{"id":3142,"date":"2022-09-30T02:13:00","date_gmt":"2022-09-30T02:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=3142"},"modified":"2022-09-28T07:47:40","modified_gmt":"2022-09-28T07:47:40","slug":"ai-se-essa-luz-pequenina-se-apaga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/ai-se-essa-luz-pequenina-se-apaga\/","title":{"rendered":"Ai, se essa luz pequenina se apaga!"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1.<\/strong>&nbsp; Acabara eu de iniciar a Missa e sentei-me, como \u00e9 uso. Pela porta do fundo, a principal, entrava-me o mundo todo inundando-me a alma de ru\u00eddo surdo: uma ambul\u00e2ncia a gemer, o esfomeado esfalfo das motos da Uber Eats, autocarros apressados para a Pra\u00e7a, as escolas e os escrit\u00f3rios, um cami\u00e3o do lixo desorado, t\u00e1xis stressados, um cami\u00e3o-grua ging\u00e3o, centenas de carros em ebuli\u00e7\u00e3o, um cami\u00e3o de abastecimento de supermercado, autocarros, mais autocarros, e mais autocarros, um enxame de trotinetes, um zeloso pol\u00edcia a apitar, o pessoal a tomar bicas, e dois pedintes a beber cerveja de litro; cada um a sua, entenda-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Era pelas oito e picos da manh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu celebrava Missa, como digo. Os mist\u00e9rios da salva\u00e7\u00e3o estavam todos a acontecer ali, incluindo o mundo que se me cravava a ferros cora\u00e7\u00e3o adentro.<\/p>\n\n\n\n<p>(Se ouvia a leitura? N\u00e3o, n\u00e3o ouvia. Mas mais que um ref\u00fagio, eu buscava uma clareira, interrogando-me por que minha cabe\u00e7a insistia em impedir que todo o mundo e o mundo todo viesse \u00e0 Missa. \u00c9 certo que eu podia mandar fechar a porta, ou ir fech\u00e1-la eu; mas aqueles eram os dias da <em>pedemia<\/em> e a conveni\u00eancia era manter os espa\u00e7os fechados o mais arejados poss\u00edvel. Essa era a raz\u00e3o por a porta seguir escancarada j\u00e1 depois de come\u00e7ada a Missa.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.<\/strong>&nbsp; Celebrava eu, pois, a Missa, com o mundo em crescendo, qual invicta mar\u00e9 transbordando, invadindo-me por todas as frinchas e poros, quando um c\u00e3o entrou na igreja.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 S\u00f3 c\u00e1 me faltava um c\u00e3o!, pensei.<\/p>\n\n\n\n<p>E o c\u00e3o entrou. N\u00e3o era feio, n\u00e3o era rafeiro, n\u00e3o se mostrava depressivo ou assustado. Assumiu que subiria pela coxia central e assim fez \u00e0 vista de todos. \u00c0 vista de todos subiu por entre um misto de olhares surpresos e reprovadores. Sem, por\u00e9m, ningu\u00e9m mexer um dedo para o suster. Ao chegar \u00e0 entrada do presbit\u00e9rio fez uma esp\u00e9cie de v\u00e9nia (ou seria uma hesita\u00e7\u00e3o?) e subiu. Aprochegou-se-me e eu pensei com a minha estola:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Temos hist\u00f3ria; e das lindas! Ser\u00e1 ao menos cat\u00f3lico?<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca temi que me mordesse e n\u00e3o me mordeu. Eu estava sentado e sentado fiquei. Ele n\u00e3o me saudou e eu n\u00e3o retorqui nem o escorracei. Cheirou aqui, cheirou ali, voltou a recheirar aqui. E foi aqui que se recostou, de focinho virado para os meus p\u00e9s. Em pouco tempo me levantei, porque a cantora entoou o Aleluia; e ele sobressaltou-se. Inclinei-me para o altar para rezar em segredo a ora\u00e7\u00e3o e rezei. A\u00ed ele achegou-se e cheirou-me os tornozelos e as sand\u00e1lias. Depois eu dei um passo em frente, e ele ficou-se. Proclamei o Evangelho e, de esguelha, percebi que ele ficara de p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Haja respeito ao menos, concordei!<\/p>\n\n\n\n<p>Preparando o altar, ele afastou-se ligeiramente sem, por\u00e9m, deixar de <em>concelebrar.<\/em> \u00c0 consagra\u00e7\u00e3o, demorado, genuflecti, e ele, de p\u00e9 se mantinha; no restante sentou-se. Quando subi para fechar o sacr\u00e1rio, ou porque se assustara, ou por alguma outra intui\u00e7\u00e3o, alevantou-se de orelha ca\u00edda e para ali virado ficou.