{"id":3258,"date":"2022-12-31T02:25:00","date_gmt":"2022-12-31T02:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=3258"},"modified":"2022-12-22T14:26:16","modified_gmt":"2022-12-22T14:26:16","slug":"figuras-do-meu-presepio-de-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/figuras-do-meu-presepio-de-2022\/","title":{"rendered":"Figuras do meu Pres\u00e9pio de 2022"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>1.&nbsp;&nbsp; Que me conste, e s\u00f3 me consta pela leitura do Evangelho, no primeiro Natal foram ao pres\u00e9pio \u2013 al\u00e9m de Jos\u00e9 e da M\u00e3e sempre virgem; e sem contar os magos \u2013 algumas personagens menores; a saber: os anjos cantores, e os pobres pastores. Tamb\u00e9m por l\u00e1 se encontravam o burrico de Jos\u00e9 e a vaquinha que n\u00e3o sei donde viera. \u00c9 bem poss\u00edvel que, naquela noite, e nos dias seguintes, os pastores tenham trazido, al\u00e9m de leite e queijo, alguma galinha poedeira, um cordeirinho e uma cabritita. E como, entretanto, pelo perto e pelo longe, a not\u00edcia se foi tornando falada e sabida, por certo que depois foram aparecendo alguns dos habitantes de Bel\u00e9m. Jos\u00e9 tamb\u00e9m tinha familiares por ali \u2013 pobres todos, claro! \u2013; e \u00e9 poss\u00edvel que, al\u00e9m dos curiosos que por todos os lados h\u00e1, tamb\u00e9m tenham vindo algum espi\u00e3o e algum estrangeiro indocumentado.<\/p>\n\n\n\n<p>2.&nbsp;&nbsp; Neste Natal vou fazer, mais uma vez, o meu pres\u00e9pio; e embora a manjedoria se encontre algo desencolatrada, n\u00e3o irei dar trabalho a Jos\u00e9. Eu pr\u00f3prio repararei o que for necess\u00e1rio, farei por alargar um pouco mais o espacinho no meu cora\u00e7\u00e3o, irei alimp\u00e1-lo pelo melhor que puder, renovar a palha, sarrasqueirar as teias de aranha, compor a cancela e chamar uma estrela maior. A nascente irei rasgar uma janela para arejar.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 e Maria \u00e9, \u00f3bvio, l\u00e1 estar\u00e3o \u2013 que eles s\u00e3o os pais; Maria, a descansar; Jos\u00e9, com o Menino ao colo, ora a sorrir, ora a chorar, e a chamar-lhe baixinho: <em>\u00abMeu Filho, meu querido Filho, e meu Salvador!\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O burrico por l\u00e1 pascer\u00e1 que, n\u00e3o tarda, a fam\u00edlia ter\u00e1 de fugir antes que prendam os pais e nos matem o Menino. Jos\u00e9 tamb\u00e9m descansar\u00e1 pouco, sonhar\u00e1 de quando em quando, e dormir\u00e1 aos sobressaltos, com um olho aberto e outro fechado. Maria n\u00e3o sei bem se dormir\u00e1, que al\u00e9m de si, tem de cuidar do Filho, amament\u00e1-l\u2019O, procurar perceber por que agora chora, e mais logo, e al\u00e9m, e depois; e, mais que por si, ter\u00e1 de olhar por Jos\u00e9. A mansa vaquinha continuar\u00e1 a n\u00e3o faltar, claro, e n\u00e3o sei bem com quem ficar\u00e1, quando, num repente, a fam\u00edlia tiver de fugir para o Egipto.&nbsp; Al\u00e9m da galinha haver\u00e1 tamb\u00e9m um galo, porque aquela gruta \u00e9 o novo jardim; e as cabritinhas s\u00e3o agora tr\u00eas \u2013 uma das quais, \u00e9 cabrito \u2013; e uma pomba, duas rolas, um casal de garnis\u00e9s, um de coelhos, um de patos, dois fais\u00f5es, duas galinholas, um pequeno bando de pardais que v\u00eam chilrear ao Menino, e uma col\u00f3nia de morcegos que j\u00e1 ali vivia antes do advento, completam o cen\u00e1rio. (Compreende-se facilmente por que peixes ali n\u00e3o haveria; mas uma cobra ou duas j\u00e1 eu n\u00e3o estranharia, n\u00e3o; tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 perus\u2026)<\/p>\n\n\n\n<p>3.