{"id":3000,"date":"2022-03-31T02:09:00","date_gmt":"2022-03-31T02:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=3000"},"modified":"2022-03-30T14:58:18","modified_gmt":"2022-03-30T14:58:18","slug":"ha-irmaos-eram-de-facto-irmaos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/ha-irmaos-eram-de-facto-irmaos\/","title":{"rendered":"H\u00e1 irm\u00e3os? Eram, de facto, irm\u00e3os?"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1.<\/strong>&nbsp;&nbsp; A primeira ora\u00e7\u00e3o que \u2013 no segredo do cora\u00e7\u00e3o \u2013 o sacerdote reza na Missa deste domingo IV da Quaresma come\u00e7a assim: <em>\u00abAlegra-te, Jerusal\u00e9m; rejubilai, todos os seus amigos\u00bb<\/em>. Da primeira palavra desse convite sai o nome deste domingo: <em>Domingo Laetare<\/em>, Domingo Alegra-te.<\/p>\n\n\n\n<p>Alegra-te porque j\u00e1 estamos \u00e0s portas <em>\u00abdas festas que se aproximam\u00bb<\/em>. Ali\u00e1s, com o domingo de hoje inicia-se a segunda parte da Quaresma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.<\/strong>&nbsp;&nbsp; O que por estes dias est\u00e1 no horizonte lit\u00fargico da Igreja \u00e9, pois, a proximidade da P\u00e1scoa e, por essa raz\u00e3o, rejubilamos, porque os exerc\u00edcios quaresmais est\u00e3o a terminar. P\u00e1scoa \u00e9 sin\u00f3nimo de liberta\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 j\u00fabilo, portanto.<\/p>\n\n\n\n<p>Imposs\u00edvel, por exemplo, n\u00e3o dar nota aqui de uma conversa que ou\u00e7o na esplanada:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Felizmente que este ano h\u00e1 P\u00e1scoa!<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Eu tamb\u00e9m j\u00e1 tinha saudades, sim.<\/p>\n\n\n\n<p>Apuro o ouvido e apercebo-me que a \u00abp\u00e1scoa\u00bb de que ali falam \u00e9 a <em>\u00abP\u00e1scoa da C\u00f3nega\u00bb<\/em>, ou melhor, para quem n\u00e3o \u00e9 de Braga: a tradicional, popular e especialmente festiva visita pascal que, no dia de P\u00e1scoa, percorre aquela velha rua c\u00e1 do burgo.<\/p>\n\n\n\n<p>A P\u00e1scoa est\u00e1 a\u00ed, no horizonte, e ainda que falhe o melhor e mais assertivo entendimento, o povo anda ansioso por festa e pela P\u00e1scoa \u2013 imagino que pelo que sup\u00f5e de renova\u00e7\u00e3o. Por enquanto, por\u00e9m, cabe-nos continuar a travessia quaresmal que, para os efeitos que a n\u00f3s nos interessa, muda agora de tom. A partir de amanh\u00e3 \u2013 sim, \u00e0 semana a Igreja tamb\u00e9m escuta o Evangelho, e n\u00e3o apenas ao domingo&#8230; \u2013 quase todas as leituras evang\u00e9licas s\u00e3o retiradas do de S\u00e3o Jo\u00e3o, porque o Quarto Evangelho est\u00e1 escrito para nos dar conta da oposi\u00e7\u00e3o entre os judeus e Jesus, num processo de viol\u00eancia em crescendo que levar\u00e1 Jesus a tribunal e \u00e0 condena\u00e7\u00e3o. Deus, por\u00e9m, concluir\u00e1 o Evangelho, ressuscitando-O, absolv\u00ea-l\u2019O-\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Vemos, assim, que a Quaresma se parte em duas: a primeira \u00e9 penitencial e clamor pela convers\u00e3o, intensifica\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o e da esmola; a segunda centra-nos no mist\u00e9rio do mal que se traga a Cristo que, apesar da ang\u00fastia da Paix\u00e3o e Morte, se entrega por amor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3.<\/strong>&nbsp;&nbsp; Resumindo: a Quaresma nem \u00e9 meta nem nos ret\u00e9m em si, conduz-nos, sim, \u00e0 P\u00e1scoa. E assim como os israelitas abandonaram o Egipto e chegaram \u00e0 Terra Prometida, assim tamb\u00e9m n\u00f3s peregrinamos para a Terra Prometida que \u00e9 Cristo, para a P\u00e1scoa do Ressuscitado!