<\/p>\n\n\n\n<p>Juro que ao dar a b\u00ean\u00e7\u00e3o a dei tamb\u00e9m ao c\u00e3o! Restava-me uma gavela de curiosidades: deitar-se-ia de novo? Faria ali ninho? Seguir-me-ia para a sacristia? Daria por terminada a fun\u00e7\u00e3o? Sairia para a rua por arb\u00edtrio pr\u00f3prio, ou teria eu de cometer o pecado de o escorra\u00e7ar? Estaria com fome? E com fome de qu\u00ea?<\/p>\n\n\n\n<p>Ao reentrar no presbit\u00e9rio para recolher as alfaias dali se retirava ele como entrara: cabe\u00e7a baixa, passo certo e firme, cauda confiante e ligeiramente desca\u00edda, em descontra\u00e7\u00e3o. A\u00ed, eu pensei comigo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 J\u00e1 te vais e nem o nome te dei. Voltes que n\u00e3o voltes, Fiel ficar\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>E nunca mais o vi.<\/p>\n\n\n\n<p>Juro que cirandei pelo presbit\u00e9rio, pela igreja, pelas capelas, pelo \u00e1trio, \u00e0 procura de sinais de xixi de c\u00e3o, ou de algo mais substancial. N\u00e3o achei que, se achara, haveria de rapidamente limpar-se. Mas digo a verdade, j\u00e1 noutras ocasi\u00f5es achei prendas tais de humanos, e mais que uma vez! E se eles se houveram de alimpar-se foi aos dedos, que guardanapos n\u00e3o vi! Mas desta feita n\u00e3o, como digo.<\/p>\n\n\n\n<p>Acredite quem puder: por todo o santo dia me restou na retina do cora\u00e7\u00e3o o g\u00e9nio fiel do c\u00e3o; melhor dito, n\u00e3o sei se g\u00e9nio era ou se apurada sensibilidade; se puro tino, instinto, intui\u00e7\u00e3o ou afei\u00e7\u00e3o, ou respeito sagrado pelo tanto que os Sagrados Mist\u00e9rios e a Sagrada H\u00f3stia a mim e \u00e0 assembleia tanto diziam. Simplesmente, n\u00e3o percebi o que o bicho percebera, ou se algo percebera. Mas que algo de nobre nele havia, isso havia.<\/p>\n\n\n\n<p>Como digo, tenho por vezes recebido melhores li\u00e7\u00f5es de animais que de humanos; e olhem que n\u00e3o sou daqueles que vestem os bichos, os sentam \u00e0 mesa com lugar para prato, guardanapo e talher, os tratam por beb\u00e9s e os beijam como a filhinhos, n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3.<\/strong>&nbsp; Sim, agora conta me dou duma est\u00f3ria que por a\u00ed se conta: sucedeu a coisa na visita do Papa Jo\u00e3o Paulo II aos EUA, em 1995; precisamente no \u00faltimo dia da sua visita apost\u00f3lica. Estando no Semin\u00e1rio de Santa Maria, em Baltimore, o Papa manifestou o desejo de fazer uma visita n\u00e3o programada \u00e0 capela do Sant\u00edssimo Sacramento. Os respons\u00e1veis pela seguran\u00e7a logo percorreram todas as depend\u00eancias do edif\u00edcio com c\u00e3es farejadores, daqueles que ajudam a localizar pessoas em desabamentos de pr\u00e9dios e cat\u00e1strofes naturais, a fim de se certificarem de que n\u00e3o estariam escondidos eventuais indiv\u00edduos no local.<\/p>\n\n\n\n<p>Levados \u00e0 capela, os c\u00e3es fizeram ali o seu trabalho. Quando achegados ao sacr\u00e1rio, eles pararam e ficaram a olhar fixamente, como quando se detecta uma pessoa entre escombros. De olhos fixos no sacr\u00e1rio, eles cheiravam e latiam recusando-se a sair do local. Para eles, havia ali dentro uma pessoa escondida!<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o \u00e9 que em cada sacr\u00e1rio h\u00e1 mesmo uma Pessoa escondida!<\/p>\n\n\n\n<p>A tanto n\u00e3o chegou o meu Fiel, ou chegou e, torpe, eu n\u00e3o o apercebi. Que tamb\u00e9m isso acontece. E j\u00e1 que estamos em tempo de est\u00f3rias, outra segue:<\/p>\n\n\n\n<p>Conta-se que certo protestante ingl\u00eas entrou com sua filhinha de 5 anos numa igreja cat\u00f3lica de Londres. Ao ver uma luzinha acesa diante do sacr\u00e1rio, a menina perguntou:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Pap\u00e1, por que est\u00e1 acesa aquela l\u00e2mpada?<\/p>\n\n\n\n<p>Ao que o pai respondeu:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Porque ali, atr\u00e1s daquela portinha dourada, mora Jesus!