{"id":2378,"date":"2020-04-30T02:16:00","date_gmt":"2020-04-30T02:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=2378"},"modified":"2020-04-28T09:00:32","modified_gmt":"2020-04-28T09:00:32","slug":"um-desejo-em-tempos-de-tribulacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/um-desejo-em-tempos-de-tribulacao\/","title":{"rendered":"Um desejo em tempos de tribula\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Saverio Cannistr\u00e0, OCD<br>Prep\u00f3sito Geral<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s no Carmelo:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que temos experimentado mais ou menos em todo o mundo desde h\u00e1 algumas semanas pode-se definir sem d\u00favida como uma prova. No Novo Testamento, h\u00e1 uma palavra <em>thl\u00eepsis<\/em>, que geralmente \u00e9 traduzida por \u201ctribula\u00e7\u00e3o\u201d, que talvez nos ajude a dar nome ao que estamos a experimentar. N\u00e3o me refiro somente a um nome cient\u00edfico (como a pandemia de COVID-19) ou a um nome que expressa a nossa rea\u00e7\u00e3o imediata (como emerg\u00eancia, guerra, calamidade), mas a um nome que nos devolve \u00e0 hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, \u00e0 verdade de um Deus que falou aos homens, que se fez homem e continua a caminhar com os filhos dos homens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O risco, efetivamente, \u00e9 enfrentar este momento t\u00e3o s\u00e9rio e importante, seja prescindindo por completo da f\u00e9 ou, pelo contr\u00e1rio, recorrendo a uma religiosidade que tem pouco a ver com o Deus revelado em Jesus Cristo. O Papa Francisco advertiu-nos: &#8220;N\u00e3o desperdicem estes dias dif\u00edceis!&#8221; \u00c9 normal que cada um de n\u00f3s, como cada cidad\u00e3o respons\u00e1vel, siga escrupulosamente as regras para evitar a propaga\u00e7\u00e3o do cont\u00e1gio, aceite generosamente os pequenos sacrif\u00edcios que isto implica e fa\u00e7a o que estiver ao seu alcance para ajudar os outros e criar em seu redor um clima de paz e humanidade. \u00c9 igualmente normal que como crentes, recorramos a Deus orando pelos doentes, por aqueles que os ajudam, pelos muitos falecidos, pelos cientistas dedicados \u00e0 procura de uma vacina, por todos aqueles que est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de pobreza devido \u00e0 crise econ\u00f3mica. No entanto, h\u00e1 um n\u00edvel mais profundo, que tem a ver com uma leitura crente da hist\u00f3ria, com a presen\u00e7a de Deus no meio das tribula\u00e7\u00f5es e prova\u00e7\u00f5es da humanidade. \u00c9 um n\u00edvel em que talvez prefiramos n\u00e3o entrar e permanecer em sil\u00eancio. O sil\u00eancio \u00e9 de ouro quando \u00e9 o espa\u00e7o para a reflex\u00e3o, a busca interior, a escuta em profundidade. No entanto, n\u00e3o \u00e9 o caso quando \u00e9 consequ\u00eancia de uma in\u00e9rcia do esp\u00edrito e de um bloqueio do pensamento, quando nos limitamos a ingerir doses maci\u00e7as de informa\u00e7\u00e3o, sem as assimilar, avaliar e processar. Informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o nos forma, mas que nos invade e nos dominam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, \u00e9 justo perguntarmo-nos: temos uma palavra que provenha do sil\u00eancio da medita\u00e7\u00e3o e que nos ajude para este tempo? Uma palavra crente e orante que nos possa guiar, que seja &#8220;l\u00e2mpada para os nossos passos e luz para os nossos caminhos&#8221;? Confesso que, diante de quest\u00f5es deste tipo, a resposta espont\u00e2nea seria simplesmente: n\u00e3o, pelo menos por enquanto n\u00e3o a temos, e o reconhecimento desta pobreza j\u00e1 seria mais verdadeiro e mais valioso do que muitos discursos f\u00e1ceis e \u00e0s vezes enganosos. No entanto, n\u00e3o podemos permanecer tranquilos e ociosos quando nos falta essa luz e \u00e9 nosso dever caminhar e acompanhar outras pessoas ao longo do caminho. Se nos preocupamos apenas com a emerg\u00eancia sanit\u00e1ria e a consequente crise econ\u00f3mica, &#8220;o que estamos a fazer de extraordin\u00e1rio? N\u00e3o fazem o mesmo os pag\u00e3os?