{"id":3733,"date":"2024-03-31T03:12:00","date_gmt":"2024-03-31T03:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=3733"},"modified":"2024-03-27T14:12:47","modified_gmt":"2024-03-27T14:12:47","slug":"escuta-israel-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/escuta-israel-3\/","title":{"rendered":"\u00abEscuta, Israel!\u00bb"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Selec\u00e7\u00e3o de textos b\u00edblicos por Armindo Vaz, OCD<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">George Steiner, judeu, escritor, cr\u00edtico liter\u00e1rio, estudioso da literatura e da hist\u00f3ria das ideias, professor em v\u00e1rias universidades. Nascido em Paris, falecido aos 90 anos em Cambridge, Reino Unido, em Fevereiro de 2020, remata assim o artigo \u00abUma esp\u00e9cie de sobrevivente\u00bb, escrito em 1965, publicado depois no livro Linguagem e sil\u00eancio: Ensaios sobre a literatura, a linguagem e o inumano:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00abN\u00e3o sou capaz de aceitar a ideia de ir viver para Israel. O Estado de Israel \u00e9, em certo sentido, um triste milagre. O programa sionista de Herzl \u00e9 portador das marcas evidentes do nacionalismo ascendente dos finais do s\u00e9c. XIX. Nascido da inumanidade e sob o signo do massacre iminente, Israel crispou-se como um punho cerrado. N\u00e3o h\u00e1 sentimento nacional mais tenso do que o alimentado por um israelita. Assim tem de ser, se a estreita faixa de terra que \u00e9 a sua p\u00e1tria quiser sobreviver \u00e0 alcateia que amea\u00e7a as suas fronteiras. O chauvinismo torna-se quase uma necessidade vital. Mas, ainda que a for\u00e7a de Israel cale fundo na consci\u00eancia de cada judeu, ainda que a sobreviv\u00eancia do povo judeu possa depender de Israel, o Estado-na\u00e7\u00e3o em armas continua a ser uma rel\u00edquia amarga, um absurdo num s\u00e9culo em que seres humanos demasiado numerosos se apinham e atropelam\u2026 Por isso, h\u00e1 uns quantos que entendem ficar ao frio, fora do santu\u00e1rio do nacionalismo \u2013 embora este acabe por ser tamb\u00e9m o seu\u2026 Se, um dia, os meus filhos vierem a ler estas linhas e a boa sorte quiser que o fa\u00e7am em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, tudo isto talvez lhes pare\u00e7a t\u00e3o remoto como \u00e9 j\u00e1 hoje para um grande n\u00famero dos meus contempor\u00e2neos. Se as coisas se deteriorarem, talvez possam ajud\u00e1-los a recordar que j\u00e1 noutras circunst\u00e2ncias a estupidez e a barb\u00e1rie os escolheram como alvos. \u00c9 a sua heran\u00e7a. Mais antiga, mais inalien\u00e1vel do que qualquer carta de nobreza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Selec\u00e7\u00e3o de textos b\u00edblicos por Armindo Vaz, OCD George Steiner, judeu, escritor, cr\u00edtico liter\u00e1rio, estudioso da literatura e da hist\u00f3ria das ideias, professor em v\u00e1rias universidades. Nascido em Paris, falecido [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3717,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3733","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3733"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3734,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3733\/revisions\/3734"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3717"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}