<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, ela contestou:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Pap\u00e1, eu quero ver Jesus!<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 N\u00e3o se pode, filha, porque a portinha est\u00e1 fechada, respondeu o pai sol\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p>De seguida, sa\u00edram da igreja e mais adiante entraram num orat\u00f3rio protestante. Chegados ali, logo a crian\u00e7a disse:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Pap\u00e1, aqui n\u00e3o tem aquela luzinha acesa por qu\u00ea?<\/p>\n\n\n\n<p>Meio desconcertado, o pai n\u00e3o soube o que responder.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.<\/strong>&nbsp; \u00c9 como digo, bichos h\u00e1 que nos envergonham.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.<\/strong>&nbsp; Eu que c\u00e3o n\u00e3o sou e menino j\u00e1 fui, permito-me contar, por \u00faltimo, uma est\u00f3ria s\u00f3 minha. Devo ainda dizer que, ao todo, apenas avistei dez pa\u00edses, e n\u00e3o me pelo por visitar mais; quero dizer: se por aqui me ficar no que da vida me resta, n\u00e3o o lamentarei.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dia visitei a Su\u00ed\u00e7a. Ia desarmado; isto \u00e9, sem expectativas do que ver ou n\u00e3o ver, porque de antem\u00e3o assumira ser aquele um pa\u00eds burocr\u00e1tico e desengra\u00e7ado. Enganado eu ia, visto que deixou de o ser depois de certa li\u00e7\u00e3o que ali sofri:<\/p>\n\n\n\n<p>Numa manh\u00e3 visit\u00e1mos uma s\u00e9rie de monumentos, incluindo igrejas. Foi um corre-corre, um lufa-lufa intenso, entrando por uma porta e logo saindo por outra, num trote desenfreado, pois haver-se-ia de cumprir aquele programa cultural, entrar rapidamente no autocarro e ir almo\u00e7ar cem quil\u00f3metros \u00e0 frente, noutra cidade. Ora sucedeu que antes da \u00faltima visita \u2013 a uma igreja protestante \u2013 visit\u00e1ramos uma cat\u00f3lica. Juro que nada recordo da catedral cat\u00f3lica, a n\u00e3o ser o luminoso sacr\u00e1rio que me prendeu o olhar e me arrebatou o cora\u00e7\u00e3o. E juro que nada lembro do templo protestante (que havia s\u00e9culos fora descatolicizado), a n\u00e3o ser que n\u00e3o tinha sacr\u00e1rio, n\u00e3o tinha refer\u00eancia, estava <em>nu e despido<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ai, que susto, que desamparo, que abismo de nada ali vivi!<\/p>\n\n\n\n<p>Que ouso eu dizer? Apenas a vertigem do abismo que durante meio segundo a minha alma sentiu. Vi-me perdido! Sem sacr\u00e1rio senti-me barquinho sem leme e sem remos, sem timoneiro, sem rumo, sem vela nem vento, e sem porto para onde apontar! Nunca antes ou depois senti tal desamparo, desassossego ou vertigem; mas a verdade \u00e9 que nunca antes ou depois volvi a entrar num templo sem sacr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, o sacr\u00e1rio tem isso: tem \u00e2ncora que segura o nosso bote! Tem farol que nos desvela o caminho pelo meio do nevoeiro. Mesmo que fechado, revela uma Presen\u00e7a. Mesmo que silencioso, fala connosco. Mesmo que parado, atrai-nos, puxa-nos e p\u00f5e-nos em movimento. Ali se amainam as tempestades, param as sedes, se arreda o Inimigo, acalmam-se os cora\u00e7\u00f5es, saciam-se os amigos, repousam os amantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, o sacr\u00e1rio \u00e9 como os prados da primavera: tem frescura, arroios de \u00e1gua viva, margaridas fr\u00e1geis, brisa suave, ro\u00e7agar de asas de anjos, sinfonia da natureza a encantar, o sol a brilhar, o riso doce das abelhas, a ternura dos passarinhos no ninho. O sacr\u00e1rio tem vida, tem alma, tem cura, tem calor, tem um cora\u00e7\u00e3o a palpitar por n\u00f3s! Tem amor!<\/p>\n\n\n\n<p>E tem aquela luzinha que atrai, que captura o olhar. Quando tu entras, aquela luzinha chama e prende. Fala contigo e convida-te a aproximares-te, a aqueceres-te e a queimares-te. Seduz e encandila as borboletas, queima e abrasa-lhes as asas at\u00e9 elas ca\u00edrem exaustas e mortas de amor!