{"id":3221,"date":"2022-11-30T03:12:00","date_gmt":"2022-11-30T03:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=3221"},"modified":"2022-11-29T09:13:44","modified_gmt":"2022-11-29T09:13:44","slug":"a-outra-margem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/a-outra-margem\/","title":{"rendered":"A outra margem"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>1.&nbsp; Escrevo em novembro da folha ca\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 incr\u00edvel como qu\u00e3o vivo seja, no contexto em que me movo e rezo, o sentimento de comunh\u00e3o com as Almas. Atrevo-me at\u00e9 a reconhecer na consci\u00eancia comum, inclusive naquela mais s\u00f3cio-cultural que lit\u00fargico-eclesial, uma portentosa torrente subterr\u00e2nea de vida. Tem essa torrente muitos veios e at\u00e9, talvez, nem todos sejam puros e cristalinos, todos crist\u00e3os. Um deles \u00e9, certamente, a cren\u00e7a na comunh\u00e3o com as Almas.<\/p>\n\n\n\n<p>Se durante a dura jornada da terra os nossos nos beijaram e amaram \u2013 rudes que fossem suas m\u00e3os e palavras, eles amaram-nos, sim! \u2013, melhor eles nos amam agora. N\u00e3o me conclamem a evid\u00eancias que evid\u00eancias n\u00e3o demonstrarei, e se as tenho n\u00e3o as mensurarei nem as prestarei para mensurabilidades que as amesquinhem, as empequene\u00e7am ou desdigam.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais acordado ou mais vigilante eu ande, mais eu me conven\u00e7o de que daqui n\u00e3o sou, mas de mais longe, mais longe, mais longe. Se de passagem aqui estou \u2013 e isto o compreender\u00e1 melhor quem da vida fizer caminho para o c\u00e9u \u2013 ent\u00e3o \u00e9 bem poss\u00edvel que amanh\u00e3, sim, amanh\u00e3 mesmo, j\u00e1 n\u00e3o esteja onde agora estou. \u00c9 poss\u00edvel, que o pr\u00f3prio do caminho tamb\u00e9m \u00e9 terminar. E um dia \u2013 enquanto aqui for ora manh\u00e3 ora tarde ora noite \u2013 viva eu j\u00e1 o glorioso dia eterno por todo o sempre, \u00e1men, um dia, dizia eu, viverei j\u00e1 sem nada dever aos la\u00e7os do sangue e da sede, sem nada dever aos passos, aos cansa\u00e7os, aos suores. Nesse dia sem la\u00e7os nem humores, inundado de Sol sem ocaso eu serei. Nesse dia eu sei que amarei a terra que agora amo, os caminhos que agora amo, os ribeiros que agora amo, os outeiros e nevoeiros que agora amo. As gentes e os anjos que agora amo, os peregrinos e saltimbancos que agora amo, as estrelas e a noite que agora amo, as madrugadas e poentes de rib\u00f3, e os aleluias e \u00e1mens que agora amo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse dia sem la\u00e7os melhor amarei o que agora amo. Sei-o pela f\u00e9. Sei-o pela esperan\u00e7a. Sei-o pelo amor. Sei que n\u00e3o posso desej\u00e1-lo e tal ser-me negado; assim eu saiba merecer desej\u00e1-lo mais que por m\u00e9rito, por gra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 o amor n\u00e3o morre. Ora se s\u00f3 o amor n\u00e3o morre \u00e9 porque seguirei amando desde o outro lado do rio, desde aqueloutra margem; sim depois que o sol se ponha, eu seguirei amando os de esta e os daquela banda. Sei, pois, que da outra margem onde depois me verei e viverei, seguirei amando os daquela, e os que desta ficarem por mais um tempo e meio, descendo rio abaixo. Ou subindo \u00e0 nascente, n\u00e3o sei bem\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 o amor n\u00e3o morre e eu seguirei amando.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguirei amando os pecadores e os santos, os andarilhos e os anjos, as amendoeiras e os lentiscos. Ora, se depois de atravessar o rio da tribula\u00e7\u00e3o eu seguirei amando, ent\u00e3o, ali, s\u00f3 poderei amar, bem mais, bem melhor, e bem mais melhor de melhor do que agora amo aqui!