{"id":3703,"date":"2024-02-29T02:21:00","date_gmt":"2024-02-29T02:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=3703"},"modified":"2024-02-27T15:50:43","modified_gmt":"2024-02-27T15:50:43","slug":"porem-deus-nao-poupou-o-seu-proprio-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/porem-deus-nao-poupou-o-seu-proprio-filho\/","title":{"rendered":"Por\u00e9m, Deus n\u00e3o poupou o Seu pr\u00f3prio Filho!"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Frei Jo\u00e3o Costa, OCD<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1.<\/strong>&nbsp; O relato do sacrif\u00edcio de Isaac (G\u00e9nesis 22:1-18) \u00e9 muito estranho, embora, talvez, melhor dev\u00eassemos dizer: verdadeiramente, ou simplesmente, aterrador. \u00c9 t\u00e3o estranho \u2013 digo, t\u00e3o aterrador \u2013 que n\u00e3o sei como ningu\u00e9m sai porta fora da igreja ao escut\u00e1-lo na liturgia dominical!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Op\u00e7\u00e3o a considerar \u00e9 que ningu\u00e9m o escuta, por isso ningu\u00e9m sai! Ou ent\u00e3o, temos todos uma f\u00e9 da estaleca da do pai Abra\u00e3o!)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 que Deus mandou a Abra\u00e3o que degolasse e lhe oferecesse em holocausto (!) a Isaac, \u00abseu filho \u00fanico\u00bb? \u2013 Incompreens\u00edvel!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2.<\/strong> Creio que devemos puxar um pouco a fita atr\u00e1s, para melhor percebermos (ou mais estarrecermos) com tal pedido ou ordem de Deus.&nbsp; Vejamos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a7&nbsp;&nbsp;&nbsp; Durante longos anos, Abra\u00e3o fora homem a caminho com Deus; a caminho quer dizer amigo, pois dois inimigos n\u00e3o caminham juntos. T\u00e3o profunda amizade acabou transformando o seu cora\u00e7\u00e3o ao ponto de merecer ser acolhedor da promessa de Deus \u2013 e que promessa! Isto \u00e9, aprendeu \u00e0 sua custa que, quem se decide a viver com e para Deus, ver\u00e1 que o Senhor cumpre o que promete \u2013 o que \u00e9 muito mais que tudo o que uma mente humana possa imaginar ou possa ansiar&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a7&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quando j\u00e1 n\u00e3o era novo, e sendo j\u00e1 bem maduro na f\u00e9, Deus estabeleceu alian\u00e7a com Abra\u00e3o; e, em consequ\u00eancia, vinculou-se a ele, prometendo-lhe uma descend\u00eancia t\u00e3o numerosa como as estrelas do c\u00e9u, como as areias das praias do mar!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a7&nbsp;&nbsp;&nbsp; O certo \u00e9 que longos anos passaram por Abra\u00e3o \u2013 e o mesmo se diga por sua mulher, Sara \u2013 e n\u00e3o lhes nascia o filho&#8230; Falharia Deus em sua promessa? Poder\u00e1 Deus falhar ao que seja, mesmo a um amigo?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a7&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o, Deus n\u00e3o falha nunca e tamb\u00e9m n\u00e3o falhar\u00e1 da primeira vez. Ali\u00e1s, contra todas as apar\u00eancias e expectativas, o cora\u00e7\u00e3o de Abra\u00e3o sabe \u2013 e ensina-nos a n\u00f3s, seus filhos, a saber \u2013 que <em>\u00abDeus est\u00e1 sempre a nosso favor\u00bb<\/em> (Romanos 8:31); e se Deus est\u00e1 a nosso favor, quem estar\u00e1 contra n\u00f3s que nos possa dividir ou vencer? Ningu\u00e9m. Ningu\u00e9m, jamais!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a7&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quando, por fim, lhes nasceu um filho \u2013 Isaac \u2013 Sara, a m\u00e3e, tinha 91 anos (e Abra\u00e3o, 100!).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a7&nbsp;&nbsp;&nbsp; Entretanto, o menino crescia saud\u00e1vel, vigoroso e robusto, que dava gosto! Na sua fresca alegria e jovialidade era a luz dos olhos do velho pai Abra\u00e3o que, vendo crescer mais e mais os seus rebanhos e aumentar a sua prosperidade, j\u00e1 n\u00e3o mais se lamentava por v\u00ea-los ir parar a m\u00e3os de estranhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3.