<\/p>\n\n\n\n<p>Com vozinha de infindo fio de prata, aquela luzinha nunca desarma, e diz:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Vem, vem para aqui! Aproxima-te! Prende-te aqui. Fica aqui. Fiquemos juntinhos! V\u00e1, fiquemos juntinhos aqui, sim!<\/p>\n\n\n\n<p>Aquela luzinha \u00e9 um sinalzinho que at\u00e9 podes n\u00e3o ver, n\u00e3o querer ver, ou nada perceber. Ali\u00e1s, desde um qualquer lugar do templo, pesada, podes baixar a cabe\u00e7a. Coloc\u00e1-la entre as m\u00e3os. Segur\u00e1-la em desespero. Ou deix\u00e1-la repousar. Ou podes adormecer. Mas a luzinha fica ali. Tremeluzindo ali. Interpelando-te dali. Sem berrar. Sem for\u00e7ar. Dizendo-te, apenas:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Ol\u00e1! Estou aqui, v\u00eas-me? Olha! Olha, que Ele est\u00e1 aqui! Comigo e contigo, Ele est\u00e1 aqui! Serena e acalma-te, que Ele est\u00e1 aqui!<\/p>\n\n\n\n<p>E mais nada.<\/p>\n\n\n\n<p>E mais nada? Mais nada, n\u00e3o! Quero aqui deixar lavrado e declaradamente declarado que \u00e0s vezes estou por ali \u2013 um bocado distra\u00eddo, \u00e9 certo!, mas estou \u2013 e vejo cada coisa! Cada coisa eu vejo. Repetidamente eu vejo hordas de turistas assediando o meu lugar de ora\u00e7\u00e3o e de paz enquanto rezo. \u2013 Eu chamo-lhes <em>turist\u00f3t\u00f3s<\/em>, mas isso j\u00e1 \u00e9 outro assunto \u2013. Marchando, invadem tudo de nariz no ar e arma em punho \u2013 A arma \u00e9 o <em>iphnoe<\/em> que tudo fotografa e grava. Eu fico <em>passado<\/em> com aquilo; mas j\u00e1 me vou curando. Entram quatro por aqui, oito pelo meio e mais seis pelo outro lado. Atropelam os bancos, esbarroncam as capelas, apontam o <em>pau de selfie<\/em> como se fora uma metralhadora, miram tudo, remiram o demais, tiram umas fotos, posam e fazem umas <em>selfies<\/em> em modo <em>influencer<\/em>, riem, alombam de novo as mochilas; e abalam. E a esta seguir-se-\u00e1 em refluxo e a qualquer momento um novo tsunami.<\/p>\n\n\n\n<p>E eu pergunto-me: que viram eles? Que sentiram? Que perceberam? Que descansaram? Que tanto palram e que nada de novo descobrem? Porque nada os toca, os sensibiliza, os interpela ou assusta? Porque n\u00e3o rezam? Porqu\u00ea?&#8230; Que razoabilidade h\u00e1 em tudo fotografar em modo indiferen\u00e7a, tanto a imagem do Senhor da Cana Verde como a est\u00e1tua de C\u00e9sar Augusto, ou o busto do Cristiano Ronaldo, ou o b\u00e1culo do bispo D. Jo\u00e3o Peculiar?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.<\/strong> N\u00e3o percebo este canibalismo cultural que, com id\u00eantica indiferen\u00e7a, se apropria de igual modo do sagrado e do profano; e que na mesma caderneta cola todos os cromos: fotos de fachadas de templos, imagens sagradas e espa\u00e7os celebrativos, de ruas, portas e aldrabas, de pra\u00e7as, pal\u00e1cios e mercados, de est\u00e1dios, avenidas e cangostas antigas, de fontes, pontes e alamedas, de pessoas c\u00e9lebres, instant\u00e2neos de gato a dormir ao sol ou de canteiros de jardim!<\/p>\n\n\n\n<p>Juro que n\u00e3o percebo essa mescla sem hierarquia, nem respeito por crit\u00e9rio algum!<\/p>\n\n\n\n<p>Juro que me confundem quando me for\u00e7am a pac\u00edfica porta da igreja como quem entra pela Brasileira, ou ciranda pelo BragaParque, aproveitando o ar condicionado em dias de calor!<\/p>\n\n\n\n<p>Juro que tudo isso me estranha, e que tanto embotamento me d\u00f3i e me m\u00f3i!<\/p>\n\n\n\n<p>Juro que \u00e0s vezes tenho saudades do Fiel que, quem sabe, talvez fosse apenas algum honrado infiel pag\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>Juro que tenho medo que o enregelado frio do inverno que est\u00e1 para vir apague aquela luzinha!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6.<\/strong> Ai, que se a luzinha se apaga, a noite cai!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD 1.&nbsp; Acabara eu de iniciar a Missa e sentei-me, como \u00e9 uso. 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