{"id":1610,"date":"2018-06-12T08:38:00","date_gmt":"2018-06-12T08:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=1610"},"modified":"2018-06-26T16:06:54","modified_gmt":"2018-06-26T16:06:54","slug":"encontros-no-silencio-com-d-manuel-quintas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/encontros-no-silencio-com-d-manuel-quintas\/","title":{"rendered":"Encontros no sil\u00eancio: com D. Manuel Quintas"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201cUma vida orante d\u00e1-nos a medida certa para cada situa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s mesmos e em rela\u00e7\u00e3o aos outros porque nos d\u00e1 o olhar de Deus\u201d, afirmou no passado dia 2 de junho, na <a href=\"https:\/\/folhadodomingo.pt\/edicao-deste-mes-dos-encontros-no-silencio-explicou-o-que-distingue-as-vocacoes-consagradas-das-restantes\/\">edi\u00e7\u00e3o deste m\u00eas dos \u201cEncontros no Sil\u00eancio\u201d<\/a> que a comunidade algarvia das Carmelitas Descal\u00e7as tem vindo a promover com diversos testemunhos vocacionais.<\/em><\/p>\n<p>O bispo do Algarve diz que houve tr\u00eas aspetos que \u201cpesaram muito\u201d na sua decis\u00e3o de querer ser padre.<\/p>\n<p>D. Manuel Quintas explica que esses \u201celementos que estiveram sempre presentes no desenvolvimento vocacional\u201d foram a ora\u00e7\u00e3o, a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora e o testemunho dos mission\u00e1rios italianos nos semin\u00e1rios que frequentou.<\/p>\n<p>No encontro que teve, uma vez mais lugar no Carmelo de Nossa Senhora Rainha do Mundo, no Patac\u00e3o, com a participa\u00e7\u00e3o de cerca de 30 jovens, o convidado deste m\u00eas daquela iniciativa disse tamb\u00e9m verificar que \u201co tempo de maior ades\u00e3o e vitalidade vocacional foi tamb\u00e9m tempo de maior intensidade na devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora\u201d.<\/p>\n<p>O prelado lembrou ainda que o testemunho dos mission\u00e1rios que passavam por Portugal na ida ou no regresso de Mo\u00e7ambique era algo \u201ccativante\u201d, sobretudo pela \u201calegria\u201d e \u201centusiasmo\u201d de \u201cpessoas livres\u201d. \u201cAquela sensa\u00e7\u00e3o de liberdade de vida, vivida com gosto, com sabor, com alegria, isso \u00e9 que foi contagiante para mim no sentido de querer tamb\u00e9m ir para l\u00e1\u201d, contou aos jovens que participaram no encontro vocacional.<\/p>\n<p>D. Manuel Quintas acrescentou tamb\u00e9m que para al\u00e9m do testemunho dos mission\u00e1rios foi igualmente muito cativado pelo testemunho das irm\u00e3s mission\u00e1rias quando esteve em Mo\u00e7ambique. \u201cO bem que elas faziam do ponto de vista social e da sa\u00fade, de apoio \u00e0s m\u00e3es, \u00e0s fam\u00edlias, aos beb\u00e9s, foi profundamente contagiante e creio que foi isso que me levou, regressando, a continuar\u201d, afirmou, lembrando a miss\u00e3o que realizou naquele pa\u00eds entre 1971 e 1973 como \u201cdesafio vocacional\u201d para provar a si mesmo que aquele seria o caminho certo.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante serem estes os tr\u00eas \u201cdenominadores comuns\u201d da sua caminhada vocacional, D. Manuel Quintas considera que o levou a querer ser padre foi uma cantilena que lhe ensinaram umas religiosas espanholas que conheceu quando em crian\u00e7a esteve internado no Hospital da Prelada, no Porto. \u201cPenso que est\u00e1 a\u00ed a raiz. Eu n\u00e3o tenho outra explica\u00e7\u00e3o\u201d, referiu, lembrando a lengalenga que repetia a afirma\u00e7\u00e3o de querer ser padre.<\/p>\n<p>No quarto ano letivo teve uma professora que foi a intermedi\u00e1ria no pedido para entrar no semin\u00e1rio que se concretizou no final daquele ano. \u201cInicialmente tive muita dificuldade nos estudos por duas raz\u00f5es. A primeira \u00e9 porque os que vinham do interior n\u00e3o tinham a prepara\u00e7\u00e3o daqueles que viviam em vilas ou cidades. A outra dificuldade \u00e9 porque os professores n\u00e3o eram portugueses, eram italianos\u201d, contou, lembrando que \u201cera irreverente e muito traquina\u201d. \u201cQuando se come\u00e7ou a concretizar a minha entrada no semin\u00e1rio, mudei. A partir da\u00ed nunca mais falhei \u00e0 missa\u201d, acrescentou, lembrando que s\u00f3 depois de entrar descobriu tratar-se de um semin\u00e1rio mission\u00e1rio de religiosos, o que inicialmente originou \u201calguma pena\u201d sua e dos familiares \u201cpor n\u00e3o [vir a] ser padre diocesano\u201d e \u201cn\u00e3o poder ficar perto\u201d da sua aldeia.