{"id":2376,"date":"2020-04-30T02:14:00","date_gmt":"2020-04-30T02:14:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=2376"},"modified":"2020-04-28T08:58:48","modified_gmt":"2020-04-28T08:58:48","slug":"teresa-dos-andes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/teresa-dos-andes\/","title":{"rendered":"Teresa dos Andes"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>I Centen\u00e1rio da Morte de Santa Teresa dos Andes<\/strong><br><em>Saverio Cannistr\u00e0, OCD<br>Prep\u00f3sito Geral<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 12 de abril de 2020, celebra-se o primeiro centen\u00e1rio da morte de Teresa dos Andes, uma jovem carmelita chilena, que entrou no Carmelo da cidade de Los Andes a 7 de maio de 1919 e morreu a 12 de abril de 1920, aos vinte anos de idade e 11 meses de vida religiosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num curto espa\u00e7o de tempo, ela percorreu um admir\u00e1vel caminho de santidade e deixou-nos uns preciosos escritos, onde nos narra a sua experi\u00eancia e o seu itiner\u00e1rio espiritual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por este motivo, quero oferecer a toda a Ordem \u2013 irm\u00e3s, frades e carmelitas seculares &#8211; alguns pontos de reflex\u00e3o, como um convite a imitar a vida desta santa, chamada a &#8220;pequena Teresa&#8221; do Chile.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desenvolvo a minha reflex\u00e3o em quatro pontos, seguindo a ordem cronol\u00f3gica do seu itiner\u00e1rio espiritual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Testemunho de vida. Alguns dados biogr\u00e1ficos<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora ela seja conhecida como Teresa dos Andes, o seu nome religioso \u00e9 Teresa de Jesus, como a da nossa Santa Madre, a quem ela professa uma grande devo\u00e7\u00e3o. Apesar do nome lhe parecer grande demais para ela, quer chamar-se Teresa de Jesus &#8220;para que Jesus possa dizer-lhe a ela que Ele \u00e9 o Jesus de Teresa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nasceu a 13 de julho de 1900 em Santiago do Chile. Os seus pais s\u00e3o Miguel Fern\u00e1ndez Jaraquemada e Luc\u00eda Solar Armstrong, de ascend\u00eancia espanhola. No batismo recebe o nome de Juanita Enriqueta Josefina dos Sagrados Corazones Fern\u00e1ndez Solar. Conhecemo-la pelo nome de Juanita; \u00e9 a quarta de seis irm\u00e3os, que a amam com loucura; \u00e9 a irm\u00e3 mais amada por todos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juntamente com Rebeca, a sua irm\u00e3 mais nova que a seguir\u00e1, ap\u00f3s a sua morte, no Carmelo de Los Andes, recebe uma esmerada forma\u00e7\u00e3o no Col\u00e9gio do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o, uma das melhores escolas de Santiago do Chile, onde estuda at\u00e9 aos 18 anos com resultados brilhantes. Mas, sobretudo, recebe uma refinada forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 no seio de uma fam\u00edlia abastada e muito cat\u00f3lica, porque Deus &#8220;n\u00e3o quis que ela nascesse pobre&#8221;, embora se venha a tornar pobre por Ele: &#8220;S\u00f3 quer a Jesus&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas f\u00e9rias de ver\u00e3o passa longos per\u00edodos na propriedade familiar Chacabuco, perto de Los Andes. Dedica longos momentos \u00e0 ora\u00e7\u00e3o diante do Sant\u00edssimo Sacramento, catequiza os filhos das fam\u00edlias que trabalham na fazenda, participa nas miss\u00f5es que s\u00e3o organizadas para essas fam\u00edlias, cuida dos trabalhadores da fazenda e ajuda os pobres que batem \u00e0 sua porta<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m pratica desporto e com as suas amigas d\u00e1 grandes passeios a cavalo pela Cordilheira dos Andes; \u00e9 uma &#8220;perfeita amazona&#8221;. Mas no seu horizonte est\u00e1 sempre presente o ideal do Carmelo, que um dia projeta abra\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conclu\u00eddos os estudos, revela \u00e0 sua irm\u00e3 Rebeca um dos seus segredos mais bem guardados: o seu desejo de ser religiosa. Teve de lutar por ele e superar muitas dificuldades; entre elas, a oposi\u00e7\u00e3o, especialmente do seu pai, que idolatrava a sua filha mais querida, e a dos seus irm\u00e3os, que n\u00e3o viam sentido na sua voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas ela n\u00e3o desiste dos seus esfor\u00e7os. A 5 de setembro de 1917 escreve pela primeira vez ao Carmelo de Los Andes, expressando o seu desejo de ser carmelita. A 11 de janeiro de 1919, acompanhada pela sua m\u00e3e L\u00facia, que n\u00e3o deixou de a apoiar, foi visitar a prioresa do mosteiro, Madre Ang\u00e9lica Teresa, e inicia a prepara\u00e7\u00e3o para a sua entrada apesar das l\u00e1grimas da fam\u00edlia que isso implicava. Entra a 7 de maio de 1919.