{"id":3668,"date":"2024-01-31T03:58:00","date_gmt":"2024-01-31T03:58:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=3668"},"modified":"2024-01-29T17:59:00","modified_gmt":"2024-01-29T17:59:00","slug":"se-um-cai-outro-se-levanta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/se-um-cai-outro-se-levanta\/","title":{"rendered":"Se um cai, outro se levanta"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1.<\/strong>&nbsp; O texto de Marcos 1:14-20 regista o in\u00edcio da miss\u00e3o de Jesus; diz-se ali: <em>\u00abDepois de Jo\u00e3o<\/em> [Baptista] <em>ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e come\u00e7ou a proclamar o Evangelho de Deus\u00bb<\/em>. Obviamente esta declara\u00e7\u00e3o tem mesmo de ser levada em conta, porque ainda hoje a regra entre n\u00f3s \u00e9 aquela que sucedeu na matriz: no cair de um, outro se levanta; pois quando tombou o arauto, a Palavra se ergueu para se fazer ouvir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2.&nbsp; <\/strong>Sem querer desviar-me desta sinaliza\u00e7\u00e3o do Evangelho de Marcos dou um salto, assim ele me seja permitido. \u00c9 que a queda de Jo\u00e3o \u2013 mandado encarcerar por Herodes, e logo depois decepado \u2013 e o pronto surgimento de Jesus que assim inicia a sua miss\u00e3o, fez-me lembrar o filme A Miss\u00e3o (Roland Joff\u00e9, 1986). Na verdade, talvez seja melhor recordar \u2013 mas nem deveria ser preciso, claro est\u00e1! \u2013 que o filme se inspira naquela viragem de p\u00e1gina evang\u00e9lica: do fim da miss\u00e3o de Jo\u00e3o para o in\u00edcio da de Jesus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vamos ao filme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se bem me lembro A Miss\u00e3o passa-se na bel\u00edssima regi\u00e3o da tribo dos Guaranis, cujas terras incluem as Cataratas do Igua\u00e7u \u2013 algures na tripartida fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Os minutos iniciais do filme s\u00e3o simplesmente terr\u00edveis, e ao mesmo tempo, fortemente esperan\u00e7adores. E s\u00e3o, talvez, a melhor s\u00edntese da caminhada da f\u00e9 crist\u00e3 pelos s\u00e9culos fora, seja qual seja a cultura, a conjuntura ou a latitude. Aos poucos segundos, por entre a folhagem de grandes plantas, percebemos um europeu em tronco nu, atado e serenamente deitado numa cruz de pau, apressadamente transportada por uma infanda chusma de \u00edndios, floresta fora. Ao chegarem ao termo daquela arremessam-na \u2013 e ao homem, um mission\u00e1rio jesu\u00edta sab\u00ea-lo-emos depois!&#8230; \u2013 a um lago sereno. Veremos, depois, a cruz descendo, primeiro, suavemente, depois, vertiginosamente, os r\u00e1pidos de um bra\u00e7o de rio, que mais se acelera at\u00e9 cair pelas cataratas e o mission\u00e1rio morrer m\u00e1rtir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos mais informa\u00e7\u00e3o sobre o filme, bastaria aquele punhado de segundos para mergulharmos a fundo na hist\u00f3ria que ele nos quer contar.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois da trag\u00e9dia, irromper\u00e1 a esperan\u00e7a. Aquela, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 apenas trag\u00e9dia, \u00e9 emula\u00e7\u00e3o do mart\u00edrio de Jesus, raz\u00e3o pela qual dali brotar\u00e1 uma fonte de vida&#8230; Isto \u00e9, t\u00e3o pronto a cruz se precipita na cascata, logo-logo avistamos tr\u00eas homens, tamb\u00e9m eles mission\u00e1rios, subindo a custo uma colina; e \u00e0 medida que mais sobem, mais crescem, e naquele mais crescer percebemos que est\u00e3o a chegar ao sagrado local do mart\u00edrio do primeiro, e que um deles vem para substituir o m\u00e1rtir. E \u00e9 aqui que eu digo que o filme se inspira naquela passagem de Marcos que nos informa que, tendo ca\u00eddo Jo\u00e3o, Jesus discerniu ter chegado a hora de come\u00e7ar e come\u00e7ou o seu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(S\u00f3 mais uma chamada de aten\u00e7\u00e3o para outro contraste, entretanto, ali evidenciado: um mission\u00e1rio cai, outro sobe; ora, e mais: se a cruz cai em vertigem cataratas abaixo, o novo mission\u00e1rio que se ergue, e adv\u00e9m, trepa mui dificultosamente e arriscadissimamente a alt\u00edssima parede da catarata levando-o \u00e0 presen\u00e7a dos mesmos \u00edndios que, ocultos na vegeta\u00e7\u00e3o, o recebem\u2026 com setas apontadas ao cora\u00e7\u00e3o!)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3.