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.<\/strong>&nbsp;&nbsp; Estou, estamos, portanto, a meio caminhar quaresmal. E neste meio caminho o IV domingo aponta-nos ao cora\u00e7\u00e3o, provavelmente, a mais c\u00e9lebre par\u00e1bola de Jesus \u2013 a do pai e dois filhos. Digo bem, dois filhos, j\u00e1 que n\u00e3o irm\u00e3os. Parece-me.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o recontarei aqui a par\u00e1bola erroneamente conhecida por outro nome; n\u00e3o contarei, j\u00e1 que nada iguala o original.<\/p>\n\n\n\n<p>A for\u00e7a das par\u00e1bolas de Jesus vem-lhe do tecido m\u00faltiplo de sentidos e leituras que delas colhemos, sobremaneira desta. Habitualmente, nesta que hoje meditamos, o foco recai sobre o filho mais novo, e a conclus\u00e3o \u00e9 uma. Se, por\u00e9m, nos focarmos no mais velho, evidenciam-se outros matizes. E se no velho pai, ent\u00e3o as luzes s\u00e3o esplendentemente novas e renovadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Havia um pai com dois filhos. S\u00f3 dois? Sim, s\u00f3 dois, sim. O mais novo e o mais velho. O mais novo agafanhou do pai a heran\u00e7a e partiu para longe; viveu ali \u00e0 tripa forra, e depois de desbaratar honra, dinheiro e nome, regressou a casa apenas almejando sal\u00e1rio de vassalo. Em casa ficara o mais velho com igual cora\u00e7\u00e3o de vassalo que, ao ver o terno acolhimento do pai ao mais novo, se enci\u00fama. E quem de n\u00f3s, pobres criaturas, se n\u00e3o enciumaria?<\/p>\n\n\n\n<p>Triste pai, o da par\u00e1bola que Jesus hoje nos narra: n\u00e3o tem filhos, tem vassalos; de uma maneira ou de outra, ambos se comportam com ele como tais, jamais como filhos. Triste pai, tem amor de pai para dar a filhos e estes recusam viver de amor para bastar-se de sal\u00e1rios e impostos. Triste pai de vassalos, ambos os filhos. Triste pai, n\u00e3o pai, mas chefe onzeneiro; tristes filhos, mas n\u00e3o irm\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Tristeza.<\/p>\n\n\n\n<p>E para quando irm\u00e3os? Mas haver\u00e1 irm\u00e3os neste mundo?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.<\/strong>&nbsp;&nbsp; A verdade \u00e9 que, olhando o mundo \u00e0 nossa volta, vemos que a fam\u00edlia humana continua partida a meio. Vendo e olhando, verificamos como \u00e9 t\u00e3o desafiador construir fam\u00edlia, como \u00e9 dif\u00edcil encontrar gente capaz de perdoar, acolher, esquecer, abra\u00e7ar e confiar em rela\u00e7\u00f5es fraternas, construtivas, generosas e altru\u00edstas. O que \u00e0 nossa volta perdura e mais se imp\u00f5e \u00e9 um estilo de rela\u00e7\u00f5es humanas que subsiste apoiado no proveito pr\u00f3prio, no conflito fratricida, no implosivo rancor m\u00fatuo.<\/p>\n\n\n\n<p>(Naquela casa, um filho sai e esbanja tudo \u2013 como se a vida fosse s\u00f3 sorver e disfrutar, antes que a noite caia. E o outro fica; resta como servo melindrado e maldoso que se recusa a abrir os bra\u00e7os e o cora\u00e7\u00e3o ao que, faminto, regressa s\u00f3 porque tem fome.)<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela casa nenhum filho soma, ambos dividem, ambos negam, ambos se excluem, ambos perdem. A regra \u00e9: quem mas faz, paga-as! E, de facto, no nosso mundo sempre existe algu\u00e9m que n\u00e3o est\u00e1 disposto nem a perdoar nem a procurar compreender, que opte por punhos, bra\u00e7os e cora\u00e7\u00e3o cerrados, e estique o dedo acusador como um punhal, pronto sempre a fazer da festa um permanente conflito, da mesa fraterna uma lide e um ter\u00e7ar de desraz\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6.