<\/p>\n<p>O bispo do Algarve disse que na altura \u201cn\u00e3o sabia o que era ser dehoniano\u201d ou Sacerdote do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, um instituto que gradualmente foi \u201capreciando\u201d e o \u201cfoi cativando tamb\u00e9m pela sua dimens\u00e3o espiritual\u201d.<\/p>\n<p>Dos 15 aos 18 anos, confrontado com as desist\u00eancias de muitos colegas, teve de fazer op\u00e7\u00f5es. D. Manuel Quintas explica que teve de \u201cfazer grupo com aqueles que queriam continuar\u201d. O bispo do Algarve testemunhou que depois do ano de noviciado, quando em 1969 foi para Lisboa, aquele per\u00edodo do p\u00f3s-conc\u00edlio e da pr\u00e9-revolu\u00e7\u00e3o do 25 de Abril foi outro momento de perseveran\u00e7a no caminho vocacional. \u201cFoi muito complicado para aqueles que estavam a caminho do sacerd\u00f3cio e da vida consagrada. Foi muito complicado permanecer firme nesta op\u00e7\u00e3o de querer ser padre\u201d, lembrou, acrescentando ter sido a\u00ed que pediu para ir para Mo\u00e7ambique fazer uma experi\u00eancia mission\u00e1ria. \u201cEsta experi\u00eancia para mim foi marcante no que diz respeito a uma op\u00e7\u00e3o definitiva por este chamamento\u201d, recordou, real\u00e7ando sobretudo o testemunho mission\u00e1rio que recebeu.<\/p>\n<p>\u201cEu estava convencido que se n\u00e3o fosse padre e tivesse seguido outra vida n\u00e3o era um drama para mim. S\u00f3 que eu conclu\u00ed que seguindo esta vida encontraria uma felicidade e uma alegria maior porque a doa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais plena e, sobretudo, mais universal\u201d, explicou, acrescentando que sem aquela experi\u00eancia \u201cse calhar n\u00e3o tinha conseguido\u201d manter-se no caminho rumo ao sacerd\u00f3cio.<\/p>\n<p>No ver\u00e3o de 1974, D. Manuel Quintas fez ainda uma experi\u00eancia de trabalho numa f\u00e1brica de celulose em Fran\u00e7a com alguns colegas. \u201cFoi uma experi\u00eancia muito gratificante, sobretudo pelo contacto com os emigrantes\u201d, recorda.<\/p>\n<p>O bispo diocesano disse que como padre, depois de ordenado em 1977, o \u201cmais marcante\u201d que viveu foi os nove anos que passou em Coimbra no semin\u00e1rio com jovens dos 15 aos 18 anos. \u201cForam anos muito gratificantes e que me deixaram mesmo boas recorda\u00e7\u00f5es\u201d, contou, lembrando que depois esteve dois anos em Roma a estudar Teologia da Vida Religiosa com o objetivo de ser mestre de novi\u00e7os, servi\u00e7o que abra\u00e7ou nos tr\u00eas anos seguintes em Aveiro. Depois desses tr\u00eas anos foi Superior Provincial durante seis anos. \u201cA\u00ed pude matar saudades das miss\u00f5es porque todos os anos fui passar um m\u00eas com os mission\u00e1rios portugueses que estavam em Madag\u00e1scar e Mo\u00e7ambique\u201d, relatou.<\/p>\n<p>Depois desses seis anos foi nomeado bispo auxiliar para o Algarve, mas lembra que \u201cningu\u00e9m tem voca\u00e7\u00e3o para bispo porque ser bispo n\u00e3o \u00e9 voca\u00e7\u00e3o, \u00e9 um servi\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:<a href=\"https:\/\/folhadodomingo.pt\/bispo-do-algarve-lembra-tres-aspetos-que-pesaram-muito-na-decisao-de-querer-ser-padre\/\">\u00a0https:\/\/folhadodomingo.pt\/bispo-do-algarve-lembra-tres-aspetos-que-pesaram-muito-na-decisao-de-querer-ser-padre\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cUma vida orante d\u00e1-nos a medida certa para cada situa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s mesmos e em rela\u00e7\u00e3o aos outros porque nos d\u00e1 o olhar de Deus\u201d, afirmou no passado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1611,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-1610","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vocacao","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1610","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1610"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1610\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1613,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1610\/revisions\/1613"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1610"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1610"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1610"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}