{"id":1601,"date":"2018-06-08T09:24:03","date_gmt":"2018-06-08T09:24:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=1601"},"modified":"2018-06-08T09:24:03","modified_gmt":"2018-06-08T09:24:03","slug":"projeto-de-co-edicao-da-rever-revista-de-estudos-da-religiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/projeto-de-co-edicao-da-rever-revista-de-estudos-da-religiao\/","title":{"rendered":"Projeto de co-edi\u00e7\u00e3o da Rever &#8211; Revista de Estudos da Religi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Instituto de Estudos de Religi\u00e3o da Faculdade de Teologia, da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa (UCP) e o Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia da Religi\u00e3o, da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica (PUC) de S\u00e3o Paulo, inauguram o projeto de co-edi\u00e7\u00e3o da Rever &#8211; Revista de Estudos da Religi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os objetivos da publica\u00e7\u00e3o quadrimestral, que com este n\u00famero de Janeiro-abril de 2018 entra no 18.\u00ba volume, \u00abs\u00e3o informar o leitor sobre a pesquisa corrente e propiciar uma discuss\u00e3o metate\u00f3rica em torno da Ci\u00eancia da Religi\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>Editada por Frank Usarski e Wagner Lopes Sanchez (PUC) e Alfredo Teixeira (UCP), a revista, que em cada n\u00famero inclui uma sec\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica, pretende tamb\u00e9m \u00abservir de elo com a discuss\u00e3o acad\u00e9mica internacional, abrindo espa\u00e7o para artigos de autores de outros pa\u00edses\u00bb.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos estudos relativos a uma espec\u00edfico, a publica\u00e7\u00e3o apresenta as sec\u00e7\u00f5es &#8220;Interc\u00e2mbio&#8221;, sobre quest\u00f5es \u00e0 parte do tema principal, &#8220;Subs\u00eddios&#8221;, com ensaios \u00ab\u00fateis para o ensino universit\u00e1rio na \u00e1rea de Ci\u00eancia da Relig\u00e3o\u00bb, &#8220;F\u00f3rum&#8221;, dedicada ao estudo das religi\u00f5es, e &#8220;Resenhas&#8221;, com \u00abtextos e informa\u00e7\u00f5es de interesse\u00bb.<\/p>\n<p>&#8220;Arte \u00e9 liturgia?&#8221; \u00e9 o tema principal do primeiro n\u00famero desta parceria, que conta com os textos &#8220;Ritualidade da arte: performatividade da mem\u00f3ria&#8221; (Jo\u00e3o Manuel Duque), &#8220;Da sa\u00edda: religi\u00e3o da sa\u00edda da religi\u00e3o, arte da sa\u00edda da arte&#8221; (Paulo Pires do Vale) e &#8220;A mem\u00f3ria religiosa entre est\u00e9tica e pol\u00edtica: o &#8216;Magnificat&#8217; de Jo\u00e3o Madureira&#8221; (Alfredo Teixeira, Lu\u00edsa Almendra).<\/p>\n<p>Os estudos prosseguem com &#8220;Figura\u00e7\u00f5es do espa\u00e7o em David Bowie&#8221; (Rui Miguel Fernandes), &#8220;As Igrejas e a media\u00e7\u00e3o est\u00e9tica nos contextos de inicia\u00e7\u00e3o religiosa&#8221; (L. M. Figueiredo Rodrigues) e &#8220;T\u00e1lamo dos C\u00e2nticos na capela Arvore da Vida: por uma espiritualidade do atrevimento&#8221; (Joaquim F\u00e9lix de Carvalho).<\/p>\n<p>O editorial da revista, que seguidamente transcrevemos, revela as principais quest\u00f5es abordadas pelos textos.<\/p>\n<p>Arte \u00e9 liturgia?<br \/>\nAlfredo Teixeira<br \/>\nIn &#8220;Rever&#8221;<\/p>\n<p>O dossier tem\u00e1tico constitu\u00eddo para este n\u00famero da &#8220;Rever&#8221; resulta do trabalho explorat\u00f3rio de um grupo de pesquisa, enquadrado na linha de investiga\u00e7\u00e3o \u00abPerformatividades e Est\u00e9ticas do Religioso\u00bb, do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o em Teologia e Estudos de Religi\u00e3o (Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa). Este n\u00famero inaugura, tamb\u00e9m, uma parceria com o Instituto de Estudos de Religi\u00e3o (wwww.ier.ucp.pt) da mesma Universidade, na co-edi\u00e7\u00e3o da &#8220;Rever&#8221;, cumprindo o objetivo de tornar este projeto da PUC de S\u00e3o Paulo mais diversificado no espa\u00e7o lus\u00f3fono e na cena internacional.