Armindo Vaz, OCD
O tempo de Advento e de Natal convida a pensar que o suporte definitivo da esperança cristã é Jesus, «nascido de mulher» (Gl 4,4) e aparecido como «filho do homem» e Filho de Deus. Nele a salvação enquanto sentido último da vida, desejada e prometida em esperança no Antigo Testamento, irrompeu como o grande «hoje» de Deus (Lc 4,21). O que até Jesus era futuro, na pessoa dele tornou-se presente definitivo: indulgência/perdão absoluto do pecado, filiação divina de cada pessoa, habitação do Espírito santo no coração de carne do baptizado, etc. Quem nada espera desespera. A esperança tira a pessoa do buraco do desânimo e da monotonia. O desespero é incompatível com a esperança em Jesus, que no seu Natal lhe deu mais conteúdo: a abertura a ele contribui para ‘sermos’ mais, nós que (nos) conhecemos pouco e mal sabemos o que ainda poderemos chegar a conhecer e a ser (1Jo 3,2).