<\/strong>&nbsp; \u00c9 preciso ter-se no cora\u00e7\u00e3o uma dura pedra surda e cega para n\u00e3o se chorar com o filme. Ali\u00e1s, ainda hoje me surpreende aquele in\u00edcio que em poucos segundos nos sumariza o andar da hist\u00f3ria da nossa f\u00e9: cai Jo\u00e3o, ergue-se Jesus. Cai Jesus, caminham os Ap\u00f3stolos. Caem os Ap\u00f3stolos um a um, seguem-se os primeiros crist\u00e3os. E depois destes, uma segunda gera\u00e7\u00e3o. E depois desta, outra, e uma outra, e outra at\u00e9 n\u00f3s. Morre um santo aqui, algum nascer\u00e1 do outro lado da montanha. So\u00e7obra um modo de evangelizar, outro arrebita. Calam aqui uma voz, al\u00e9m irrompe outro arauto. Rompem-se uns odres, algures outros se cosem. Cai um mission\u00e1rio, outro se alevanta. E assim, sucessivamente, repetidamente, at\u00e9 ao fim da hist\u00f3ria. Sem parar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4.<\/strong>&nbsp; Volto ao filme: e n\u00e3o \u00e9 que aquele segundo mission\u00e1rio, ind\u00f3mito e corajoso, vem para o lugar onde morrera o primeiro?! E n\u00e3o \u00e9 que o jovem jesu\u00edta vindo do long\u00ednquo continente europeu, se apressa a subir o Igua\u00e7u \u2013 que fica noutra regi\u00e3o, noutra cultura, e com outras tradi\u00e7\u00f5es \u2013 para se entregar de cora\u00e7\u00e3o aos mesmos pobres \u00edndios que lhe haviam matado o <em>irm\u00e3o<\/em>?! E n\u00e3o vimos n\u00f3s que, logo-logo, tudo ele faz e fez para ser por aqueles bem acolhido \u2013 e foi! \u2013 ao ponto de chegar a ser quem os defender\u00e1 dos in\u00edquos exploradores europeus que, prontamente, lhes invadem os territ\u00f3rios para os tragar? (E j\u00e1 agora, eis a pergunta que vale o pr\u00e9mio para o milh\u00e3o: o que move ou faz, sen\u00e3o o amor, com que o segundo substitua o primeiro mission\u00e1rio? Como compreender que, em qualquer tempo ou era, em qualquer regi\u00e3o ou cultura, algu\u00e9m arrisque a pr\u00f3pria vida, se n\u00e3o f\u00f4r por amor \u2013 ali\u00e1s, do mesmo modo que Jesus fez?)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5.<\/strong>&nbsp; Amor, amor at\u00e9 ao fim, at\u00e9 dar a pele, at\u00e9 ao sangue totalmente entregue \u2013 tal \u00e9 a marca da Igreja de Jesus. Marca de ontem e marca de hoje, que ainda hoje e sempre, ela ser\u00e1 nossa, a ponto de jamais a dispensarmos ou deixarmos que no-la tirem. E enquanto nalgum cora\u00e7\u00e3o houver um amor assim, haver\u00e1 eternidade, haver\u00e1 Igreja, porque o Reino de Deus n\u00e3o suster\u00e1 a marcha, visto n\u00e3o poder jamais parar, porque o amor sempre est\u00e1 a caminho; e se n\u00e3o \u00e9 de uma forma, \u00e9 de outra. Se n\u00e3o aqui, ali.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim, tal como Jesus nos prometeu, o Reino de Deus prolongar-se-\u00e1 nos seus disc\u00edpulos, gera\u00e7\u00e3o em p\u00f3s gera\u00e7\u00e3o. \u00c9 por isso que enquanto houver amor, haver\u00e1 Igreja, haver\u00e1 p\u00e9s afeitos \u00e0s pedras do caminho, cora\u00e7\u00f5es a sofrer e a amar, bocas ardentes no falar e no testemunhar, m\u00e3os a aben\u00e7oar. Sim, haver\u00e1 Igreja at\u00e9 ao fim dos tempos; e se n\u00e3o f\u00f4r aqui ser\u00e1 al\u00e9m; e se n\u00e3o f\u00f4r al\u00e9m, ser\u00e1 ainda mais al\u00e9m \u2013 assim sempre foi, assim tem sido, e assim ser\u00e1. De facto, nos dois mil anos da nossa trilha, lugares houve ao longo da hist\u00f3ria em que a f\u00e9 crist\u00e3 foi outrora pujante e incandescente, e hoje \u00e9 ali t\u00e3o residual como uma sementinha: no Norte de \u00c1frica, por exemplo, e na Turquia (foi, ali\u00e1s, em Antiakia \u2013 outrora, a florescente Antioquia \u2013 que os disc\u00edpulos de Jesus receberam, pela primeira vez, o nome de <em>crist\u00e3os<\/em>, e j\u00e1 ningu\u00e9m l\u00e1 mora!&#8230;), e na mesma Terra de Jesus. Sim, o Cristianismo pode morrer aqui, aqui mesmo, nesta terra que n\u00f3s hoje amamos, pisamos e nos medra. Mas que morra aqui n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o desponte e flores\u00e7a acol\u00e1, visto que Jesus prometeu que ficaria connosco at\u00e9 ao fim, e ficar\u00e1. E est\u00e1. E continuar\u00e1 a chamar cora\u00e7\u00f5es para que se alevantem e v\u00e3o em nome Dele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>6.