<\/p>\n<p>Desde o final do s\u00e9culo XIX que abundam as glosas ao tema da autonomia da est\u00e9tica face \u00e0 religi\u00e3o. Weber leu este problema a partir das categorias de tens\u00e3o e conflito, inscritas nas trajet\u00f3rias art\u00edsticas de emancipa\u00e7\u00e3o da forma a em rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado. Adorno celebrou a vanguarda musical do p\u00f3s\u00adguerra enquanto movimento de emancipa a\u00e7\u00e3o da po\u00e9tica musical em rela\u00e7\u00e3o a todo o tipo de heteronomias, incluindo qualquer subordina\u00e7\u00e3o a outro sistema simb\u00f3lico \u2013 por exemplo, o religioso. Michel de Certeau, interessado no estudo das desloca\u00e7\u00f5es do crer, num contexto de fragmenta\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, descreveu a mem\u00f3ria religiosa como um vasto stock de fragmentos dispon\u00edveis para m\u00faltiplas apropria\u00e7\u00f5es. Marcel Gauchet, recuperando a hermen\u00eautica weberiana, vaticinou que a idade da religi\u00e3o como estrutura tinha encontrado o seu termo. No entanto, Gauchet identifica um \u00abresto\u00bb de experi\u00eancias singulares e sistemas de convic\u00e7\u00f5es, enraizado na religi\u00e3o, que considera tratar\u00adse de um substrato antropol\u00f3gico irredut\u00edvel. A est\u00e9tica \u00e9, na sua interpreta\u00e7\u00e3o, um destes restos. A experi\u00eancia est\u00e9tica surge identificada com a experi\u00eancia do sagrado, a irrup\u00e7\u00e3o do totalmente-outro na familiaridade das coisas. Nos itiner\u00e1rios m\u00faltiplos da modernidade, as vias que descrevem as rela\u00e7\u00f5es entre est\u00e9tica, arte e religi\u00e3o s\u00e3o o plurais. Prop\u00f5em-se, neste dossier, diversos enfoques, que podem ser vistos como declina\u00e7\u00f5es do conhecido enunciado do artista pl\u00e1stico americano Paul Thek (1933\u00ad1988): &#8220;Art is Liturgy&#8221;.<\/p>\n<p>Em &#8220;&#8216;Magnificat&#8217;, ou a insubmissa voz&#8221; (2014), o compositor, sem depend\u00eancias de uma institui\u00e7\u00e3o religiosa, n\u00e3o deixa de ser um agente de um processo de transmiss\u00e3o cultural de uma mem\u00f3ria religiosa<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Duque parte de uma aproxima\u00e7\u00e3o da arte como evento de gratuidade, para a relacionar com a experi\u00eancia ritual. Na sua \u00f3tica, a reciprocidade entre arte e rito alimenta-se dessa necessidade de atualizar um movimento de mem\u00f3ria redentora. De forma paradoxal, o fil\u00f3sofo e curador Paulo Pires do Vale apresenta uma leitura dos gestos art\u00edsticos em que se recusa a sacraliza\u00e7\u00e3o da arte e se nega o museu como lugar de culto. Na sua interpreta\u00e7\u00e3o, o movimento art\u00edstico \u00abanti\u00admuseu\u00bb \u00e9 tanto p\u00f3s-religioso como p\u00f3s-art\u00edstico. Parte desta dessacraliza\u00e7\u00e3o da arte, no mundo do Atl\u00e2ntico Norte, mobiliza uma leitura do cristianismo enquanto \u00abreligi\u00e3o da sa\u00edda da religi\u00e3o\u00bb, t\u00f3pico de ascend\u00eancia weberiana, desenvolvido por Marcel Gauchet.<\/p>\n<p>Noutros itiner\u00e1rios de cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, a mem\u00f3ria religiosa pode ser usada para criticar o &#8220;mainstream&#8221; ideol\u00f3gico, ou uma certa ordem pol\u00edtica do mundo. Talvez porque as institui\u00e7\u00f5es religiosas perderam grande parte da sua capacidade de tutela social, as suas narrativas e imagens, em certos contextos, podem ser mobilizadas para a afirma\u00e7\u00e3o de uma dissid\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao status quo. Noutra perspetiva, pode afirmar-se tamb\u00e9m que os criadores de arte contempor\u00e2nea podem