{"id":3254,"date":"2022-12-31T02:22:00","date_gmt":"2022-12-31T02:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=3254"},"modified":"2022-12-22T14:23:52","modified_gmt":"2022-12-22T14:23:52","slug":"o-poder-da-palavra-na-vida-apresentacao-da-obra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/o-poder-da-palavra-na-vida-apresentacao-da-obra\/","title":{"rendered":"O poder da Palavra na Vida: apresenta\u00e7\u00e3o da obra"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Jo\u00e3o Louren\u00e7o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 com muito gosto que deixo aqui para o <em>Boletim de Espiritualidade<\/em> uma palavra de apresenta\u00e7\u00e3o do livro do P. Armindo Vaz, ocd \u2013 <a href=\"https:\/\/carmelo.pt\/inicio\/483-o-poder-da-palavra-na-vida.html\"><em>O Poder da Palavra na Vida<\/em> <\/a>\u2013 obra que teve a sua g\u00e9nese no conjunto de reflex\u00f5es que o autor foi escrevendo aqui neste mesmo mens\u00e1rio ao longo de um per\u00edodo de tempo que vai de setembro de 2014 (1\u00ba n\u00famero do <em>Boletim<\/em>) a setembro de 2022. A escrita brilhante e profunda do P. Armindo Vaz, not\u00e1vel companheiro de atividades acad\u00e9micas e de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 Palavra de Deus, est\u00e1 bem documentada aqui, nesta obra que as Edi\u00e7\u00f5es Carmelo, em boa hora, tiveram a feliz ideia de reunir e editar em livro. Estas reflex\u00f5es que mensalmente o autor foi publicando no <em>Boletim de Espiritualidade <\/em>testemunham de forma plena aquela que \u00e9 a viv\u00eancia que o seu autor empresta \u00e0 for\u00e7a da Palavra de Deus que ele mesmo, ao longo de d\u00e9cadas, vem conferindo \u00e0 sua atividade docente e de orientador de retiros e encontros de espiritualidade. Para al\u00e9m do ensino cient\u00edfico e acad\u00e9mico que j\u00e1 tocou de forma direta muitos grupos de estudantes e de participantes em exerc\u00edcios espirituais e grupos de a\u00e7\u00e3o pastoral, as reflex\u00f5es agora aqui reunidas s\u00e3o um verdadeiro testemunho da paix\u00e3o e do encanto que o autor nutre pela Palavra de Deus e pelo servi\u00e7o do seu an\u00fancio. Por isso, queremos tamb\u00e9m felicitar as Edi\u00e7\u00f5es Carmelo pela iniciativa desta publica\u00e7\u00e3o, permitindo assim que as reflex\u00f5es aqui reunidas possam servir um p\u00fablico mais alargado e contribuir para a difus\u00e3o de uma verdadeira espiritualidade da Palavra.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta breve apresenta\u00e7\u00e3o que aqui deixo, desejo real\u00e7ar de forma direta dois t\u00f3picos: a pessoa do autor e alguns aspetos do conte\u00fado da obra.<\/p>\n\n\n\n<p>1\u00ba \u2013 a pessoa do autor: apesar de sobejamente conhecido, Armindo Vaz \u00e9 merecedor de uma palavra de felicita\u00e7\u00f5es e de agradecimento por tudo quanto tem feito em prol da Palavra de Deus, tanto como professor na Faculdade de Teologia da Universidade Cat\u00f3lica, \u00e0 qual tem dado ao longo de d\u00e9cadas, e continua a dar, o melhor do seu saber, do seu trabalho e da sua dedica\u00e7\u00e3o. Poder\u00edamos destacar nele algo semelhante \u00e0 paix\u00e3o de Jeremias acerca da Palavra (15,16: <em>a Tua Palavra era festa e alegria no meu cora\u00e7\u00e3o<\/em>). Armindo Vaz tem percorrido um itiner\u00e1rio de grande empenho e carinho pela Palavra, numa total entrega \u00e0 miss\u00e3o de desvendar e dar a conhecer a sua riqueza, desvendar as linguagens dessa mesma Palavra e, muitas vezes, fazer a descoberta de sentido, realizando a tarefa hermen\u00eautica que se esconde nas simb\u00f3licas e nas imagens da Escritura.