<\/p>\n\n\n\n<p>Eu acredito nisso, acredito no amor. Acredito que os que me beijaram no ber\u00e7o e pelos caminhos fora, os que me lavaram os p\u00e9s e deram a m\u00e3o, o seguir\u00e3o fazendo com tanto amor, com t\u00e3o grande amor, com um amor t\u00e3o imenso como o mar e o c\u00e9u juntos, porque me amam e o amor n\u00e3o morre; e amando desde antes, n\u00e3o podem depois querer-me mal, mas muito mais bem do quanto me beijaram ao longo do p\u00f3 dos caminhos pela terra al\u00e9m, \u00e1men. Como posso duvidar eu disso? Como posso eu duvidar que tendo o amor passado pelo cadinho da morte n\u00e3o saia purificado, melhorado, exaltado, exponenciado ao divino? Sai, sim; e eu sei que as Almas \u00e9 assim que nos amam, nos velam, nos beijam e estimam, nos estimulam, nos tomam nos bra\u00e7os, amparam e aben\u00e7oam para que cres\u00e7amos!<\/p>\n\n\n\n<p>Se na terra o bem querer nos faz levar pelos caminhos do bem, ent\u00e3o as Almas\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>2.&nbsp; Escrevo em novembro, de rosto e alma voltados j\u00e1 para o Natal.<\/p>\n\n\n\n<p>No ch\u00e3o do presbit\u00e9rio da igreja est\u00e1 uma alcofa fofa com uma b\u00edblia aberta. E uma chupeta. Uma jovem mam\u00e3 gr\u00e1vida assim o pediu! E repetindo-nos, assim o fizemos n\u00f3s, pois o Mist\u00e9rio volveu-se menino para ser amado sem medo. E deixando-se amar e beijar por n\u00f3s, Ele nos provou e aben\u00e7oou.<\/p>\n\n\n\n<p>Escrevo virado para o Natal, mas n\u00e3o \u00e9 ainda Natal. \u00c9 espera. Apenas espera. Em esperan\u00e7as nos encontramos n\u00f3s, tal como a jovem mam\u00e3. Em novembro. \u00c9 deste novembro das Almas que saco o que a seguir mais direi.<\/p>\n\n\n\n<p>3.&nbsp; M\u00eas das Almas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal como h\u00e1 o das sementeiras, h\u00e1 o das podas. Tal como o do pousio, o dos frutos. Assim o da Ressurrei\u00e7\u00e3o, assim o das Almas. Vamos pelo caminho das Almas que, por alguma raz\u00e3o, a alma portuguesa tantas alminhas semeou pelos nossos caminhos al\u00e9m, \u00e1men.<\/p>\n\n\n\n<p>Como por n\u00f3s bem sabido \u00e9, as representa\u00e7\u00f5es dos santos de Deus s\u00e3o modos de sublinhar ora esta ora aquela caracter\u00edstica, com a inten\u00e7\u00e3o de que por ela seja dito a quem os contempla, em imagens ou pagelas, aquela particularidade que melhor os define e distingue dos demais. Esta ou aquela particularidade \u00e9, pois, uma fala; atentemos, por isso a que hoje singelamente quero evidenciar.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre me impressionaram os santos com um pau nas m\u00e3os de ponta cimeira recurva e um chap\u00e9u em bico apontando para o alto, tal como me impressionaram os que se apresentam com uma palma nas m\u00e3os, ou os que se fazem acompanhar de grossos livros, e aqueloutros com o Menino Jesus ao colo. Uns e outros e os demais, cada um em sua classe, e com o s\u00edmbolo correspondente nas m\u00e3os, sempre por\u00e9m bem os distingui do homem com uma serra e uma enx\u00f3 por perto. Se, por\u00e9m, a mulher dele nunca a vi representada com panelas, sert\u00e3s e tachos pelo rodopio das saias, creio n\u00e3o dever perder pela demora.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma coisa, pois, \u00e9 certa: os santos que mais e h\u00e1 mais tempo me impressionam s\u00e3o os que se nos apresentam com uma caveira na m\u00e3o! Sim, muito me surpreende aquela alva caveira com tr\u00eas buracos e os dentes a rir para n\u00f3s. Como desde mi\u00fado me impressionam esses santos assim representados!<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre a vis\u00e3o da caveira me repulsou, embora agora melhor a leia e a entenda:&nbsp; A verdade \u00e9 que aqueles santos assim representados, algo nos quiseram ensinar, e por isso assim no-los apresentam. Mormente com a caveira posicionada no antebra\u00e7o, est\u00e3o eles a dizer-nos terem sido homens e mulheres \u2013 embora maioritariamente apare\u00e7am os homens \u2013 que passaram grande parte das suas vidas em considera\u00e7\u00f5es sobre a morte!