&nbsp; <\/strong>O nascimento e crescimento de Isaac representa a certeza de que a Voz que promete esperan\u00e7as, rebanhos, terras e descend\u00eancia numerosa, cumpria o que prometia e o selava com alian\u00e7a. Desde o in\u00edcio, por iniciativa e promessa suas, Deus cumpre, n\u00e3o falha! N\u00e3o falhou, n\u00e3o falhar\u00e1!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4.<\/strong>&nbsp; Um dia, por\u00e9m, aquela mesma Voz-fonte-de-esperan\u00e7a ordenou a Abra\u00e3o que lhe sacrificasse a luz da sua esperan\u00e7a \u2013 que matasse o menino e Lho oferecesse morto!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas que ordem tremenda! Poderia l\u00e1 ser!&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas quem, ontem ou hoje, poder\u00e1 aceitar que Deus lhe diga: \u00abOferece-me o que tens de melhor \u2013 o teu filho Isaac \u2013 em sacrif\u00edcio?\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o, hoje n\u00e3o compreendemos tal; Abra\u00e3o, por\u00e9m, sentiu-o assim, sentiu que era para obedecer e obedeceu, e cumprindo e completando todas as tarefas \u2013 com uma longa peregrina\u00e7\u00e3o pelo meio \u2013 at\u00e9 chegar o momento \u00e1lgido de erguer o cutelo sobre o pesco\u00e7o do filho!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Incompreens\u00edvel, apesar de que exista, para n\u00f3s, uma vantagem sobre Abra\u00e3o: hoje sabemos que aquilo era um teste \u00e0 sua fidelidade \u2013 Deus quis apenas prov\u00e1-lo&#8230; (cfr G\u00e9nesis 22:1); E com que prova! Abra\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o sabia nada disso e disp\u00f4s-se a matar a luz dos seus olhos, a prova da promessa do Amigo e da sua esperan\u00e7a em Deus!)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5.<\/strong>&nbsp; Aqui chegados, estarrecemos mais uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Perante a f\u00e9 e fidelidade de Abra\u00e3o a Deus, a nossa f\u00e9 tremelica ainda hoje. E, tremendo, colocamos v\u00e1rias hip\u00f3teses (para n\u00f3s, incompreens\u00edveis todas, embora alguma mais am\u00e1vel que outra):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a7&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para uns (Kant \u00e0 frente) \u00e9 inaceit\u00e1vel que Deus desse aquela ordem a Abra\u00e3o. Para estes, quando muito ter-se-ia dado uma alucina\u00e7\u00e3o diab\u00f3lica, sim; pois Deus jamais falaria assim. Abra\u00e3o teria sido enganado por ela, portanto, pois Deus jamais pode enganar o homem;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a7&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para outros (com Kierkegaard por capit\u00e3o), s\u00f3 Deus verdadeiro pode pedir-nos (no caso em apre\u00e7o, a Abra\u00e3o) que sacrifiquemos o que mais amamos. Tal pedido, \u00e9 certo, \u00e9 uma enormidade, por isso mesmo, \u00e9 que s\u00f3 Deus, o \u00fanico capaz de sair da norma, pode formul\u00e1-lo. Por sua vez, a obedi\u00eancia de Abra\u00e3o, sendo terr\u00edvel, revela uma f\u00e9 total e uma confian\u00e7a absoluta em Deus;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a7&nbsp;&nbsp;&nbsp; ou seja, Abra\u00e3o reconheceu, sim, ser aquela a voz de Deus. Sim, Abra\u00e3o n\u00e3o teve d\u00favida alguma que era o Amigo quem lhe falava. E sabe tamb\u00e9m que a realiza\u00e7\u00e3o das promessas de Deus depende inteiramente do poder de Deus, e da nossa confian\u00e7a deposta Nele! E por isso age.