manusear os antigos suportes simb\u00f3licos da religi\u00e3o para legitimar a sua pr\u00f3pria proposta de valor. Alfredo Teixeira e Lu\u00edsa Almendra estudam os contornos destes processos no caso de uma obra musical criada pelo compositor portugu\u00eas Jo\u00e3o Madureira: &#8220;&#8216;Magnificat&#8217;, ou a insubmissa voz&#8221; (2014). Observou-se que o compositor privilegia a sem\u00e2ntica pol\u00edtica do texto protocrist\u00e3o, perseguindo a via de uma universaliza\u00e7\u00e3o da mensagem, desvinculada do seu habitat comunit\u00e1rio, ritual e orante. O compositor, no entanto, no quadro desta opera\u00e7\u00e3o, sem depend\u00eancias de uma institui\u00e7\u00e3o religiosa, n\u00e3o deixa de ser um agente de um processo de transmiss\u00e3o cultural de uma mem\u00f3ria religiosa. Descobrem-se, assim, cen\u00e1rios aut\u00f3nomos da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, onde se enunciam leituras plurais da tradi\u00e7\u00e3o religiosa, desvinculadas de uma mem\u00f3ria autorizada, mas n\u00e3o necessariamente contra essa mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Com uma ascend\u00eancia claramente nietzscheana, Bowie n\u00e3o dar\u00e1 uma resposta religiosa, sob o ponto de vista denotativo, mas ensaiar\u00e1 uma tentativa de leitura da experi\u00eancia do \u00abespa\u00e7o\u00bb, enquanto forma de autotranscend\u00eancia<\/p>\n<p>No quadro das modernidades m\u00faltiplas que caracterizam as sociedades contempor\u00e2neas, torna\u00adse necess\u00e1rio encontrar instrumentos de estudo que sejam sens\u00edveis \u00e0s metamorfoses do sagrado \u2013 tanto no que diz respeito \u00e0 cartografia das suas desloca\u00e7\u00f5es, como no que concerne \u00e0 inventaria\u00e7\u00e3o das suas formas impl\u00edcitas. A cultura &#8220;Pop&#8221; \u00e9, neste dom\u00ednio, um dos laborat\u00f3rios privilegiados, em raz\u00e3o da sua forte articula\u00e7\u00e3o com as narrativas e as imagens do quotidiano. O estudo de Rui Miguel Fernandes sobre a po\u00e9tica de David Bowie n\u00e3o persegue as formas de um sagrado expl\u00edcito. Parte antes da evid\u00eancia de uma pergunta: como viver num mundo ca\u00f3tico e absurdo? Com uma ascend\u00eancia claramente nietzscheana, Bowie n\u00e3o dar\u00e1 uma resposta religiosa, sob o ponto de vista denotativo, mas ensaiar\u00e1 uma tentativa de leitura da experi\u00eancia do \u00abespa\u00e7o\u00bb, enquanto forma de autotranscend\u00eancia. Esta via n\u00e3o pode ser compreendida sem ter em conta as din\u00e2micas sociais contempor\u00e2neas, no que diz respeito \u00e0 significa\u00e7\u00e3o espiritual da experi\u00eancia humana e c\u00f3smica.<\/p>\n<p>Com frequ\u00eancia, estudos em diversas \u00e1reas disciplinares t\u00eam colocado em evid\u00eancia que, a apesar da diminui\u00e7\u00e3o da capacidade de as institui\u00e7\u00f5es religiosas tutelarem a administra\u00e7\u00e3o do sagrado, subsistem ind\u00edcios de uma procura de satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades de \u00edndole espiritual. A aptid\u00e3o para responder \u00e0s exig\u00eancias pr\u00f3prias deste circuito de necessidades n\u00e3o deixou de ser uma forma poss\u00edvel de constru\u00e7\u00e3o da credibilidade social. Este pode ser um espa\u00e7o de converg\u00eancia entre iniciativas diversas de institui\u00e7\u00f5es e comunidades religiosas e agentes do campo art\u00edstico. Lu\u00eds Miguel Figueiredo Rodrigues estuda o papel que a arte pode desempenhar nos processos de transmiss\u00e3o e inicia\u00e7\u00e3o religiosa, atrav\u00e9s da sua capacidade de materializar ou dar visibilidade \u00e0s buscas espirituais. Cruzando modelos te\u00f3ricos diversos, com um particular destaque para a mediologia de R\u00e9gis Debray, prop\u00f5e vias de compreens\u00e3o para o papel que as pr\u00e1ticas art\u00edsticas, mobilizadas pelas comunidades religiosas, podem desempenhar na constru\u00e7\u00e3o das identidades crentes.