<\/p>\n\n\n\n<p>4.&nbsp; Ora, caba\u00e7as! E quem \u00e9 que hoje quer pensar na morte?<\/p>\n\n\n\n<p>5.&nbsp; Ningu\u00e9m! Ou talvez o Papa, ou apenas algu\u00e9m ainda mais santo que ele!<\/p>\n\n\n\n<p>6&nbsp;&nbsp; Para a mentalidade dos dias de hoje existem melhores considera\u00e7\u00f5es em que utilizar o tempo, nomeadamente em nada considerar. N\u00e3o \u00e9 de todo in\u00fatil, por\u00e9m, pensar-se no fim e na morte. Pelo contr\u00e1rio. Mal algum n\u00e3o h\u00e1 em perspectivarmos o nosso fim, como se morr\u00earamos hoje. Sei que muitos muito se assustam em pensar tal, mas que mal haver\u00e1 em pensar nisso, nomeadamente nas coisas que restariam diferentes depois da nossa morte?<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos se recusam a tal, sim, por tal ser o pavor que o assunto lhes acomete. Mas se hoje tanto se assustam, por n\u00e3o estarem preparados para morrer, melhor estar\u00e3o amanh\u00e3? Se n\u00e3o sabes se depois aqui n\u00e3o \u00e9s, por que deixar para amanh\u00e3 o que com proveito hoje devas fazer? Pensa nisso hoje, sim, que n\u00e3o \u00e9 que amanh\u00e3 seja tarde; ou melhor seja dito: bem pode ser que amanh\u00e3 mais assoberbado possa ser o dia e boa oportunidade se perderia. Sim, pensa nisso hoje, que no pensar nos distinguimos das cigarras, e assim, encarando de frente o assunto, mais verdadeiro ser\u00e1s; que uma coisa \u00e9 certa: de todos em todos os modos, a vida neste mundo \u00e9 passageira.<\/p>\n\n\n\n<p>(T\u00e3o passageira que n\u00e3o sei se assinarei este texto\u2026)<\/p>\n\n\n\n<p>7.&nbsp; No Evangelho deste domingo \u2013 o XXXII do Tempo Comum do Ciclo C \u2013 escutaremos a voz de Jesus reafirmando o nosso Deus como um <em>\u00abDeus de vivos\u00bb<\/em>, jamais de mortos, por que para <em>\u00abDeus todos est\u00e3o vivos\u00bb<\/em> (Cfr Lc 20:27-38). Ora, se Jesus o diz, quem seremos n\u00f3s para o negar? \u00c9 verdade, n\u00e3o o podemos negar. N\u00e3o \u00e9 certo, por\u00e9m, que de cora\u00e7\u00e3o aberto e pacificado inteiramente assumamos tais palavras de Jesus; e por duas raz\u00f5es: i) \u00c9 verdade que este mundo \u00e9 injusto e passageiro, mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que nos assustamos com o desconhecido, pois ningu\u00e9m gosta de dar um pulo no vazio; que haver\u00e1, afinal, do lado de l\u00e1 da morte? Que nos espera do lado de l\u00e1? ii) E mais:&nbsp; A verdade \u00e9 que este mundo passa; por\u00e9m, por qual raz\u00e3o nascemos n\u00f3s para um mundo passageiro? Que justi\u00e7a h\u00e1 em que se nos d\u00ea uma coisa que em breve nos ser\u00e1 tirada?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 incompreens\u00edvel e assustador.<\/p>\n\n\n\n<p>8.&nbsp; As respostas a estas perguntas s\u00e3o complicadas e nada consensuais. Para uns, nada existe do lado de l\u00e1 do salto da morte; logo nada esperam, por nada lutam; para outros, existe, sim, pois \u00e9-lhes inconceb\u00edvel o nada, o vazio, o desaparecermos num po\u00e7o sem fundo. A mim tamb\u00e9m. Para mim, at\u00e9 a breve exist\u00eancia duma florinha tem sentido, quando mais a nossa! \u00c9 verdade que eu j\u00e1 fui jovem, que me fui a-percebendo de mim no abrir e no escancaro dos olhos, e no ver-me crescer. E agora&#8230; Agora vejo-me a mirrar, o corpo a falhar, deteriorando-se mais e mais, a cada ano que passa, respondendo pior. J\u00e1 sinto isso, sim.