\u201d (Mt 5,47). A n\u00f3s \u00e9-nos pedido algo mais: &#8220;buscar gemendo&#8221;, como disse Blaise Pascal, implorar, bater \u00e0 porta sem nos cansarmos at\u00e9 que um raio de luz, um flash do c\u00e9u se abra para n\u00f3s e nos permita andar na verdade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com este esp\u00edrito, volto \u00e0 palavra do Novo Testamento: <em>thl\u00eepsis<\/em>, tribula\u00e7\u00e3o. Para come\u00e7ar, uma tribula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma coisa boa, n\u00e3o \u00e9 uma gra\u00e7a. Os seus sin\u00f3nimos s\u00e3o: ang\u00fastia, persegui\u00e7\u00e3o, fome, nudez, perigo (Rom 8, 35). Existe uma for\u00e7a de morte que funciona em todas as formas de tribula\u00e7\u00e3o e essa for\u00e7a p\u00f5e-nos \u00e0 prova, empurra-nos para a tenta\u00e7\u00e3o, colocando-se entre n\u00f3s e Cristo, entre a nossa humanidade d\u00e9bil e ferida e a for\u00e7a da Sua vida ressuscitada. A sombra da morte que o poder da tribula\u00e7\u00e3o projeta sobre cada um de n\u00f3s \u00e9 tal, que obscurece a vis\u00e3o d\u2019Aquele que est\u00e1 mais al\u00e9m. Manter-nos-\u00edamos separados da luz e da vida se nessa mesma sombra, nessa mesma morte n\u00e3o houvesse um vest\u00edgio, uma presen\u00e7a de vida. A tribula\u00e7\u00e3o, de fato, \u00e9 sempre para o crist\u00e3o o lugar pelo qual Cristo passou, ou melhor, por onde Cristo continua a passar e nos conduz \u00e0 luz da P\u00e1scoa. Quando dizemos que fomos salvos, que acreditamos na salva\u00e7\u00e3o, acreditamos concretamente nisto: que o mal, a morte, j\u00e1 est\u00e3o definitivamente derrotados. Mas tamb\u00e9m dizemos algo mais dif\u00edcil de aceitar e, acima de tudo, de viver e testemunhar, a saber, que o encontro com a vida ressuscitada sup\u00f5e sempre passar pelo mal e pela morte. A tribula\u00e7\u00e3o permanece o que \u00e9: experi\u00eancia de dor e ang\u00fastia, de perplexidade e afli\u00e7\u00e3o, mas \u00e0 for\u00e7a que empurra para baixo, que esmaga e oprime, op\u00f5e-se uma for\u00e7a que empurra para a frente e para cima, atraindo e levantando. Toda a for\u00e7a negativa, humilhante e aniquiladora da tribula\u00e7\u00e3o consiste na tenta\u00e7\u00e3o de nos separarmos de Cristo. E certamente ceder\u00edamos a essa tenta\u00e7\u00e3o se a tribula\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse tribula\u00e7\u00e3o do corpo de Cristo. Se n\u00e3o fosse ferida do seu Corpo Crucificado e Ressuscitado, n\u00e3o ser\u00edamos salvos nem poder\u00edamos sair vitoriosos da luta; mesmo que amanh\u00e3, como que por de magia, a pandemia terminasse, mesmo que tudo magicamente recome\u00e7asse como se nada tivesse acontecido, n\u00e3o estar\u00edamos salvos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na <em>thl\u00eepsis<\/em>, h\u00e1 um movimento para a frente, como se em determinado momento a hist\u00f3ria desse um salto, uma acelera\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao futuro. Creio que um dos elementos de consola\u00e7\u00e3o na tribula\u00e7\u00e3o (cf. 2 Cor 1, 4) \u00e9 precisamente este: ser capaz de perceber a abrevia\u00e7\u00e3o do tempo, o acercar-se do Reino. Podemos escutar, no sil\u00eancio deste tempo de emerg\u00eancia, aquele &#8220;silvo do pastor&#8221; quase impercet\u00edvel e que, no entanto, tem a for\u00e7a de nos levar de regresso a Ele e a n\u00f3s mesmos n\u2019Ele (cf. 4 Moradas 3, 2)?