<\/strong>&nbsp; Como sei que assim ser\u00e1? Como \u00e9 que n\u00e3o tenho d\u00favidas? \u2013 Sei que assim ser\u00e1, sei que a Igreja \u00e9 eterna, porque al\u00e9m de humana ela \u00e9 tamb\u00e9m divina! Fora ela unicamente humana e so\u00e7obraria como o barro desfeito em p\u00f3, ou cairia, tal como no fim do ver\u00e3o cai o altaneiro pend\u00e3o do milho. Fora ela unicamente composta de homens e mulheres, e acabaria naturalmente so\u00e7obrando, ou v\u00edtima dela pr\u00f3pria (o mais certo!), ou indiferen\u00e7as, ou das tiranias e crueldades em que a hist\u00f3ria \u00e9 repetidamente engenhosa e f\u00e9rtil. Mas n\u00e3o, ela mant\u00e9m-se e manter-se-\u00e1, preferencialmente, se pequenina e humilde, mui apesar dos seus inimigos que, frequentemente, est\u00e3o medrando mais dentro dela pr\u00f3pria que l\u00e1 fora!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim, o garante da perenidade da Igreja n\u00e3o s\u00e3o os s\u00ednodos, nem os santos, nem a abund\u00e2ncia de voca\u00e7\u00f5es, nem os belos textos do magist\u00e9rio, nem tampouco a esperan\u00e7a de um futuro mais fiel, mas o fermento do Deus Vivo que est\u00e1 connosco apesar das nossas debilidades e fragilidades, das nossas torpezas, infidelidades e pecados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diz-se coloquialmente que cada gera\u00e7\u00e3o \u00e9 como cada qual; que nenhuma repete a anterior, nem \u00e9 igual \u00e0 seguinte. O certo \u00e9 que cada uma recebe o testemunho da anterior, com a responsabilidade de o entregar aceso \u00e0 seguinte. Custe o que custar, haveremos de o entregar aceso, sim! A tal movimento n\u00e3o poderemos jamais renunciar \u2013 por\u00e9m, dentro de duas ou tr\u00eas d\u00e9cadas, haver\u00e1 f\u00e9 aqui, onde agora vivo e rezo?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>7.<\/strong>&nbsp; Volto, por fim, ao fim do filme, que encerra com o mart\u00edrio do segundo mission\u00e1rio: irados e raivosos contra o humanismo e a f\u00e9 flamejantes na miss\u00e3o, circundam-na os feros conquistadores europeus e acabam incendiando-a apesar da leg\u00edtima, mas ingl\u00f3ria defesa que os Guaranis, entretanto, empreendem. Nada deter\u00e1 os cristian\u00edssimos europeus, se n\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o a cinzas da miss\u00e3o! Mas eis sen\u00e3o quando o segundo mission\u00e1rio que, como vimos, tamb\u00e9m cair\u00e1, enfrenta os ign\u00f3beis conquistadores. Saindo da miss\u00e3o ao encontro dos arcabuzes, vem rodeado de crian\u00e7as mansas e mulheres \u00edndias com meninos de peito. Nas m\u00e3os porta mansamente uma cust\u00f3dia sagrada com o Sant\u00edssimo Sacramento. E assim caminham juntos para o mart\u00edrio que, \u00f3bvio, suceder\u00e1, sob uma rude saraivada de fogo dos rifles europeus. Logo muitos meninos e mulheres tombam \u00e0 sua volta, at\u00e9 que tamb\u00e9m ele cai com uma bala no peito. E por sua vez, cai-lhe a cust\u00f3dia aos p\u00e9s, pelo que tamb\u00e9m Cristo morde o p\u00f3! Por\u00e9m, quando tudo parece perdido naquele ingl\u00f3rio abatimento, quando a humilha\u00e7\u00e3o de Cristo parece definitivamente consumada, eis que, sem medo, uma mulher guarani se agacha, toma a cust\u00f3dia em suas m\u00e3os jovens e, alevantando-se, segue em frente, emulando o gesto manso do mission\u00e1rio!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim, sim, tinha acabado de cair um manso portador de Cristo, mas prontamente outro \u2013 no caso, outra \u2013 se alevantara, porque o Reino de Deus n\u00e3o pode parar mesmo quando pare\u00e7a que cai o \u00faltimo dos seus fi\u00e9is servos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(N\u00d3TULA FINAL: Desde o in\u00edcio do filme todos sabemos que ele se constr\u00f3i sobre factos reais.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD 1.&nbsp; O texto de Marcos 1:14-20 regista o in\u00edcio da miss\u00e3o de Jesus; diz-se ali: \u00abDepois de Jo\u00e3o [Baptista] ter sido preso, Jesus partiu para a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3658,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3668","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3668","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3668"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3668\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3669,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3668\/revisions\/3669"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3658"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}