<\/p>\n<p>Neste dossier tem\u00e1tico da &#8220;Rever&#8221; procura-se uma aproxima\u00e7\u00e3o hermen\u00eautica ao religioso cultivando um jogo de escalas: entre a vis\u00e3o macrosc\u00f3pica dos modelos te\u00f3ricos e a leitura microsc\u00f3pica dos casos; entre o campo art\u00edstico e o campo religioso<\/p>\n<p>Por fim, o dossier apresentado prop\u00f5e uma leitura de um espa\u00e7o ritual \u00adlit\u00fargico, situado numa cidade no Norte de Portugal. Trata\u00adse da Capela \u00c1rvore da Vida, perten\u00e7a da Arquidiocese de Braga, que recebeu, em 2011, o pr\u00e9mio ArchDaily para o edif\u00edcio religioso com a melhor arquitetura. Trata-se de um espa\u00e7o de converg\u00eancia entre a especula\u00e7\u00e3o arquitet\u00f3nica e a reflex\u00e3o lit\u00fargica crist\u00e3. Joaquim F\u00e9lix Carvalho \u00e9, neste caso, um int\u00e9rprete e um ator deste espa\u00e7o. A sua aten\u00e7\u00e3o centra-se num dispositivo particular, o t\u00e1lamo eucar\u00edstico, em cuja cria\u00e7\u00e3o participou, explorando as vias de compreens\u00e3o das diferentes camadas simb\u00f3licas. O seu texto desdobra-\u00adse nesse limiar complexo, entre o olhar exterior que l\u00ea a gram\u00e1tica de um espa\u00e7o ritual e o corpo que o vive como um lugar habitado. A partir dessa interse\u00e7\u00e3o, prop\u00f5e uma interpreta\u00e7\u00e3o para a forma como a\u00ed se cruzam a po\u00e9tica espacial, a praxis escult\u00f3rica e a performance ritual.<\/p>\n<p>Neste dossier tem\u00e1tico da &#8220;Rever&#8221; procura-se uma aproxima\u00e7\u00e3o hermen\u00eautica ao religioso cultivando um jogo de escalas: entre a vis\u00e3o macrosc\u00f3pica dos modelos te\u00f3ricos e a leitura microsc\u00f3pica dos casos; entre o campo art\u00edstico e o campo religioso. Essa implica\u00e7\u00e3o de escalas diversas, parte de uma posi\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica que persegue o objeto \u00abreligi\u00e3o\u00bb nas suas metamorfoses e recomposi\u00e7\u00f5es, em vez de partir de um objeto j\u00e1 dado. Trata-se de um tipo de investiga\u00e7\u00e3o que privilegia, enquanto campo de estudo, o religioso \u00aba fazer-se\u00bb.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fontes:<\/p>\n<p>\u2013 <a href=\"http:\/\/www.snpcultura.org\/arte_e_liturgia_universidade_catolica_e_pontificia_de_sao_paulo_inauguram_coedicao_revista_teologica.html\">http:\/\/www.snpcultura.org\/arte_e_liturgia_universidade_catolica_e_pontificia_de_sao_paulo_inauguram_coedicao_revista_teologica.html<\/a><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/ier.ucp.pt\/docentes-conhecimento\/revista-de-estudos-da-religiao\">https:\/\/ier.ucp.pt\/docentes-conhecimento\/revista-de-estudos-da-religiao<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto de Estudos de Religi\u00e3o da Faculdade de Teologia, da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa (UCP) e o Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia da Religi\u00e3o, da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica (PUC) de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1602,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-1601","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-divulgacao","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1601","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1601"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1601\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1603,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1601\/revisions\/1603"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1602"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1601"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1601"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1601"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}