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste momento estamos confinados em casa, n\u00e3o temos liberdade de movimento. \u00c9 particularmente dif\u00edcil n\u00e3o poder celebrar a Eucaristia com os fi\u00e9is, ouvir confiss\u00f5es, ungir os doentes, celebrar o funeral dos muitos falecidos, acompanhar as fam\u00edlias. Se nas epidemias do passado, religiosas e religiosos, padres e bispos estiveram na vanguarda, junto com os que sofriam, hoje isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Estamos chamados a dar um passo atr\u00e1s e a deixar espa\u00e7o para m\u00e9dicos, enfermeiros e volunt\u00e1rios, que s\u00e3o os verdadeiros her\u00f3is desta pandemia do Terceiro Mil\u00e9nio. Eles recebem aplausos, gratid\u00e3o e admira\u00e7\u00e3o das pessoas, como corresponde. Deveria isto preocupar-nos? A Igreja perde visibilidade e talvez at\u00e9 credibilidade? H\u00e1 quem o pense e fale de decad\u00eancia e subordina\u00e7\u00e3o da Igreja \u00e0s autoridades civis. Entendo a amargura, compreendo o desconforto, mas porque \u00e9 que esquecemos constantemente que os caminhos do Senhor n\u00e3o s\u00e3o os nossos caminhos e que os Seus pensamentos n\u00e3o s\u00e3o os nossos pensamentos? &#8220;Sem d\u00favida \u00e9 uma grande gra\u00e7a receber os sacramentos; mas quando o bom Deus n\u00e3o o permite, tamb\u00e9m est\u00e1 bem, tudo \u00e9 gra\u00e7a&#8221; (Teresa do Menino Jesus, Caderno Amarelo, 5.6.4). Porque \u00e9 que continuamos a pensar que a Igreja deve impor-se no mundo com a for\u00e7a e a sabedoria do mundo? Se hoje nos \u00e9 dada a oportunidade de viver um tempo de <em>kenosis<\/em>, um tempo de escondimento e perda, por qu\u00ea rejeit\u00e1-lo? Recordei as palavras prof\u00e9ticas que o te\u00f3logo Joseph Ratzinger disse h\u00e1 cinquenta anos no r\u00e1dio sobre o futuro da Igreja:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da crise de hoje, surgir\u00e1 amanh\u00e3 uma Igreja e ter\u00e1 perdido muito. Ficar\u00e1 menor, ter\u00e1 que come\u00e7ar tudo desde o in\u00edcio. J\u00e1 n\u00e3o poder\u00e1 encher muitos dos edif\u00edcios constru\u00eddos numa conjuntura mais favor\u00e1vel. Perder\u00e1 adeptos e, com eles muitos de seus privil\u00e9gios na sociedade. (\u2026) Mas nessas mudan\u00e7as que se podem supor, a Igreja encontrar\u00e1 de novo e com toda a determina\u00e7\u00e3o o que \u00e9 essencial para ela, o que sempre foi o seu centro: a f\u00e9 no Deus trinit\u00e1rio, em Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, a ajuda do Esp\u00edrito que durar\u00e1 at\u00e9 ao fim. A Igreja reconhecer\u00e1 de novo, na f\u00e9 e na ora\u00e7\u00e3o, o seu verdadeiro centro e experimentar\u00e1 novamente os sacramentos como celebra\u00e7\u00e3o e n\u00e3o como um problema de estrutura lit\u00fargica. Ser\u00e1 uma Igreja interiorizada, que n\u00e3o suspira por um mandato pol\u00edtico e n\u00e3o namorisca com a esquerda nem com a direita. Ser\u00e1 muito dif\u00edcil. De fato, o processo de cristaliza\u00e7\u00e3o e a clarifica\u00e7\u00e3o custar-lhe-\u00e1 muitas for\u00e7as preciosas. Torn\u00e1-la-\u00e1 pobre e a converter\u00e1 numa igreja dos pequenos. O processo ser\u00e1 ainda mais dif\u00edcil, porque ter\u00e1 de se eliminar tanto a estreiteza de olhares sect\u00e1rios quanto a voluntariedade encorajada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ratzinger disse que esta transforma\u00e7\u00e3o levar\u00e1 tempo, e eu acrescentaria: ser\u00e3o necess\u00e1rias tribula\u00e7\u00f5es para ampliar os nossos pontos de vista e dobrar nossa teimosia. Talvez, tamb\u00e9m fa\u00e7a parte deste processo, a tribula\u00e7\u00e3o que hoje nos cerca e nos encerra, e na qual nos sentimos