{"id":1294,"date":"2018-03-04T14:18:10","date_gmt":"2018-03-04T14:18:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/?p=1294"},"modified":"2018-03-04T14:18:10","modified_gmt":"2018-03-04T14:18:10","slug":"congresso-sobre-dalila-pereira-da-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/congresso-sobre-dalila-pereira-da-costa\/","title":{"rendered":"Congresso sobre Dalila Pereira da Costa"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\">\n<p>A Faculdade de Teologia e o Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Cat\u00f3lica organizam de hoje a ter\u00e7a-feira, no Porto, o <a href=\"http:\/\/www.teologia.porto.ucp.pt\/pt\/central-eventos\/congresso-centenario-nascimento-dalila-pereira-costa\">Congresso do Centen\u00e1rio do Nascimento da escritora, ensa\u00edsta e poetisa Dalila Pereira da Costa.<\/a><\/p>\n<p>A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, conta com a interven\u00e7\u00e3o de cerca de meia centena de especialistas e abre, precisamente no dia em que se assinalam os 100 anos de nascimento (4 de mar\u00e7o), com a visita \u00e0 casa da autora, seguida de uma celebra\u00e7\u00e3o evocativa na capela de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cDalila Pereira da Costa no pensamento portugu\u00eas moderno-contempor\u00e2neo\u201d, \u201cInicia\u00e7\u00e3o \u00e0 poesia de Dalila Pereira da Costa: imagens, s\u00edmbolos, mitos\u201d, \u201cO sagrado feminino\u201d e \u201cA leitura daliliana de S. Jo\u00e3o da Cruz\u201d s\u00e3o alguns dos temas das comunica\u00e7\u00f5es do segundo dia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na segunda-feira ser\u00e3o apresentados os livros \u201cA segunda vinda da saudade\u201d (Afonso Rocha), \u201cCorrespond\u00eancia entre Dalila Pereira da Costa e Maria Cec\u00edlia Correia\u201d e \u201cNo rega\u00e7o de Ataegina: Em mem\u00f3ria de Dalila\u201d (Maria Jos\u00e9 Leal).<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia apresentam-se temas como \u201cSingularidade do pensamento de Dalila Pereira da Costa\u201d, \u201cA m\u00edstica em Dalila Pereira da Costa\u201d, \u201cDalila Pereira da Costa e Fernando Pessoa\u201d e \u201cA din\u00e2mica soteriol\u00f3gica e escatol\u00f3gica da saudade em Dalila Pereira da Costa\u201d.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Quadros, citado por Arnaldo de Pinho, escreveu que na personalidade de Dalila encontram-se, \u00abharmoniosamente, tanto a intelig\u00eancia hermen\u00eautica apoiada na mais s\u00f3lida cultura, como a predisposi\u00e7\u00e3o e saber de experi\u00eancia feito de quem \u00e9, ela pr\u00f3pria, uma espiritual, uma m\u00edstica\u00bb.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"citacao_lado_direito\">\u00abO que vejo, \u00e9 que tudo depende desta for\u00e7a, a gra\u00e7a. \u00c9 ela que tudo d\u00e1 e mesmo que tudo condiciona, tudo permite. Age como for\u00e7a que vai penetrando, ultrapassando todas as nossas camadas, anulando-as, at\u00e9 chegar \u00e0quela primeira, o nosso \u00faltimo ponto, o mais interior\u00bb<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\">\nO facto de ter iniciado a sua obra aos 52 anos (\u201cO esoterismo de Fernando Pessoa\u201d, 1971), \u00abem plena maturidade existencial, tem uma explica\u00e7\u00e3o: tratou-se para ela do cumprimento dum dever imperioso, de uma ordem recebida em experi\u00eancia ext\u00e1tica, ao longo da vida e em instantes privilegiados\u00bb, apontou, por seu lado, o c\u00f3nego \u00c2ngelo Alves.<\/p>\n<p>\u00abA originalidade mais profunda de Dalila\u00bb talvez \u00abtenha estado na supera\u00e7\u00e3o do dualismo paganismo\/cristianismo, mito\/raz\u00e3o, pela saudade, como esp\u00e9cie de sintetizador de toda a hist\u00f3ria de Portugal\u00bb, considera Arnaldo de Pinho.<\/p>\n<p>Dalila Pereira da Costa viveu em S. Paulo entre 1959 e 1965, e mais tarde na B\u00e9lgica, antes de se mudar para o Porto, tendo legado o seu esp\u00f3lio e a casa onde viveu \u00e0 Universidade Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>\u201cDa serpente \u00e0 Imaculada\u201d (1984), \u201cM\u00edsticos portugueses do s\u00e9culo XVI\u201d (1986), \u201cA ladainha de Set\u00fabal\u201d (1989), \u201cMensagens do anjo da aurora\u201d (2000) e \u201cEspirituais portugueses \u2013 Antologia\u201d (2005) s\u00e3o algumas das suas cerca de 30 obras publicadas.<\/p>\n<p>\u00abO que vejo, \u00e9 que tudo depende desta for\u00e7a, a gra\u00e7a. \u00c9 ela que tudo d\u00e1 e mesmo que tudo condiciona, tudo permite. Age como for\u00e7a que vai penetrando, ultrapassando todas as nossas camadas, anulando-as, at\u00e9 chegar \u00e0quela primeira, o nosso \u00faltimo ponto, o mais interior\u00bb, assinalou Dalila no livro \u201cA for\u00e7a do mundo\u201d.<\/p>\n<p>A gra\u00e7a, sublinhava, \u00e9 \u00abcomo um fogo que vem desapossar-nos, libertar-nos do nosso ser terrestre, realizando essa morte na vida. Por ela \u00e9 uma for\u00e7a de identidade. Anula em n\u00f3s tudo o que em n\u00f3s \u00e9 diferente, outro que Ele. Para que seja poss\u00edvel a identifica\u00e7\u00e3o \u00faltima, a ilumina\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma diviniza\u00e7\u00e3o. Deus \u00e9 sempre o nosso fim e o caminho para Ele mesmo. Unicamente por Ele se chega a Ele\u00bb.<\/p>\n<p>A entrada nas sess\u00f5es \u00e9 livre mas sujeita a inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.snpcultura.org\/faculdade_teologia_organiza_congresso_sobre_dalila_pereira_costa.html\">http:\/\/www.snpcultura.org\/faculdade_teologia_organiza_congresso_sobre_dalila_pereira_costa.html<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Faculdade de Teologia e o Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Cat\u00f3lica organizam de hoje a ter\u00e7a-feira, no Porto, o Congresso do Centen\u00e1rio do Nascimento da escritora, ensa\u00edsta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1295,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-1294","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-congressos","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1294","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1294"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1294\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1296,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1294\/revisions\/1296"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1295"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1294"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1294"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritualidade.carmelitas.pt\/boletim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1294"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}