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No seu caminho at\u00e9 ao Carmelo sente-se guiada pelos seus diretores espirituais mas, sobretudo, pelos Mestres do Carmelo, que foram para ela um farol luminoso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>O seu Mestre Divino e os Mestres do Carmelo<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deve-se dizer que o seu Mestre por excel\u00eancia \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus, que a instrui interiormente, como afirma repetidamente no seu <em>Di\u00e1rio<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm 1906 foi quando Jesus come\u00e7ou a tomar o meu cora\u00e7\u00e3o para Si [\u2026] Jesus, desde esse primeiro abra\u00e7o (Primeira Comunh\u00e3o em 1910) n\u00e3o me libertou e me tomou para Si. Todos os dias comungava e falava com Jesus por longo tempo. Mas a minha devo\u00e7\u00e3o especial era a Virgem. Contava-lhe tudo. Sentia a sua voz dentro de mim pr\u00f3pria\u201d. Jesus \u00e9 o seu Evangelho e Maria o espelho em que se reflete.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m se sentiu iluminada interiormente pelos Mestres do Carmelo. Das suas fontes, bebe Teresa dos Andes o melhor da sua espiritualidade, que lan\u00e7am novas luzes no seu caminho at\u00e9 ao Carmelo. Sem d\u00favida, eles constituem um importante ponto de refer\u00eancia para descobrir a sua voca\u00e7\u00e3o, a sua mensagem e a sua miss\u00e3o na Igreja. Ela pr\u00f3pria nos remete a essas fontes: Teresa de Jesus, Jo\u00e3o da Cruz, Teresa de Lisieux e Isabel da Trindade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juanita l\u00ea desde tenra idade a <em>Vida<\/em> e o <em>Caminho de Perfei\u00e7\u00e3o<\/em> de Santa Teresa de Jesus, que imprimem nela uma marca profunda. S\u00e3o v\u00e1rias as resson\u00e2ncias que encontramos nos seus escritos, particularmente sobre a ora\u00e7\u00e3o teresiana e as quatro formas de regar o jardim (cf. <em>Livro da Vida<\/em>, 11).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais tarde, alguns meses antes de entrar no Carmelo, l\u00ea a <em>Suma Espiritual<\/em> de S. Jo\u00e3o da Cruz, publicada em Burgos em 1900. A sua leitura aviva nela a chama de amor viva que j\u00e1 havia aprisionado o seu cora\u00e7\u00e3o. \u00c0 luz dessa leitura descobre muitas das experi\u00eancias que tinha tido anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre ambas as leituras est\u00e1 a leitura de Teresa de Lisieux e de Isabel da Trindade, duas figuras mais pr\u00f3ximas dela, quase contempor\u00e2neas, cuja influ\u00eancia mudou a espiritualidade contempor\u00e2nea. Teresa dos Andes confessa que sua vida \u00e9 muito semelhante \u00e0 dessas duas santas carmelitas francesas. De fato, nos seus escritos encontram-se muitas express\u00f5es e muitas resson\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>O legado da sua experi\u00eancia: Di\u00e1rio e Cartas<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Teresa dos Andes n\u00e3o \u00e9 uma escritora propriamente dito, nem escreve para que os seus escritos sejam um dia publicados; escreve simplesmente para comunicar as suas experi\u00eancias e partilhar os seus sentimentos e estados interiores aos seus interlocutores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para esse fim, em setembro de 1915, come\u00e7a a escrever o seu <em>Di\u00e1rio<\/em> enquanto estudava como interna no col\u00e9gio e termina-o no Carmelo. Descreve toda a trajet\u00f3ria da sua vida, embora com muitas interrup\u00e7\u00f5es. S\u00e3o p\u00e1ginas incandescentes, de uma extraordin\u00e1ria frescura, nas quais derrama toda a sua vida e toda a sua experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deixou-nos tamb\u00e9m um precioso legado de 165 <em>Cartas<\/em>, assim distribu\u00eddas: 84 \u00e0 sua fam\u00edlia; 37 \u00e0s suas amizades; 23 aos seus diretores espirituais e 21 \u00e0 Prioresa do Carmelo. S\u00e3o cartas escritas com grande ternura e transpar\u00eancia, que transmitem paz, alegria, felicidade, consolo e esperan\u00e7a, mas acima de tudo amor; um amor por todos, que encontra o seu manancial em Deus e na ora\u00e7\u00e3o contemplativa do Carmelo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o a express\u00e3o dos seus sentimentos mais profundos de amor, carinho, proximidade; s\u00e3o um reflexo de sua sensibilidade e sua maturidade humana e espiritual. Nelas vai descrevendo as pr\u00f3prias experi\u00eancias com uma incr\u00edvel simplicidade e transpar\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o de real\u00e7ar as cartas que escreve ao pai pedindo a sua autoriza\u00e7\u00e3o para entrar no Carmelo; bem