<\/strong>&nbsp;&nbsp; Olhando para o pai e aqueles dois filhos \u2013 vassalos, n\u00e3o colegas, e menos ainda irm\u00e3os \u2013, o que ali mais brilha mesmo \u00e9 o imenso cora\u00e7\u00e3o bom do velho pai, cora\u00e7\u00e3o doce, cora\u00e7\u00e3o dorido, cora\u00e7\u00e3o esperan\u00e7oso, cora\u00e7\u00e3o cansado de desejar a harmonia familiar, e o \u00fanico dispon\u00edvel a perdoar ambos os filhos, o pr\u00f3fugo e o invejoso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>7.<\/strong>&nbsp;&nbsp; Magnifica li\u00e7\u00e3o de Pai Bom: o imenso amor seu tem para n\u00f3s e em nosso favor a \u00fanica proposta cred\u00edvel \u2013 a fraternidade se o \u00e9 s\u00f3 tem um caminho v\u00e1lido: o da aceita\u00e7\u00e3o e perd\u00e3o m\u00fatuos, o do acolhimento sem condi\u00e7\u00f5es nem reservas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>8.<\/strong>&nbsp;&nbsp; Sinto, por\u00e9m, uma falha nesta par\u00e1bola de Jesus. N\u00e3o direi que o que direi acres\u00e7a algo \u00e0 dita, apenas que, \u00e0 luz dos tempos nossos, a meu ver, ela poderia contemplar uma adenda que permita introduzir uma quarta personagem, de prefer\u00eancia, feminina. \u00c9 \u00f3bvio que o Bom Pai est\u00e1 mal servido de filhos, ambos homens, que nem irm\u00e3os s\u00e3o! S\u00e3o filhos, sim, mas apostam em ser bem menos que isso. S\u00e3o filhos do mesmo pai, logo irm\u00e3os; mas nem um, ao partir, se despede do mais velho, nem o que fica em casa acolhe o que regressa. Jamais existe, entre um e o outro, um luminoso raio de calor humano ou de ternura fraterna. Jamais. Nenhum se cond\u00f3i do outro, que se algum cora\u00e7\u00e3o sangra, por um ou pelo outro, \u00e9 o do pobre pai. O que entre ambos h\u00e1 \u00e9 um frio muro de indiferen\u00e7a e rancor, que o \u00fanico de carne \u00e9 o do pai.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>9.<\/strong> N\u00e3o sou quem para o dizer ou propor, mas h\u00e1, notoriamente, uma aus\u00eancia na par\u00e1bola: falta ali um terceiro filho. Fora eu e colmataria a falha com uma filha. Falta ali a voz de uma menina de pap\u00e1, que lhe diga:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Pap\u00e1, como sofro quando sofres, como estou feliz vendo-te feliz! Como sou feliz a teu lado! Como me fizeste feliz abrindo os bra\u00e7os para receber a meu irm\u00e3o esbanjador! Como me fazes feliz, pap\u00e1, com o beijo que deste a meu irm\u00e3o! Nem imaginas a alegria que me deste! Como gosto de ser tua filha e de te ter por pap\u00e1, tu, o melhor de todos!<\/p>\n\n\n\n<p>Deus merece filhos assim, e quem dera os tenha. Ao menos um. N\u00e3o, n\u00e3o digo que existam filhos perfeitos.&nbsp; Digo que o Bom Pai bem merece filhos doces e ternos; daqueles que se lhe enroscam ao pesco\u00e7o para O cobrir e afogar de beijos e car\u00edcias. Digo que merece filhos \u2013 mas de prefer\u00eancia, uma menina \u2013 de cora\u00e7\u00e3o puro, terno, doce, d\u00f3cil. Um cora\u00e7\u00e3o manso que n\u00e3o se envinagra, um cora\u00e7\u00e3o santo que n\u00e3o se perturba nem se envenena com conversas, nem se exalta com can\u00e7\u00f5es de bandidos. Deus bem merece uma menina que O ame sobre todas as coisas; uma que se chame, sei l\u00e1, Bia, de Beatitude. Uma Bia que lhe frague a m\u00e1goa do cora\u00e7\u00e3o, que \u00e0 noite, depois da ceia, lhe cante can\u00e7\u00f5es para lhe descansar os olhos e a alma.