<\/p>\n\n\n\n<p>2\u00ba \u2013 Acerca do conte\u00fado das reflex\u00f5es que fazem parte da obra que aqui apresentamos, apraz-me destacar alguns pontos, respigados dos respetivos t\u00f3picos que o Autor aborda.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de mais, partilho com os leitores uma pergunta que a mim mesmo me impus e que certamente muitos de v\u00f3s partilhais comigo: Que obra \u00e9 esta? N\u00e3o sendo uma obra de exegese b\u00edblica no sentido espec\u00edfico do termo nem um trabalho que se confine \u00e0 respetiva arte exeg\u00e9tica, este livro \u00e9 um comp\u00eandio de espiritualidade b\u00edblica, respigada dos mais belos textos da Escritura, sempre tratados com intensa profundidade, dimens\u00e3o vivencial e atualidade pastoral. Para al\u00e9m da sua matriz b\u00edblica, sente-se que estas reflex\u00f5es est\u00e3o envolvidas e marcadas pela sentida espiritualidade carmelitana, com a matriz de Santa Teresa de \u00c1vila, como \u00e9 pr\u00f3prio de um digno Filho da grande reformadora de \u00c1vila que deu nova vida \u00e0 Ordem do Carmelo. Lendo estas reflex\u00f5es, sentimos nelas o vigor do Carmelo, do Jardim dos profetas e arautos do monote\u00edsmo b\u00edblico e, \u00e0 semelhan\u00e7a de Elias e de Teresa d\u2019\u00c1vila, tudo aqui, no texto, respira o encanto da Palavra, a mesma que fez com que ao profeta Deus tivesse entregue as \u2018chaves da vida e da chuva\u2019 (<em>Carta de Santiago 5,17-18<\/em>), as duas grandes manifesta\u00e7\u00f5es do vigor da Palavra.<\/p>\n\n\n\n<p>No seu conjunto, s\u00e3o abordados temas em jeito de medita\u00e7\u00e3o que, por vezes, aparentam um ar de cr\u00f3nica de espiritualidade, mas sempre marcados pela oportunidade reflexiva, pelo convite \u00e0 interioriza\u00e7\u00e3o da Palavra, numa esp\u00e9cie de \u2018<em>refreshment<\/em>\u2019 espiritual de que tanto carecemos e que aqui podemos encontrar com abund\u00e2ncia, numa \u2018mesa da Palavra\u2019 que \u00e9 servida em linguagem de vida e de paix\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os textos, um conjunto de 67 reflex\u00f5es, est\u00e3o agrupados por proximidades tem\u00e1ticas e n\u00e3o por sequ\u00eancias cronol\u00f3gicas, podendo o leitor dar continuidade \u00e0s reflex\u00f5es que s\u00e3o apresentadas e, apesar da proximidade tem\u00e1tica de muitos, v\u00e1rios deles situam-se em anos diferentes e s\u00e3o, por isso mesmo, suscitados por motiva\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m diversas, quer pelo tempo quer pelas circunst\u00e2ncias sociais e eclesiais e at\u00e9 mesmo pol\u00edticas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma centralidade tem\u00e1tica em toda a obra e, tal como o t\u00edtulo o deixa entender, essa centralidade recai sobre a Palavra e \u00e9 \u00e0 volta da Palavra nas suas m\u00faltiplas dimens\u00f5es e funcionalidades que passa o eixo central da reflex\u00e3o levada a cabo pelo Autor. A versatilidade com que a Palavra \u00e9 aqui tratada mostra-nos que o P. Armindo Vaz \u00e9 um homem da Palavra, diria mesmo, um arauto da Palavra, fazendo desta o seu alimento discursivo e reflexivo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, apraz-me destacar