profeta Elias e antepassados dos Carmelitas.<\/p>\n\n\n\n<p>Estou muito convencido de que, por anos a fio, a presen\u00e7a da fam\u00edlia de Nazar\u00e9 foi muit\u00edssimo apreciada por aqueles santos var\u00f5es. Ser\u00e1 bom lembrar que nenhum deles sabia inteiramente quem fosse aquela trindade terrena, isto \u00e9, que o Menino era Deus \u2013 o Deus t\u00e3o desejado e anunciado pelos profetas! \u2013, que a Virgem, era \u00f3bvio, a M\u00e3e de Deus era, e que Jos\u00e9 o pai!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.<\/strong> Aquelas visitas faziam bem aos herdeiros de Elias e, faziam bem tamb\u00e9m \u00e0 fam\u00edlia sagrada de Nazar\u00e9. Ora, se periodicamente uns subiam ao Carmo, e outros, os do Carmo, abriam as portas, os bra\u00e7os e o cora\u00e7\u00e3o \u00e0quela trindade bem-aventurada, a raz\u00e3o era uma s\u00f3: do mais novo ao mais velho, todos beneficiavam da visita, do encontro santo, dos abra\u00e7os, da presen\u00e7a, do di\u00e1logo e da ora\u00e7\u00e3o em comum.<\/p>\n\n\n\n<p>A bendi\u00e7\u00e3o era m\u00fatua.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que tenhas, leitor, leitora, melhor no\u00e7\u00e3o das linhas que percorro, repara s\u00f3: eu jamais estou a ver a Virgem a confessar: <em>\u2013 Olhai, eu sou a M\u00e3e de Deus, que este meu filho vosso Deus \u00e9&#8230;<\/em> Eu n\u00e3o estou a ver isso, n\u00e3o! A Virgem era recatada, e nem nos mais \u00edntimos e profundos col\u00f3quios espirituais com o abade do lugar, e muito menos nas redes sociais de ao tempo \u2013 o lavadoiro! \u2013, se punha a publicar isso. E o calado Jos\u00e9 tamb\u00e9m n\u00e3o. Antes levava duas ou tr\u00eas ferramentas essenciais, e sempre um mascoto, e compunha uma porta aqui, um banco acol\u00e1, um algeroz al\u00e9m, e fabricava mais uma escudela que desse jeito \u00e0 comunidade. E ficava cumprida a sua miss\u00e3o, entre sil\u00eancios e invoca\u00e7\u00f5es ao Senhor Jahv\u00e9. E o Menino? Oh, meu Deus, o Menino era um menino como os outros: ora brincava com as formigas, ora beijava pardalitos para logo os soltar, ora corria de bracitos no ar atr\u00e1s das borboletas, ora se emocionava com os pirilampos, ora dormia no santo rega\u00e7o da M\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>As visitas ao Carmo foram frequentes \u2013 mais que uma por ano, quero crer! \u2013, pelo menos at\u00e9 \u00e0 morte de Jos\u00e9. Sim, foi tamb\u00e9m na solid\u00e3o do Carmo que Jesus aprendeu a discernir o seu caminho, a sua miss\u00e3o \u2013 pois que n\u00e3o correu s\u00f3 atr\u00e1s de borboletas, n\u00e3o. Ali\u00e1s, jamais a Virgem deixou de ali subir, at\u00e9 mesmo enquanto Ele se deu a percorrer os caminhos da Palestina para anunciar o Reino de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, ao longo da sua juventude, tudo o que o filho dizia e fazia era novo para a Virgem e ela ia discerni-lo ali, na solid\u00e3o da Montanha do Carmo! E \u00e9 por isso que tamb\u00e9m temos por certo que foi ela quem, luminosa e iluminada, depois do Pentecostes, tudo foi contar aos seus amigos do Carmo, e os fez abra\u00e7ar o Evangelho de Jesus. E recolhendo as emocionadas palavras da Virgem, logo eles anunciaram por toda a parte as Palavras de Jesus, e a todos O ensinaram a amar e a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p>Ah, o Pentecostes&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas at\u00e9 chegar ao Pentecostes, muita \u00e1gua correu pelos arroios do Carmelo e pelos ribeiros da Galileia. Muitas vezes, muitos dias, as m\u00e3os de Maria lavaram o Menino, lhe enxugaram o corpinho e a cara, e lhe pentearam o cabelo. Muitas vezes, muitos dias, preparou umas lentilhas para Jos\u00e9, e umas papas de milho para o catraio. Muitas vezes, muitos dias, as m\u00e3os de Maria brincaram com o Menino, e fizeram por se enganar, para que sempre ganhasse Deus! Muitas vezes, muitos dias, as m\u00e3os de Maria se achegaram por detr\u00e1s e lhe taparam os olhos, e ele, que tamb\u00e9m era Deus, sempre descobria que aquelas eram as m\u00e3os da m\u00e3e! Muitas vezes, muitos dias, as m\u00e3os de Maria deram gl\u00f3ria a Deus, e enquanto pespontavam um <em>caturno<\/em>, simultaneamente, liberava ela, pela sua ora\u00e7\u00e3o, uma montanha de pecadores! Muitas vezes, muitos dias, as m\u00e3os de Maria atravessaram as nuvens at\u00e9 chegarem a acariciar o rosto do Pai e depois baixavam e secavam l\u00e1grimas e rostos de pobres!