como as que escreve ao seu irm\u00e3o Lucho explicando-lhe o significado da sua voca\u00e7\u00e3o; tamb\u00e9m as que escreve a sua irm\u00e3 Rebeca, sua confidente mais \u00edntima, a quem primeiro havia revelado o segredo da sua voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o cartas muito semelhantes \u00e0s escritas por Teresa de Lisieux \u00e0s irm\u00e3s, comunicando-lhes o segredo do seu caminho da inf\u00e2ncia espiritual; e semelhantes \u00e0s que escreve Isabel da Trinidad a sua irm\u00e3 Margarita partilhando com ela a sua miss\u00e3o de ser louvor de gl\u00f3ria. Da mesma forma, Teresa dos Andes quer partilhar com a sua fam\u00edlia as suas amizades e experi\u00eancia de amor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Uma luz no alto do monte: Irradia\u00e7\u00e3o eclesial da sua mensagem<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A espiritualidade de Teresa dos Andes atinge o mais alto reconhecimento eclesial da sua santidade, ao ser beatificada por S. Jo\u00e3o Paulo II na sua visita a Santiago do Chile (3 de abril de 1987) e canonizada pelo mesmo Papa em S\u00e3o Pedro (21 de mar\u00e7o de 1993).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sua homilia de beatifica\u00e7\u00e3o prop\u00f5e-na como fonte de <em>alegria infinita<\/em> e como <em>modelo de vida evang\u00e9lica para os jovens<\/em>. No mesmo ano da sua beatifica\u00e7\u00e3o, os restos mortais da Beata foram trasladados para o novo Mosteiro de Auco (a 11 quil\u00f3metros de Los Andes) e posteriormente depositados na cripta do Santu\u00e1rio que foi inaugurado no ano seguinte. Aqui peregrinam massivamente, todos os anos, jovens e devotos de todos os cantos do Chile e de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Santu\u00e1rio de Teresa dos Andes converteu-se num foco de irradia\u00e7\u00e3o da espiritualidade desta jovem carmelita chilena, que alcan\u00e7a toda a Igreja e atravessa as fronteiras da grande Cordilheira dos Andes, como um raio de luz que ilumina a nossa sociedade moderna secularizada, mas em busca de um novo sentido para a vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como afirmou Jo\u00e3o Paulo II no dia de sua canoniza\u00e7\u00e3o na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDeus fez brilhar admiravelmente nela a luz de seu Filho Jesus Cristo, para que sirva de farol e guia para um mundo que parece cego pelo esplendor do divino. Para uma sociedade secularizada, que vive de costas para Deus, esta carmelita chilena, que com grande alegria apresento como modelo da eterna juventude do Evangelho, oferece o testemunho limpo de uma exist\u00eancia que proclama aos homens e mulheres de hoje que no amar, adorar e servir a Deus est\u00e3o a grandeza e a alegria, a liberdade e a realiza\u00e7\u00e3o plena da criatura humana. A vida da bem-aventurada Teresa grita de forma silenciosa desde o claustro: S\u00f3 Deus basta! \u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 luz destas reflex\u00f5es que quis oferecer \u00e0 Ordem, evocando a figura de Teresa dos Andes, gostaria que nos sent\u00edssemos convidados por esta sempre jovem carmelita chilena a seguir o seu caminho de santidade. Celebr\u00e1-la ser\u00e1 tamb\u00e9m um incentivo a aprofundar os seus escritos e a difundir a sua mensagem de grande atualidade para o mundo de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Concluo destacando que esta celebra\u00e7\u00e3o vem ao encontro da reflex\u00e3o carism\u00e1tica que empreendemos neste sex\u00e9nio. Sem d\u00favida ser\u00e1 poss\u00edvel encontrar em Teresa dos Andes inspira\u00e7\u00f5es que sem d\u00favida enriquecem a nossa reflex\u00e3o e nos ajudam a revitalizar o nosso carisma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Roma, 12 de abril de 2020<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>I Centen\u00e1rio da Morte de Santa Teresa dos AndesSaverio Cannistr\u00e0, OCDPrep\u00f3sito Geral No dia 12 de abril de 2020, celebra-se o primeiro centen\u00e1rio da morte de Teresa dos Andes, uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2372,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-2376","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2376","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2376"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2376\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2377,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2376\/revisions\/2377"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2372"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2376"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2376"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2376"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}