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca me senti eterno, mas anos houve que me duraram uma eternidade a passar; agora, meu Deus!, agora, quando de manh\u00e3 acordo, j\u00e1 \u00e9 Dia de Finados! Cada vez me dou mais conta que n\u00e3o poderei contar com o meu corpo para sempre: antes nunca tinha frio, saltava como um cabrito, perseguia em campo um avan\u00e7ado com a f\u00faria de uma chita, dormia at\u00e9 ao meio dia. Agora n\u00e3o, agora \u00e9 mais sof\u00e1, mais leitura, menos mem\u00f3ria, menos agilidade, mais artroses. Isto apaga-se, \u00e9 o que de mim vou considerando! Cada vez mais vou pensando que um dia terei de dispensar o meu corpo. Claro que o assunto n\u00e3o me \u00e9 pac\u00edfico, que tal me vai custar muito. Afinal, \u00e9 ao espelho que me reconhe\u00e7o careca e de barbas; que sei que sou obeso e de olheiras profundas. Enfim, mas l\u00e1 que vou ter de dispens\u00e1-lo, l\u00e1 isso vou!<\/p>\n\n\n\n<p>9.&nbsp; Um dia apagar-se-me-\u00e3o as energias do meu c\u00e9rebro, morrer\u00e1 a candeia dos meus olhos, a l\u00e2mpada da minha consci\u00eancia, o fio da minha voz. Mas n\u00e3o ser\u00e1 o fim, que de mim algo restar\u00e1 \u2013 eu mesmo!<\/p>\n\n\n\n<p>10. N\u00e3o me perguntem como serei do lado de l\u00e1, que eu n\u00e3o sei como serei. Quero-me, sim, com mem\u00f3ria, com carinho e ternura pelos que amei, com gratid\u00e3o pelos que me ajudaram, com beijos quentes, de cora\u00e7\u00e3o a cora\u00e7\u00e3o. Quero-me n\u00e3o sei com que saberes, mas at\u00e9 nem importar\u00e1 muito o que saiba ou n\u00e3o, importa-me, sim, hoje e al\u00e9m, \u00e1men, amar e ser amado, amar a terra que me amamentou, as ervas que me fizeram c\u00f3cegas na planta dos p\u00e9s, os bichos t\u00e3o diversos que me surpreenderam nas voltas do caminho, o c\u00e9u que me fez ousar. Quero-me com sonhos, embora auspicie que o que me aguarda n\u00e3o caiba dentro de sonho algum. Quero-me saber eu, eu mesmo, eu que aprendi, que cresci, tomei p\u00e3o nas m\u00e3os e o aben\u00e7oei, e distribui. Quero-me saber eu, jamais difuso, jamais dilu\u00eddo. E quero-me agradecido a meus pais e a meus irm\u00e3os, aos meus amigos e benfeitores, a quem, mesmo com sofrimento ou t\u00e9dio, me ensinou a ser homem. E mais isto humildemente pe\u00e7o ao Deus dos vivos: quererei saber-me filho de um homem e de uma mulher. Nunca um deus.<\/p>\n\n\n\n<p>11. Hoje e por todo o sempre me recuso a ser como uma onda do mar que se esvai e perde na areia, ou se parte nas rochas. N\u00e3o me quero fracassado, n\u00e3o serei fracassado. N\u00e3o me quero sem-sentido nem imerso e inapto no absurdo. Quero a Deus, o Abb\u00e1 de Jesus e meu, Aquele que por meu Irm\u00e3o Mais Velho me prometeu uma mans\u00e3o. N\u00e3o, n\u00e3o preciso que seja uma mans\u00e3o, basta que haja uma porta onde o Vivente esteja de bra\u00e7os abertos para \u00e0 chegada me abra\u00e7ar! Que se Ele \u00e9 vivo, como h\u00e1-de Ele querer-me morto para sempre?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu quero o Deus dos vivos!<\/p>\n\n\n\n<p>Amen!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD 1.&nbsp; Escrevo em novembro da folha ca\u00edda. \u00c9 incr\u00edvel como qu\u00e3o vivo seja, no contexto em que me movo e rezo, o sentimento de comunh\u00e3o com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3209,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3221","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3221","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3221"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3221\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3222,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3221\/revisions\/3222"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3209"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3221"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3221"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3221"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}