&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m das habitu\u00e9s que concentram o olhar de ternura do nosso cora\u00e7\u00e3o, colocarei novas figuras, como sempre fa\u00e7o a cada ano; n\u00e3o, nunca \u00e9 um renovo, antes um desajeito de dizer que s\u00e3o os pobres e enjeitados quem continua a achegar-se, em primeiro, ao limiar do mist\u00e9rio, e a nele mergulhar antes de todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas s\u00e3o, pois, as (novas) figuras que l\u00e1 colocarei:<\/p>\n\n\n\n<p>4.&nbsp;&nbsp; Colocarei um casal de velhinhos, com sessenta anos de casados: Domingas e Fl\u00e1vio. Algures nos dias do pino do calor, tr\u00f4pegos, vieram sozinhos, pela fresca da manh\u00e3, ao Carmo \u2013 sozinhos, n\u00e3o, acompanhados por duas muletas cada um! \u2013 para celebrar as bodas de diamante do seu matrim\u00f3nio. T\u00eam filhos, mas n\u00e3o vieram os filhos; t\u00eam muitos netos, mas n\u00e3o vieram netos; t\u00eam uma abada de bisnetos, e nenhum veio: <em>\u00abSenhor Padre, disseram-me, temo-nos a n\u00f3s, e sorrimo-nos um para o outro como quando come\u00e7\u00e1mos em Luanda. E isso nos basta! A gente gosta-se, e a novidade tem mundo para andar. Que l\u2019havemos de fazer?\u00bb<\/em>. Nada, pois. Ficar\u00e3o no meu pres\u00e9pio em representa\u00e7\u00e3o de tantos velhos de m\u00e3os vazias e cora\u00e7\u00e3o cheio, a s\u00f3s vivendo, dialogando e sorrindo para as suas muletas. Outrora, noutros tempos, tiveram fartura de filhos, uma casa cheia de risos, de vida, de luz, sol e festa, e agora, de perda em perda, j\u00e1 nada t\u00eam. <em>\u00abQue, pois, l\u2019havemos de fazer, senhor Padre?\u00bb.<\/em> Nada. Deix\u00e1-los ir, que quem tem caminho pr\u2019andar, tem de continuar; mas v\u00f3s ficais no pres\u00e9pio junto do Menino Jesus.<\/p>\n\n\n\n<p>5. Nas redondezas daqueles velhotes ajuntarei uma velhinha pequenina e tagarela. No adro da igreja, disse-me ela, h\u00e1 dias, algo parecido ao que eles, noutro, me haviam dito: <em>\u00abSenhor Padre, ou\u00e7a-me, por favor! Gosto muito do Fradinho S\u00e3o Jo\u00e3o! Porque ele \u00e9 nosso, que tamb\u00e9m n\u00f3s, os pobres, merecemos ter algu\u00e9m por n\u00f3s! Saiba uma coisa: quando tenho de pedir algum milagre ao c\u00e9u, fa\u00e7o-o por ele e atrav\u00e9s dele. Venho aqui, olho para aquela m\u00e3o, e pe\u00e7o-lhe, mas pe\u00e7o-lhe a chorar!, que se de algo precisamos, tem de ser a chorar que se pede! E ele concede-mo!\u00bb<\/em>. Meu Deus, a quem assim confia no c\u00e9u, terei de p\u00f4-lo junto da manjedoira do Menino Jesus, porque ningu\u00e9m pode estar perto Dele e Dele ter medo!<\/p>\n\n\n\n<p>6. Para completar o naipe de velhos no pres\u00e9pio, ainda colocarei ali a Ilse Ascens\u00e3o; n\u00e3o \u00e9 portuguesa, mas casada com um. Confessei-a h\u00e1 dias. Apercebi-a preocupada com o futuro dos netos; melhor dito, com o que de melhor haveriam de legar aos netos. Como de todo em todo a n\u00e3o conhecia, balbuciei-lhe um entaramelado de atrapalha\u00e7\u00e3o que, pronto, ela clareou com uma pergunta:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u2013 Padre, quem \u00e9 o santo que est\u00e1 ali fora da igreja?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u2013 O Santo Fradinho; escorreito, lhe respondi.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u2013 Pois, isso li na base\u2026 Olhe, eu n\u00e3o sou muito de ligar a santos, mas surpreendeu-me o apelido, por ser tamb\u00e9m o meu! E os meus netos tamb\u00e9m s\u00e3o Ascens\u00e3o; e a minha curiosidade \u00e9 s\u00f3 esta: quais s\u00e3o as virtudes mais caracter\u00edsticas do Frei Jo\u00e3o d\u2019Ascens\u00e3o?