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3.<\/strong> Pela volta dos doze o Menino estava feito um homem. Nessa P\u00e1scoa foram ambos os tr\u00eas e regressaram os tr\u00eas ambos. Segundo parece, vinham iguais, mas n\u00e3o inteiramente iguais. Como veremos. Por mais de uma vez, Jos\u00e9 e Maria haviam-lhe explicado que Jerusal\u00e9m era maior que Nazar\u00e9 umas duzentas vezes. Falaram-lhe do templo e dos seus rituais. E Jesus escutava como se nada soubesse. Ao se achegarem a Jerusal\u00e9m, verificaram que cidade misturava o religioso com o profano, o com\u00e9rcio com especula\u00e7\u00e3o e a fraude. \u00c0 chegada, antes de tudo, foram ao templo. Maria entrou e ficou-se pelo \u00e1trio das mulheres, a rezar em aut\u00eantica oferenda: Aquela que trouxera Deus ao mundo, e no-lo dera em Bel\u00e9m, agora, em Jerusal\u00e9m, oferecia o seu menino a Deus, como Salvador de todos os homens e mulheres! E Deus aceitou a sua ora\u00e7\u00e3o e a sua oferta! E por fim, depois da festa, houve uma tarde em que Maria e Jos\u00e9 se perderam de Deus, que no templo ficara por decis\u00e3o inteiramente pr\u00f3pria, e ali O voltaram a encontrar respondendo \u00e0s perguntas dos severos doutores da Lei!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.<\/strong> Por fim, Deus, a M\u00e3e de Deus e Jos\u00e9 regressaram ao casebre de Nazar\u00e9, e ali, sujeito a eles, foi Ele crescendo como homem, em estatura e em gra\u00e7a! Sempre sem o dizer a algu\u00e9m, Maria continuava a ser M\u00e3e de Deus e Rainha dos Anjos, passajando roupa, buscando \u00e1gua \u00e0 fonte, cozinhando e varrendo a casa. E servindo a Deus com suas m\u00e3os, com todo o seu cora\u00e7\u00e3o, com toda a sua alma, com todo o seu entendimento. Tudo, tudo, tudo para O louvar, O bendizer, O adorar ali presente em casa, guardando tudo que era Dele, no seu cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e!<\/p>\n\n\n\n<p>Por trinta anos a mulher do carpinteiro tratou de ocultar \u00e0s suas amigas ser a M\u00e3e de Deus e Rainha dos c\u00e9us e da terra! Trinta anos sem dizer nada, ela que beijava a Deus antes de Ele dormir, que rezava a Deus ali dormido do outro lado da cortina, comendo da sua sopa de cebola, rindo das coisas simples da vida familiar, e martelando, por vezes, os dedos, e soltando um&#8230; <em>\u00abpor trinta camelos e nove coros de anjos!\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.<\/strong> Um dia Jesus saiu de casa para anunciar o Evangelho. A m\u00e3e fez-lhe a mochila sem uma palavra nem uma l\u00e1grima, visto que h\u00e1 anos sabia que um dia o filho se iria. E quando o filho se lhe foi, os ru\u00eddos da casa eram os de sempre, mas faltava-lhe Jesus. E n\u00e3o, ela n\u00e3o O travou nem impediu, mas deu-se conta que ficava na solid\u00e3o e que agora teria de rezar de outra maneira. Enfim, a ora\u00e7\u00e3o solit\u00e1ria de Maria come\u00e7ou muito mais cedo que Sexta-feira Santa e durou muito mais tempo \u2013 e sim, como sofria ela a aus\u00eancia de Jesus!