algumas destas reflex\u00f5es, sem desvalorizar as demais ou minimizar a intensidade de todas. Destaco 3 ou 4:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>.Pp. 19-21 (n\u00ba 3), \u2018o Poder da Palavra\u2019, sobre as m\u00faltiplas fun\u00e7\u00f5es e val\u00eancias da palavra que, presentes na din\u00e2mica humana da comunica\u00e7\u00e3o, se alargam tamb\u00e9m \u00e0 Palavra revelada, tal como j\u00e1 o referia Paulo na sua <em>2\u00aa Carta a Tim\u00f3teo, 4<\/em>, 2, quando diz (\u201cPrega a palavra, a tempo e fora de tempo, repreende, corrige, exorta com toda a mansid\u00e3o e doutrina\u201d) ou, ainda, como j\u00e1 dissera Isa\u00edas (<em>Is 55,11<\/em>: \u201cassim acontece com a Palavra que sai da Minha boca; ela n\u00e3o volta a Mim sem ter produzido o seu efeito, sem ter dado os seus frutos\u201d). Ora, como diz Armindo Vaz, a for\u00e7a da palavra n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 no poder de fazer coisas, mas tamb\u00e9m, como acontece com a Palavra revelada, em \u2018gerar factos hist\u00f3ricos\u2019 (p. 20), enumerando uma s\u00e9rie de realidades hist\u00f3ricas que colhem a sua for\u00e7a na Palavra. \u00c9 esta for\u00e7a que nasce na paix\u00e3o da Palavra que os profetas testemunharam e que conhecemos tamb\u00e9m presente na pr\u00f3pria po\u00e9tica cl\u00e1ssica da Gr\u00e9cia e da Roma imperial. \u00c9 essa for\u00e7a da Palavra que ressoa nas exorta\u00e7\u00f5es de Jesus: \u2018n\u00e3o tenhais medo (Mt 14,27) ou nos imperativos a que recorre para renovar a vida daqueles a quem confere uma nova vida: \u2018<em>Talit\u00e1 kum<\/em>\u2019 (Mc 5, 41) e ainda \u2018<em>L\u00e1zaro, vem para fora<\/em>\u2019 (Jo 11,43).<\/p>\n\n\n\n<p>Avan\u00e7ando um pouco mais, tomo como refer\u00eancia um outro tema, de conte\u00fado bem apropriado ao tempo lit\u00fargico que estamos vivendo \u2013 o tempo de Natal: \u201c<em>A Virgem do sil\u00eancio e a Palavra<\/em>\u201d (pp. 61-63). Estamos em presen\u00e7a de um bel\u00edssimo texto que enquadra perfeitamente o mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o do Logos, da Palavra no contexto da revela\u00e7\u00e3o que celebramos nesta quadra lit\u00fargica. O Mensageiro da Palavra faz-se \u00edcone do Deus-Palavra que, na palavra ang\u00e9lica, como diz o autor, se faz Palavra encarnada no seio de Maria e assim entra plenamente na hist\u00f3ria da humanidade, na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, dando-se a conhecer no Verbo Encarnado. O di\u00e1logo entre o Anjo e Maria mostra-nos algo que \u00e9 fundamental \u00e0 nossa f\u00e9: \u2018A Deus nada \u00e9 imposs\u00edvel\u2019, porque a Sua palavra \u00e9 a express\u00e3o de toda a sua omnipot\u00eancia; ela traz em si toda a for\u00e7a do amor de Deus pelo Homem a quem quer salvar. Esta <em>Palavra condensa a din\u00e2mica do Am\u00e9n de Deus \u00e0 humanidade, <\/em>isto \u00e9, da fidelidade de Deus que se conjuga com a fidelidade do Homem na pessoa de Maria. Ela torna-se, deste modo, o sacr\u00e1rio da Palavra salvadora. Na tradi\u00e7\u00e3o oriental, \u00e0 Palavra \u00e9 dada a mesma centralidade que n\u00f3s, no ocidente, damos \u00e0 eucaristia (ao Sacr\u00e1rio).