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 assim que, de modo t\u00e3o singelo, no meu pres\u00e9pio esplendem, este ano, o amor a Nossa Senhora do Carmo, ao Escapul\u00e1rio e \u00e0 Igreja; ao Papa, \u00e0 penit\u00eancia e \u00e0 ora\u00e7\u00e3o; \u00e0 caridade, ao recolhimento e ao estudo, e a vontade firme de ser-se fiel a Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>7. Irei colocar alhures \u2013 n\u00e3o, n\u00e3o ter\u00e1, nem pode ter, lugar certo, antes perambular\u00e1 por ali \u2013 um atolambado qualquer que, um dia destes, qual inopinado furac\u00e3o, me irrompeu pela igreja: n\u00e3o houve porta que lhe fizesse frente, e a que lho fez, quase a deitou a baixo com uma cabe\u00e7ada. Felizmente era rija. Talvez estivesse descompensado, que agora muitas vezes o vejo, ajoelhado, sereno e calmo, em recolhimento e de m\u00e3os juntas, diante do Sant\u00edssimo Sacramento. Sim, irei posicionar junto das ovelhinhas mansas, este lobo que, desabrido, um dia me entrou de chancas e aos pinotes igreja acima, e depois virou sereno adorador de Jesus, em esp\u00edrito e verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>8. Colocarei ainda um peregrino com quatro cachec\u00f3is ao pesco\u00e7o. (Achegou-se-me aqui num dos mais calorentos dias \u00e1speros da covide e, acho, ainda o n\u00e3o pus a cirandar pelos caminhos do meu pres\u00e9pio). Disse-me que era peregrino, mas deveria ser exagero da parte dele, que os peregrinos s\u00f3 se sobrecarregam com o essencial. E ademais ele mais se parecia a um fundibul\u00e1rio a cheirar a cerveja que a um peregrino. Disse-me que era polaco, mas os cachec\u00f3is \u2013 todos desportivos \u2013 eram de clubes alem\u00e3es. Era peregrino, mas ficou seis horas a rezar no fresco da igreja. Ora quem reza ou dorme seis horas seguidas numa igreja, certamente que aceitar\u00e1 ficar no pres\u00e9pio quantos dias e noites seja necess\u00e1rio, com o intuito de dizer que se pelo caminho nos pomos a procurar, muito mais, apressado, Deus vem pelo mesmo, para nos achar.<\/p>\n\n\n\n<p>9.&nbsp; E vou colocar um brasileiro, moreno e vestido de t-shirt branca, e de havaianas no dedo, em pleno dil\u00favio invernio; chegou a Portugal no p\u00f3s-covide, a fim de ganhar a vida; mas gosta mais de ajoelhar e rezar os sete diferentes ter\u00e7os (ou, ao menos, foi o que me disse) que aprendeu.&nbsp; Ora, trabalho \u00e9 trabalho, e ora\u00e7\u00e3o, ora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se podem trocar os tempos. Nem os modos. Ou n\u00e3o sei de que p\u00e3o possa vir a viver. Se, por\u00e9m, enquanto se trabalha, se pode andar com o pensamento em Deus, j\u00e1 n\u00e3o se pode trabalhar na hora de rezar. A este brasileiro de estranha bigoda\u00e7a grande como um turco vou coloc\u00e1-lo no meu pres\u00e9pio porque ele \u00e9, para mim, s\u00edmbolo dos buscadores de Deus em tempo e lugar errados; claro que Deus nunca est\u00e1 errado em lugar algum, j\u00e1 que est\u00e1 em toda a parte; mas em toda a parte, at\u00e9 no Brasil, Ele tamb\u00e9m merece ser achado e adorado, depois de lavarmos as m\u00e3os e os p\u00e9s, em p\u00f3s o justo cansa\u00e7o e o justo suor do trabalho di\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>10. Quase no fim irei colocar a Alice do Carmo \u2013 do Carmo, porque a av\u00f3 \u00e9 Carminho, aqui foi ela baptizada, aqui casou, e aqui baptizou e casou as tr\u00eas filhas. Alice, \u00e9 \u00f3bvio, segue-as. Quando em reuni\u00e3o para preparar o baptismo, ela que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 beb\u00e9, tratou de se escapulir do colo do pai logo que p\u00f4de, porque tinha visto sobre uma mesinha uma bela imagem do Menino Jesus deitado sobre uma almofadinha, de bra\u00e7os estendidos a pedir-lhe colo. Logo a pedir colo, meu Deus\u2026. Apercebendo-se do singelo gesto do Menino, a Alice do Carmo quis, de imediato, pegar nele, e come\u00e7ou a embal\u00e1-lo e a cobri-lo de beijos. Logo ali todos nos enternecemos e sorrimos, claro. O pior foi no fim; na hora de despedida n\u00e3o houve quem pudesse desgrudar-lhe o Menino dos bra\u00e7os, porque ela O defendia com n\u00e3os e gritinhos, l\u00e1grimas e beicinhos: \u2013 <em>\u00ab\u00c9 meu! \u00c9 meu\u00bb<\/em>. Era dela, a \u00fanica que percebeu o Menino a precisar de colinho. E dela ficou, claro, e assim foi que mo roubou; um pio latroc\u00ednio, entenda-se. \u00c9, por\u00e9m, justo, que em chegando a hora de eu estrear o pres\u00e9pio ela mo venha devolver. Que n\u00e3o; inteiramente, isso n\u00e3o lhe pe\u00e7o. Apenas que mo traga; e para que tenha a certeza de que Ele \u00e9 todo dela e s\u00f3 dela \u2013 e assim o seja de por toda a vida! \u2013, ela que venha decidida a ficar no pres\u00e9pio, a embal\u00e1-lo e a cobri-lo de beijos, noite e dia, em nosso nome. Ah, e como ainda \u00e9 t\u00e3o pequenina, de certeza que pode dormir na manjedoira com Ele, debaixo da mesma mantinha.<\/p>\n\n\n\n<p>11. E junto da Alice do Carmo vou colocar o Ivo e a Eva, os \u00fanicos meninos que me fizeram desenhos de Natal para eu saudar, como conv\u00e9m, todos quantos \u00e0 nossa igreja v\u00eam durante esta quadra.<\/p>\n\n\n\n<p>12. Tamb\u00e9m ali vou colocar Francisco C., t\u00e3o manso como um menino de leite que, desde h\u00e1 longos anos, todos os dias, alegre vinha ao Carmo, sem se cansar, e bem at\u00e9 depois de contados os 90 anos. Prometera-o um dia \u00e0 Senhora da Capa Branca; e cumpriu o voto: irrepreens\u00edvel e pontual sempre aqui chegava antes do abrir di\u00e1rio da porta. E foi vindo, at\u00e9 cair de exaust\u00e3o, junto \u00e0 entrada da igreja, ro\u00eddo por um cancro. \u2013 Gosto de homens que cumprem a palavra, mesmo que, silencioso, um cancro os ande a devorar! \u2013 O senhor Francisco tamb\u00e9m entrar\u00e1 no meu pres\u00e9pio, sim, que quem daquela maneira t\u00e3o mansa e limpa quer entrar no c\u00e9u da terra, bem merece entrar no meu pres\u00e9pio, e dali subir ao c\u00e9u quando o Senhor o chamar. E sou eu que fico a ganhar.<\/p>\n\n\n\n<p>13. No passado dia 20 de Fevereiro deixaram-me aos p\u00e9s do Santo Fradinho do Carmo um anjo com uma asa quebrada, delicadamente enrolado numa bandeira da Ucr\u00e2nia. Recolhi aquele ex-voto quando, ao fim da tarde, me avisaram para tal. Confesso: a estranheza n\u00e3o me deixou reconhecer logo o alcance da profecia; ali\u00e1s, nem que se tratava de tal. Mas agora, sim. Agora, percebi-a. Dadas as evid\u00eancias. Por isso, a Ucr\u00e2nia e o anjo de asa partida v\u00e3o ficar no meu pres\u00e9pio deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>14. Todas figuras deste elenco merecem entrar no meu pres\u00e9pio instalado no velho cargueiro ging\u00e3o do meu cora\u00e7\u00e3o. Nele entrar\u00e3o, para desde ali beijar o cora\u00e7\u00e3o do Menino Jesus, enquanto dorme. Que a ningu\u00e9m dali Ele espantar\u00e1! Pode que nenhum delas tenha limpo as m\u00e3os, ou tomado banho no \u00faltimo m\u00eas. Mas todos s\u00e3o de cora\u00e7\u00e3o puro e s\u00e3o, como sol raiando, tr\u00e9mulo, por entre nevoeiro. Guarda-os, doce Menino Jesus do meu cora\u00e7\u00e3o, junto do bafinho da tua boca<\/p>\n\n\n\n<p>Amen. Amen.<\/p>\n\n\n\n<p>15. (O senhor Francisco C. criava patos e outros bicos, com o mesmo primeiro desvelo do Criador. S\u00e3o dele todos os que aparecem no in\u00edcio deste texto.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD 1.&nbsp;&nbsp; Que me conste, e s\u00f3 me consta pela leitura do Evangelho, no primeiro Natal foram ao pres\u00e9pio \u2013 al\u00e9m de Jos\u00e9 e da M\u00e3e sempre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3243,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3258","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3258","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3258"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3258\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3259,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3258\/revisions\/3259"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3243"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}