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E n\u00e3o, tamb\u00e9m a f\u00e9 de Abra\u00e3o n\u00e3o \u00e9 normal \u2013 por isso, o pai est\u00e1 \u00e0 altura de Deus, pois tudo nele foge a todos os esquemas e medidas que possamos inventar e seguir. Uma f\u00e9 assim \u2013 <em>enorminha<\/em>, diz-se em alguns lugares! \u2013 prescinde de caprichos pessoais, de todas as medidas ou c\u00e1lculos humanos, de toda a l\u00f3gica racional; e confia. Quem agora assim actua s\u00f3 o pode fazer por ter sido antes tocado e confirmado por Deus; s\u00f3 pode ser algu\u00e9m que com Ele muito andou, com Ele muito lutou \u2013 com Ele e consigo mesmo! \u2013 at\u00e9 haver tocado a f\u00edmbria do mist\u00e9rio mais profundo \u2013 o de Deus! \u00c9 \u00f3bvio que Abra\u00e3o n\u00e3o entendeu (nem podia entender) o que Deus lhe pedia \u2013 apenas que era Deus quem lho pedia&#8230; E por isso se disp\u00f4s a cumprir o que pedido lhe era, mesmo sem compreender. Nunca tal antes se ouvira; nem da parte de Deus, nem da da humanidade representada em Abra\u00e3o, que acreditou que a promessa de Deus n\u00e3o podia falhar, e n\u00e3o falharia, nem falhar\u00e1. Bendita f\u00e9 de Abra\u00e3o que acreditava que o poder de Deus poderia (e ainda pode) fazer renascer das cinzas o seu filho imolado! Ali\u00e1s, se do seio morto de Sara \u2013 n\u00e3o tinha ela 91 anos quando deu \u00e0 luz? \u2013, Deus fizera nascer Isaac, como n\u00e3o poderia, agora, faz\u00ea-lo ressuscitar do p\u00f3 dos mortos?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>6.<\/strong>&nbsp; Abre, agora, os olhos, leitor, leitora, e v\u00ea: j\u00e1 Abra\u00e3o ata as m\u00e3os do menino e, manso, coloca o filho sobre a lenha do sacrif\u00edcio! E logo toma e ergue o cutelo&#8230; e&#8230; e ouve-se a Voz <em>\u2013 \u00abAbra\u00e3o! Abra\u00e3o! N\u00e3o des\u00e7as a m\u00e3o sobre o menino! Eu vi que tu respeitas a Deus, pois n\u00e3o me negaste o teu filho \u00fanico!\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bendito seja Deus!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E vendo n\u00f3s, hoje, homens e mulheres do s\u00e9c. XXI, que o pai j\u00e1 desata os n\u00f3s da corda que prendem o filho, digamos: \u2013 Tu, por\u00e9m, Pai Eterno, n\u00e3o perdoaste a vida do teu Filho Amado, o teu Filho \u00danico \u2013 Jesus!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gl\u00f3ria a ti!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gl\u00f3ria a ti, honra e louvar a ti, que pelo sacrif\u00edcio de Jesus nos salvaste!&nbsp; Sim, Tu entregaste Jesus \u00e0 morte para, atrav\u00e9s do Seu sangue, nos livrares da escravatura do pecado e da morte!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gl\u00f3ria a ti, a quem n\u00e3o agrada a morte dos teus fi\u00e9is!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gl\u00f3ria a ti, que em todas as eras nos tens poupado e que, na plenitude dos tempos, por nossa causa, n\u00e3o poupastes o teu Filho!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gl\u00f3ria a ti!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>7.<\/strong>&nbsp; Aceita, Senhor, os nossos hinos de louvor e honra, e dize aos nossos cora\u00e7\u00f5es cansados e perturbados aquelas coisas, grandes e pequenas, que pedes sejam sacrificadas (e que ainda n\u00e3o estamos dispostos a faz\u00ea-lo). Fala, Senhor, e dize; fala-me, ainda que sejam palavras duras de ouvir (e s\u00ea-lo-\u00e3o); fala at\u00e9 que meu duro cora\u00e7\u00e3o te oi\u00e7a. Fala at\u00e9 que de mim te contentes por eu te responder: \u00abAqui estou\u00bb (G\u00e9nesis 22:1).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD 1.&nbsp; O relato do sacrif\u00edcio de Isaac (G\u00e9nesis 22:1-18) \u00e9 muito estranho, embora, talvez, melhor dev\u00eassemos dizer: verdadeiramente, ou simplesmente, aterrador. \u00c9 t\u00e3o estranho \u2013 digo, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3682,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3703","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3703","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3703"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3703\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3704,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3703\/revisions\/3704"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3682"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}