totalmente impotentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As restri\u00e7\u00f5es \u00e0 liberdade de movimento s\u00e3o o aspeto que mais nos impactam, porque nos obrigam a mudar radicalmente os nossos costumes. No entanto, pensando bem, n\u00e3o \u00e9 tanto o espa\u00e7o que nos falta, especialmente n\u00f3s, frades e freiras, que geralmente vivemos em grandes edif\u00edcios, talvez at\u00e9 com um grande jardim. O que nos falta \u00e9 o tempo. Agora apercebemos precisamente porque o temos demais. O tempo que temos faz-nos descobrir que n\u00e3o sabemos como viver do tempo e no tempo, que perdemos e, portanto, devemos encontrar a dimens\u00e3o do tempo novamente. Hoje abundam os <em>runners, joggers, hikers, trekkers<\/em> &#8230;, significativamente todos eles, termos de um idioma global, uma <em>koin\u00e9<\/em>, que provavelmente nem os angl\u00f3fonos reconhecem como sua l\u00edngua materna. Por outro lado, escasseiam os <em>viatores<\/em>, os caminhantes e os peregrinos no tempo. Os olhos do peregrino n\u00e3o est\u00e3o fixos no caminho, mas na meta; o peregrino n\u00e3o se interessa pelos quil\u00f3metros percorridos, mas pelos que faltam para chegar ao lugar para o qual todo o seu ser est\u00e1 orientado. Porque \u00e9 por isso que ele est\u00e1 a caminho, porque se sente atra\u00eddo por algo que n\u00e3o est\u00e1 aqui, mas mais al\u00e9m, algo que ele n\u00e3o v\u00ea, mas que anseia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A limita\u00e7\u00e3o da desloca\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede em absoluto este movimento em dire\u00e7\u00e3o ao futuro; pelo contr\u00e1rio, poderia promov\u00ea-lo e estimul\u00e1-lo. Hoje damo-nos conta de que para n\u00f3s, n\u00e3o nos movermos significa estar sentado no presente como numa caixa vazia e fr\u00e1gil, que para n\u00e3o ceder deve estar cheia de coisas, de objetos concretos, s\u00f3lidos e apropriados. Esquecemos o sentido da espera, n\u00e3o resistimos ao vazio e \u00e0 tens\u00e3o do desejo que surge da espera. De fato, esperar \u00e9 pr\u00f3prio de quem ama, e n\u00e3o saber esperar significa basicamente n\u00e3o saber amar. Espera, cheia n\u00e3o de objetos, mas do sujeito amado nesse nosso espa\u00e7o vazio dele. Por esta raz\u00e3o, a espera \u00e9 tamb\u00e9m o momento de recordar, de rever a estrutura do tempo para reconhecer os tra\u00e7os, os sinais e as par\u00e1bolas de quem j\u00e1 veio e vir\u00e1, ou melhor que esta vindo &#8220;para garantir o seu tesouro, o meu tesouro. Sem mem\u00f3ria e sem espera, o que restaria de n\u00f3s pr\u00f3prios, pequenos humanos?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 espera do Ressuscitado, feliz P\u00e1scoa a todos!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Roma, 05 de abril de 2020<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saverio Cannistr\u00e0, OCDPrep\u00f3sito Geral Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s no Carmelo:&nbsp; O que temos experimentado mais ou menos em todo o mundo desde h\u00e1 algumas semanas pode-se definir sem d\u00favida como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2379,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-2378","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2378","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2378"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2378\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2380,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2378\/revisions\/2380"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2378"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2378"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2378"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}