<\/p>\n\n\n\n<p>Passados meses de aus\u00eancia, Jesus encontrou a m\u00e3e em Can\u00e1, num casamento. Maria estava ali para servir e fazer felizes os noivos; para lavar pratos e servir em tudo o mais que fosse necess\u00e1rio. Estava ali para se dar conta de que se o vinho come\u00e7a a faltar, seis imensas talhas de \u00e1gua fria n\u00e3o ajudam nada \u00e0 festa! Estava ali, enfim, para interceder pela alegria noivos junto do cora\u00e7\u00e3o de Jesus \u2013 <em>\u00abeles n\u00e3o t\u00eam vinho\u00bb<\/em>, disse-lhe na altura certa&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>E no fim da festa que durou oito dias, Maria volveu \u00e0 casa pequenina de Nazar\u00e9 que, sem Jesus, lhe parecia enorme como o templo de Jerusal\u00e9m, onde um dia o perdera&#8230; E olhava de roda e via no mesmo prego de sempre o mesmo serrote de Jos\u00e9, e no mesmo canto da casa a mesma cadeira de Jesus&#8230; E a esta hora uma coisa h\u00e1, que \u00e9 muito para espantar: a seu tempo, Jesus assegurara \u00e0 m\u00e3e que lhe concederia a vida eterna, mas nem por um momento decidiu fazer-lhe um pequeno ba\u00fa e deixar-lho cheio de moedas para que ela sobrevivesse quando sem ele! N\u00e3o, a m\u00e3e s\u00f3, a m\u00e3e da ora\u00e7\u00e3o e da solid\u00e3o, se quis comer, teve de trabalhar, ou como se diz em alguns lugares: <em>teve de ir rezando e com o ma\u00e7o dando<\/em>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dia Jesus regressou a Nazar\u00e9; e quem encontrou \u00e0 porta da casa? \u2013 A m\u00e3e! A m\u00e3e que logo o abra\u00e7ou e lhe lavou os p\u00e9s e, depois, apressada, tirou do arm\u00e1rio que Jos\u00e9 um dia lhe fizera a melhor malga de madeira, para lhe servir um caldinho consolador, como s\u00f3 ela lhe sabia fazer! E enquanto Ele comia, ela, de colher no ar, mirava-lhe a cabe\u00e7a, o cabelo lindo, a linha das sobrancelhas, os l\u00e1bios, a pele tisnada pelo sol, o corpo emagrecido. Andava descuidado e maltratado o seu Jesus\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>O outro dia era s\u00e1bado e Jesus foi \u00e0 sinagoga; a m\u00e3e, n\u00e3o. Curiosa ela n\u00e3o era e, naquela hora, mais houve de dar-se ao recato. Aconteceu, pouco depois, que tr\u00eas mulheres lhe correram para a porta a fim de avis\u00e1-la que os homens da sinagoga, tanto parentes como conhecidos, tinham decido matar-lhe o filho, atirando-o por um despenhadeiro abaixo! Saindo logo ao terreiro, dali, impotente, assistiu \u00e0 cena: a turbamulta empurrava o seu Jesus com murros, amea\u00e7as e improp\u00e9rios. E o doce cora\u00e7\u00e3o da m\u00e3e, em tumulto, batia forte, fortemente; e ali, naquele momento de afli\u00e7\u00e3o, ela n\u00e3o soube o que rezar! Chegados, por\u00e9m, ao despenhadeiro, sem esfor\u00e7o, Jesus como que abriu caminho por entre a impenitente testosterona do gentio barbado, e sem se virar, nem se despedir de algu\u00e9m, seguiu o caminho do mar e n\u00e3o mais voltou!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6.<\/strong> E Maria continuou s\u00f3, de porta aberta para quem quisesse entrar! Vir\u00e3o muitos meninos aprender dela a catequese e a ora\u00e7\u00e3o, a ouvi-la falar de falas de anjos, da bondade e da miseric\u00f3rdia de Deus, de Jahv\u00e9, do Pai, de eternidade, da alian\u00e7a, da f\u00e9 e confian\u00e7a em Deus. Mas sem nunca, nunca, revelar que o seu filho era Deus!<\/p>\n\n\n\n<p>Dali a nada Sexta-feira Santa foi. Dali a nada, ela que tivera o menino Jesus nos bra\u00e7os, recebeu no seu rega\u00e7o a Cristo morto! E as m\u00e3os de Maria que sempre O tinham servido e cuidado, trataram de Lhe limpar o rosto sujo, as macera\u00e7\u00f5es, o corpo frio e cheio de contus\u00f5es, rasg\u00f5es e borbotos de sangue&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Eis de novo a M\u00e3e s\u00f3, ela que aprendera a viver s\u00f3, para que tiv\u00e9ssemos a Deus por inteiro! Eis a M\u00e3e sem palavras, a M\u00e3e sem ora\u00e7\u00f5es, a M\u00e3e sem voz, a M\u00e3e das l\u00e1grimas, com o seu filho amado, com o seu Deus adorado no colo; jazendo-lhe morto! E a M\u00e3e n\u00e3o tem ali outra ora\u00e7\u00e3o, outro ui