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, falta ali uma menina que diga:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Pap\u00e1, nada mais importa sen\u00e3o meu irm\u00e3o a salvo! Que bom que tenha voltado para n\u00f3s! Fica feliz comigo, como eu o estou contigo! Meu irm\u00e3o merece, porque tu mereces, a grande festa que lhe preparaste! Como eu me alegro com isso! Vamos fazer festa que eu bailarei para ele e com ele! Aceita, por isso, que reparta com ele metade da minha heran\u00e7a. Se ele n\u00e3o o merecer, mereces tu, que tu bem mereces um filho de pleno direito, pleno de direitos, e feliz por estar de novo nesta nobre casa! Tu mereces um filho nobre e, repartindo, eu n\u00e3o fico mais pobre! N\u00e3o me digas que n\u00e3o, pap\u00e1, que eu quero repartir com meu irm\u00e3o mais novo pela metade do que \u00e9 meu!<\/p>\n\n\n\n<p>Digam-me l\u00e1 se a par\u00e1bola n\u00e3o merece uma personagem assim. E se n\u00e3o a par\u00e1bola, o pai. Sim, merece. Merece uma menina que, n\u00e3o se calando, de novo volva:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 E agora, pap\u00e1, confio-te que tamb\u00e9m meu cora\u00e7\u00e3o se cond\u00f3i ao ver que o nosso irm\u00e3o mais velho n\u00e3o quer fazer festa, que n\u00e3o comunga contigo, nem comigo, nem com meu irm\u00e3o que regressou. Tenho pena desse cora\u00e7\u00e3o mirrado e ciumento, tal como tenho pena de ti e do pr\u00f3digo. Sem ele na sala, junto de n\u00f3s, sentado \u00e0 tua mesa, frente a frente ao pr\u00f3digo, a festa n\u00e3o estar\u00e1 completa. Se o seu cora\u00e7\u00e3o continuar magoado e desconfiado, se se mantiver rancoroso e de sobrancelhas franzidas, a festa s\u00ea-lo-\u00e1, mas aguada. Por isso, pap\u00e1, permite-me que lhe fale, que lhe toque o cora\u00e7\u00e3o, que o desperte e o traga para a vida, reconciliado com nosso irm\u00e3o e contigo. Sim, pap\u00e1, irei busc\u00e1-lo, irei beij\u00e1-lo com a ternura de meu cora\u00e7\u00e3o que \u00e9 o teu! Dir-lhe-ei palavras que o tragam para a festa e que com ele tamb\u00e9m dan\u00e7arei, que para o seu olhar encantador bailarei, que com ele tamb\u00e9m farei festa! Hoje, pap\u00e1, \u00e9 dia de festa para o teu cora\u00e7\u00e3o que mora e vive em nossos cora\u00e7\u00f5es! Quero ver-te chorar de alegria completa quando os quatro nos abra\u00e7armos no meio da sala, ao compasso da m\u00fasica, como se f\u00f4ramos um s\u00f3!<\/p>\n\n\n\n<p>E sem se deter:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Aceita, pap\u00e1, todo o meu amor por ti, toda a minha ternura por ti, que a que tenho por ti \u00e9 toda que tenho, a mesma que tu tens pelos meus dois irm\u00e3os e por mim! Aceita-me assim, pap\u00e1, que eu sou feliz por ser tua filha, por estar sempre a teu lado, sentar-me do lado do teu cora\u00e7\u00e3o \u00e0 tua mesa! Como sou feliz, pap\u00e1, a teu lado! Por te acompanhar quando colhes flores, semeias ou ceifas os nossos campos. Como sou feliz contigo, pap\u00e1! Como sou feliz! Estar contigo \u00e9 j\u00e1 ter o c\u00e9u na terra! Obrigada, pap\u00e1!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Jo\u00e3o Costa, OCD 1.&nbsp;&nbsp; A primeira ora\u00e7\u00e3o que \u2013 no segredo do cora\u00e7\u00e3o \u2013 o sacerdote reza na Missa deste domingo IV da Quaresma come\u00e7a assim: \u00abAlegra-te, Jerusal\u00e9m; rejubilai, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2992,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3000","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3000","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3000"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3000\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3001,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3000\/revisions\/3001"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2992"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3000"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3000"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3000"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}