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Deixando-nos envolver pela espiritualidade natal\u00edcia, olhamos agora para a \u201cPalavra que o Pres\u00e9pio nos inspira\u201d (pp. 80-82), em que o Autor nos oferece uma bela reflex\u00e3o sobre as Personagens do Pres\u00e9pio que muito nos pode ajudar a viver a sua espiritualidade. Cada uma das personagens que a representa\u00e7\u00e3o do Pres\u00e9pio incorpora, fala-nos, na sua singela presen\u00e7a, da ternura de Deus e s\u00e3o por si mesmas um convite \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o e ao sil\u00eancio que abre o cora\u00e7\u00e3o \u00e0 plena comunh\u00e3o com Deus. O Autor alude, comentando um c\u00e9lebre \u00cdcone do s\u00e9c. X (pp. 81), que as figuras do pres\u00e9pio, especificamente S. Jos\u00e9, s\u00e3o figuras tocadas pelo mist\u00e9rio que celebramos e o seu sil\u00eancio mais n\u00e3o \u00e9 do que a express\u00e3o de um sentir que \u2018n\u00e3o se pode viver plenamente sem alguma dose de mist\u00e9rio\u2019. A encarna\u00e7\u00e3o do Logos \u00e9 a plenitude do mist\u00e9rio de Deus na hist\u00f3ria e \u00e9 a partir desse mist\u00e9rio que nos \u00e9 dado conhecer o nosso pr\u00f3prio mist\u00e9rio, o mist\u00e9rio de cada um de n\u00f3s. Armindo Vaz agrega aqui v\u00e1rias reflex\u00f5es enquadradas nos dias festivos do Natal, em que se desdobram as diversas dimens\u00f5es da espiritualidade natal\u00edcia e onde encontramos m\u00faltiplas resson\u00e2ncias da viv\u00eancia crist\u00e3 em que o Pres\u00e9pio se faz Palavra viva.<\/p>\n\n\n\n<p>Como partilha final, quero fazer-me eco de mais uma das reflex\u00f5es do autor que tem por t\u00edtulo: \u201c<em>A Palavra da Cruz<\/em>\u201d (pp. 102-105). A cruz \u00e9, certamente, a Palavra mais rica, mais densa de sentido, mais carregada de mist\u00e9rio de todas quantas se comp\u00f5em os textos b\u00edblicos. J\u00e1 Paulo falava da palavra da cruz e da sua linguagem, aludindo \u00e0 pluralidade de sentidos que a mesma pode assumir, para crentes e descrentes, para judeus e gentios e, acima de tudo, para crist\u00e3os e n\u00e3o crist\u00e3os. Uma das dimens\u00f5es mais profundas da linguagem da Cruz \u00e9, no dizer de Paulo, a palavra da reconcilia\u00e7\u00e3o, tal como refere a <em>Carta aos Ef\u00e9sios<\/em>: \u201cJesus Cristo\u2026 reconciliou com Deus os dois povos [Judeus e n\u00e3o judeus] num s\u00f3 corpo por meio da cruz\u201d (<em>Ef 2,16<\/em>). A cruz de facto fala; ela n\u00e3o traduz apenas sofrimento nem inspira somente compaix\u00e3o; pelo contr\u00e1rio, a for\u00e7a da palavra da Cruz \u00e9 o elo mais rico e mais profundo da comunh\u00e3o, em que os bra\u00e7os estendidos do crucificado abra\u00e7am o mundo. Ora, \u00e9 na linguagem da cruz que este abra\u00e7o de Deus \u00e0 hist\u00f3ria se faz construtor de paz e de harmonia e tamb\u00e9m gerador de conflitos, de inimizades, de ruturas, tudo numa simb\u00f3lica t\u00e3o densa e t\u00e3o intensa que dificilmente a podemos confinar a qualquer categoria constru\u00edda por n\u00f3s. De facto, a Palavra da cruz \u00e9 a express\u00e3o do supremo mist\u00e9rio do amor Deus que n\u00e3o recusou o Seu filho para nos testemunhar esse amor sem limites. A linguagem dos bra\u00e7os abertos na cruz testemunha exatamente essa incomensur\u00e1vel grandeza do amor do Pai.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Lisboa, 31 de dezembro, 2022<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Louren\u00e7o \u00c9 com muito gosto que deixo aqui para o Boletim de Espiritualidade uma palavra de apresenta\u00e7\u00e3o do livro do P. 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