nem ai, sen\u00e3o a de estar s\u00f3&#8230; s\u00f3 com o corpo morto de Jesus, junto \u00e0 cruz! S\u00f3. S\u00f3 ela s\u00f3 e Jesus, e uma r\u00e9stea de esperan\u00e7a! S\u00f3 ela s\u00f3 e aquele calado peito que ela tantas vezes beijara. E aquelas formosas m\u00e3os que ela lavou, aquelas m\u00e3os benditas que multiplicaram p\u00e3es e peixes, que trabalharam e curaram tanta gente. Ai, aquelas m\u00e3os que na Noite Santa tinham aben\u00e7oado o p\u00e3o e o vinho e no-los deram como seu Corpo e Sangue verdadeiros! Ela as viu. E ela as beijou. E agora restava s\u00f3, ela s\u00f3, com a esperan\u00e7a de que&#8230; de que passados tr\u00eas dias&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ah, como \u00e9 dif\u00edcil para ti, Maria, alimentares a ora\u00e7\u00e3o em tal noite escura, apenas com o pequenino p\u00e3o \u00e1zimo da esperan\u00e7a! Como foi dif\u00edcil acompanhares o teu filho \u00e0 sepultura e ver que Pedro fugira, te abandonara, O abandonara. E todos os demais por igual. Como foi dif\u00edcil regressares \u00e0 sala de cima do Cen\u00e1culo onde, assustados, macamb\u00fazios e culposos, se haviam refugiado os disc\u00edpulos do teu filho! Com encar\u00e1-los sem lhes querer mal? \u2013 Rezando, rezando e perdoando-os, e confiando que as horas passariam, e em passando, trariam risos e c\u00e2nticos de aleluia, saltarican\u00e7os e abra\u00e7os! E ali, no breu, andavas tu, por l\u00e1 andarilhavas tu, noite e dia, limpando, asseando e rezando no segredo e na esperan\u00e7a do teu cora\u00e7\u00e3o, confortando-os com o teu sorriso esperante, com a tua ora\u00e7\u00e3o confiante \u2013 at\u00e9 que os tr\u00eas dias passaram!<\/p>\n\n\n\n<p>E tu que n\u00e3o tinhas sorrisos para sorrir, n\u00e3o sorrias, mas confiavas, acreditavas e esperavas pela P\u00e1scoa. Tu s\u00f3 tu, nunca Pedro, nem Madalena, nem os de Ema\u00fas. Por fim, ao terceiro dia n\u00e3o foram eles quem te saudaram e te desejaram uma P\u00e1scoa feliz, mas foste tu que na for\u00e7a da tua ora\u00e7\u00e3o, da tua uni\u00e3o a Jesus, os foste convencendo que a P\u00e1scoa estava a acontecer, a rebentar, a florir, que Jesus tinha ressuscitado e que, depois Dele, tamb\u00e9m n\u00f3s ressuscitar\u00edamos!<\/p>\n\n\n\n<p>E depois, antes que Jesus subisse ao c\u00e9u, tu que sempre serviste, serviste ainda uma \u00faltima refei\u00e7\u00e3o, feita de amor e carinho. Em p\u00f3s a refei\u00e7\u00e3o Ele deu gra\u00e7as, despediu-se de todos e subiu, aben\u00e7oando. Ent\u00e3o, at\u00f3nitos, torpes e atontados, os Ap\u00f3stolos ficaram a olhar para a nuvem, at\u00e9 que os chamaste \u00e0 raz\u00e3o, e assumindo-os como filhos queridos, tal como para ti sempre fora Jesus, com eles rezastes, como rezaste com Jesus, e os ajudastes com preces, salmos e c\u00e2nticos a aguardar a descida do Esp\u00edrito Santo!<\/p>\n\n\n\n<p>E como sempre fizeras, apenas cumprias o teu dever; e com a luz da tua ora\u00e7\u00e3o rasgavas caminhos no horizonte da Igreja!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD 1.&nbsp;&nbsp; Uma antiga e feliz tradi\u00e7\u00e3o da nossa Ordem [do Carmo] recorda-nos que a Virgem Maria, S\u00e3o Jos\u00e9 e o Menino costumavam subir, em fam\u00edlia, desde [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3836,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3835","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cursos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3835","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3835"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3835\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3837,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3835\/revisions\/3837"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3836"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3835"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}